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Terça-feira, Dezembro 11, 2007

A Incrível Aventura até a Esquina (a primeira palavra)


Manuel abre os olhos. Ouve um barulho vindo da porta. Manuel olha o barulho vindo da porta. Segura as grades e contrai o rosto contra elas. Manuel escuta um barulho vindo da porta e quer sair. Coloca as mãos na travessa superior da grade. Aperta sentido que está firme. Sobe e monta. Manuel olha para baixo e treme. Não há um porquê, mas treme. Manuel, tremendo, apertando as grades, desce pelo outro lado. Escorrega aos pouco. Treme muito. Aperta e Solta. Escorrega, aperta, solta, escorrega. Manuel desce do berço. Manuel olha a porta a sua frente. Não tem mais certeza se é de lá que vem o barulho. Engatinha. Está preso atrás da porta. Não sabe como abri-la. Manuel tenta inutilmente empurrar a porta. Chora. Manuel Chora. Geme. Grita. Júlia entra no quarto. Pega Manuel no colo. Balança. Balança. Manuel acalma-se. Júlia sorri. Manuel chupa a chupeta. É posto no berço e fica lá. Júlia sai e deixa a porta semi-aberta.

Manuel sobe novamente a travessa superior. Chupa a chupeta. Monta. Gira as pernas passando para o outro lado. Desce. Tremendo escorrega um pouco. Aperta. Solta. Escorrega mais um pouco. Manuel escapa mais uma vez. Já é perito nas fugas do berço. Manuel engatinha até a porta. Sabe andar mais engatinha. Levanta. Com as mãos entre a abertura Manuel abre a porta até o ponto em que possa passar. Manuel não ouve mais barulho mas ainda assim sai. Chupa a chupeta. Está no corredor. Caminha. Olha para o lado. Ouve outro barulho. A porta do quarto do Igor está aberta. Manuel ouve o barulho e entra.

Igor está sentado em frente a uma tela brilhante. Não vê Manuel. O barulho vem da tela brilhante. Manuel caminha até o irmão. Chupa a chupeta. Senta ao seu lado e olha o barulho. Continua lá durante um bom tempo. A voz da Mãe ecoa longe. Manuel ouve e levanta. Igor grita algo. Manuel olha. A voz de Júlia novamente. Manuel levanta a vai atrás da voz.

Ouve o irmão. Ouve a mãe. Continua na mesma direção. Manuel caminha desengonçado. Chupa a chupeta. Entra na sala. Vê Julia em pé. Julia grita alguma coisa. Manuel pára. Olha. Olha para mãe e sabe que quer colo. A voz do Irmão. A mãe grita mais uma vez e caminha em direção ao quarto do igor. Manuel chora. Deixa a chupeta cair. Chora mais. Júlia pega Manuel no colo e balança. Ri da esperteza do filho. Grita mais alguma coisa para o igor que responde. Pega a chupeta e põe na boca. Ele recusa. Júlia põe o peito pra fora e dá de mamar. Manuel bebe o leite mais feliz que nunca.

Júlia senta com Manuel no sofá enquanto nina e olha para a tela. Manuel bebe como um bezerro. Julia canta algo, levinho, calmamente. Balança o bebê . Faz carinho. Julia ama seus filhos mais que tudo no mundo. Manuel cochila e a mãe nem percebe. Continua a ninar. Canta outra música. Manuel dorme um sono gostoso no colo da mãe.

Manuel ouve um barulho vindo da porta. Abre os olhos. Acorda. Está no berço e o quarto está escuro. Sobe. Monta na travessa. Gira as pernas. Escorrega descendo. Aperta. Solta. Escorrega. No chão. Manuel poderia fugir desse berço mesmo de olhos fechados. A luz vem pela fresta da porta. Manuel abre e sai no corredor. Caminha em direção a sala. Caminha. Manuel vê a mãe tirando uma soneca no sofá. Continua. O barulho, o mesmo que antes, vem da porta da sala. Está fechada. Manuel ouve novamente o barulho. Vem da Janela. Abre a primeira gaveta da estante. Sobe. A segunda. Sobe. A Terceira. Sobe. Escala a estante gaveta a gaveta. Em cima a janela aberta. Manuel olha para baixo e treme. Ouve o barulho. Engatinha pela janela e desce em cima de um vaso de planta. Desce do vaso, tremendo. Está escuro e faz frio. Manuel caminha até o portão tremendo. Ouve o barulho. Passa pelo portão que estava aberto. Treme de frio. Quer uma chupeta. Ouve o barulho e vê que é o vento batendo nas arvores. Olha tudo como se fosse magia. Era magia. As folha farfalhavam balançando no compasso do vento. Manuel tremia junto com as arvores. Se achava forte por tremer menos, apesar de não discernir o que achava dessa forma. Manuel sorria tremendo e olhando as arvores iluminadas pela luz da casa. O vento empurra e Manuel continua andando. Treme. Segue o caminho do vento. A noite é escura e fria. As arvores ainda farfalham. Manuel farfalha. Olha distante. Mal se enxerga algo. Está tudo muito escuro. Lá no fundo uma luz. Uma bolinha de luz rosada perambulava pelas arvores. Manuel olha para aquilo. Manuel quer pegar a luz. Anda em direção a luz e sente frio. Manuel treme de frio. Quer chupeta. Quer a Luz. A Luz percorre lenta, meio perdida, num zigue-zague pelo meio das arvores. Faz uma curva, parece estar se deixando levar pelo vento. O vento vira e bate no rosto de Manuel. Manuel caminha contra o vento. A bolinha de luz vai na sua direção. Manuel consegue ver de perto. É uma bola de luz rosada, bonita, brilhante, grande, do tamanho de um chocalho. Ela oscila a tonalidade do rosa como se estivesse viva. A luz flutua na frente de Manuel. Manuel tenta pegar mas é quente. Tira a mão. Tenta de novo mas continua quente. Manuel fica parado olhando a luz. Ela se movimenta e ele acompanha. Agora já está muito alta. Não pode alcança-la. Tenta saltar. Não alcança . Tenta de novo. Não adianta. Continua olhando para a luz. Manuel percorre a rua perseguindo uma bolinha brilhante rosa. Sente frio. O rosa brilhante aos poucos vai perdendo força. Desce de novo para perto de Manuel. Segura com as mãozinhas pequenas e é quente mas faz frio. Manuel quer se esquentar. A luz se esfacela em calor nas mãos de Manuel. Esquenta. Manuel olha a sua volta e está tudo escuro.

Faz frio. Faz muito frio. Manuel treme. Não enxerga um palmo a sua frente. Manuel treme de frio. Está com medo. Morre de medo. Quer casa quentinha e colo de mamãe. Quer chupeta e peito e barulho de televisão. Quer o lugar-comum, o natural, o conhecido. Manuel chora, e chora, e chora, e chora, e chora, e chora, e parece que ninguém pode ouvir. Parece que o mundo todo se desfez nesse escuro frio, nesse farfalhar de nada, nesse vento batendo na cara. Manuel tem medo. Manuel chora, chora, tenta chorar o mais alto possível. Nada. Vazio. De repente nunca mais a mãe, os irmãos. De repente nunca mais berço quente, nunca mais chupeta. Dói. Não tem pensamento conexo, Dói. Sabe tudo isso intrinsecamente e dói. Como dói o frio e o escuro. Tem medo. Manuel continua chorando. Parece que não tem fim. O frio se estende no tempo. Manuel quer dormir. O frio é ruim. Ele caminha e chora e não sabe para onde ir.

Aos poucos, ao longe, um vulto surge em sua direção. Manuel tem medo e chora mais alto. O Vulto parece correr para alcançá-lo. Manuel chora. Reconhece sua mãe. Continua chorando mas diminui o tom. Júlia pega ele no colo e balança. Diz alguma coisa. Dá chupeta. Manuel acalma-se. Para de chorar. Chupa a chupeta. Aperta a mãe que vai levando-o. Ao longe Manuel enxerga outra bola rosada. Tira a chupeta da boca e aponta. A Mãe não olha. Continua apontando. A Mãe vai seguindo o caminho oposto. Chegando perto do portão, ele força um pouco a voz e diz Bola. Bola. Júlia nem tem tempo de olhar, grita alguma coisa para dentro de casa. Manuel continua apontando a luz e dizendo Bola. Bola. A mãe parece ignorar , está com pressa. Se confunde com as chaves. Tenta outra. Bola, bola. Grita mais uma vez. Consegue abrir. O pai sai do quarto com uma expressão de sono e incompreensão. Diz alguma coisa. A mãe responde eufórica. Manuel diz de novo, Bola, Bola. Aponta para a porta. Os pais ficam encantados e o colocam no chão. Manuel assustado para de falar. Acho que não entendeu quando eles diziam, Vamos diz de novo, diz de novo, Fala papai. Fala mamãe. Os pais passaram a semana inteira tentando tirar mais alguma palavra. Nada. Na semana seguinte também nada. Foi preciso mais de um mês para que voltasse a falar. Disse Aua. Apontando para o filtro. Manuel teve que agüentar a sede enquanto repetia para os pais embasbacados uma centena de vezes que ele só queria um pouco de água. Apontava para o filtro.

postado por Chico 11:33 AM |

Sábado, Dezembro 01, 2007

"Cada qual à sua maneira, o passado nos ensinara a inutilidade profunda de ser sérios, de apelar para a seriedade nos momentos de crise, de segurar-se pelas lapelas e exigir comportamentos ou decisões ou renúncias; nada podia ser mais lógico do que essa tácita cumplicidade que nos reunira em torno de meu paredro para compreender de outra maneira a existência e os sentimentos, andar por rumos que não eram os aconselháveis em cada circunstância, deixando-nos levar, pulando num bonde como fizera Juan na cidade, ou ficando numa cama como eu continuava a fazer com Nicole, desconfiando sem razão nem muito interesse que tudo isso tendia ou distendia à sua maneira o que no plano da razão sensata se teria traduzido em explicações, cartas, muito telefone ou talvez tentativas de suicídio ou viagens repentinas à ação política ou às ilhas do pacífico."

Extraido de 62 modelo para armar, Cortazar

postado por Chico 1:09 AM |

Sexta-feira, Novembro 09, 2007

Masturbação

Um berro, chora pra caralho, chora pra caralho, grita, O que houve, Vai tomar no cu sai daqui, me deixa em paz, chora, berra, morde o travesseiro, bate a cabeça, arrebenta alguma coisa no chão, berra, grita, chora, xinga, chora, sai de casa, limpa o rosto no elevador, olha pra cara do porteiro emburrado, Bom dia, Vai se fuder caralho, anda meio pé a pé, vai te fuder, tomar no cu, caralho, filho da puta, viado, vai dar seu cu arrombado, se fuder caralho, aah, me deixa em paz o porra, vai tomar no meio do teu cuzinho cagado de merda e porra, arhhh, continua andando, Ta putinho é, O que você disse?, Perguntei se a bixinha ta nervosinha, Teu viado de merda se vai se arrepender, Ui, a bixinha ficou irritada, Uma porrada na cara, Filho da puta,derruba no chão,Cala a porra da sua boca, chuta a barriga, Viado, o rosto, agacha e puxa pelo cabelo,Vai te fuder, Cala essa merda de boca, estoura a cabeça contra a calçada, Cala a boca porra, cala a boca teu filho da puta, o rosto ensanguentado, mais uma vez contra a calçada, o sangue faz marca no chão, Cala a boca, e continua batendo, o corpo mole do rapaz já semi-morto sem reação, Cala a boca caralho, aaaarh, Vai te fuder porra, Para de bater e as pessoas olham pra ele na rua, cara de assustado, o cadaver jogado ensanguentado ao seu lado, Que bosta, e chora e chora, e olha pro corpo ensanguentado e para, e chora, que merda, olha a merda que eu fiz, e chora, e chora, e pensa que a vida dele é uma merda, e pensa que quer morrer, e olha prum lado e pro outro, e grita, geme, geme, assoa o nariz, geme,soca o chão e dói a mão, e continua socando arrebentando ela toda, e chora, e grita, enquanto os policiais chegam, o levam preso e ensacam o cadaver de preto, o povo circula pela rua normalmente.

postado por Chico 8:58 PM |

Sexta-feira, Novembro 02, 2007

eu sou mais indie que vc... (pff)

postado por Chico 2:33 PM |

Segunda-feira, Outubro 29, 2007

Chico diz:
assim como ta indo não dá
Chico diz:
não dá pra continuar desse jeito..
Chico diz:
as coisas têm que mudar..
Chico diz:
é sério...
Chico diz:
você ta me ouvindo??
Chico diz:
da pra parar de ficar olhando pro lado..
Chico diz:
fingindo que não escuta..
Chico diz:
isso é sério amor..
Chico diz:
não agüento mais..
Chico diz:
você não vai dizer nada?
Chico diz:
vai ficar ai sentado no sofá bebendo cerveja
Chico diz:
você é um merda mesmo
Chico diz:
um gordo
Chico diz:
imbecil..
Renata diz:
você já sabia que eu era assim quando escolheu casar comigo
Chico diz:
não espere pelo jantar essa noite
Renata diz:
não vou jantar em casa essa noite
Renata diz:
vou pro bar com amigos
Chico diz:
quando eu casei com vc ainda trepava pelo menos
Chico diz:
hoje em dia o bichinho nem levanta
Renata diz:
talvez se você se depilasse eu poderia sentir atração por vc
Renata diz:
nem raspar as pernas mais vc raspa
Renata diz:
e o bigode?
Renata diz:
assim nao dá...
Chico diz:
aaahhh
Chico diz:
faça-me o favor adagoberto
Renata diz:
vc quer mesmo que eu vá procurar minha satisfação na rua?
Chico diz:
que tem muito homem dando bola pra mim por ai
Renata diz:
porque tem muitas mulheres que se oferecem pra mim
Chico diz:
vc não é o unico no mundo não
Renata diz:
ao contrario de vc que fica só reclamando
Chico diz:
Se eu não soubesse que vc é BROCHA eu até ficaria preocupada
Renata diz:
assim não dá
Renata diz:
não dá pra icar parado ouvindo ofenças
Renata diz:
vou te confessar uma coisa
Renata diz:
eu tenho um caso com a carlotinha há 7 anos.
Renata diz:
nós estamos apaixonados
Renata diz:
por isso nao consigo mais trepar com vc
Chico diz:
a carlotinha?
Chico diz:
huahuahauhauhauhauhauhauahahua
Chico diz:
não seja ridiculo adagoberto..
Chico diz:
por favor.. se for me trair tenha o minimo de decencia seu merda...
Chico diz:
a carlotinha é a piranhazinha do bairro.. até eu ja peguei ela
Renata diz:

Renata diz:
minha mulher...?
Renata diz:
uma LÉSBICA???
Chico diz:
vc acreditou que ela estava apaixonada por vc?
Chico diz:
huahuahuha
Chico diz:
não sou lésbica
Chico diz:
mas na falta de um penis o dedinho e a lingua de uma amiga ajudam
Chico diz:
ela só quer se aproveitar de vc sabe que é otário e fica pagando as coisas pra ela..
Renata diz:
oO
Renata diz:
eu nunca dei um tostão pra ela
Chico diz:
ela se contenta com pouco meu querido..
Chico diz:
vc nem ve ..
Chico diz:
mas é uma cervejinha aqui..
Chico diz:
dois reais que ela tira da sua carteira ali... puta pobre é assim mesmo..
Chico diz:
tem que fazer o que pode pra sobreviver..
Renata diz:
ela que me convida com a cerveja
Chico diz:
eu sei como é
Renata diz:
ela sabe que eu gosto
Renata diz:
nao eh que nem vc
Renata diz:
ela vê o que eu tenho de bom
Chico diz:
hehehe
Chico diz:
oq vc tem de bom?
Chico diz:
um rim pra vender? só se for?
Renata diz:
eu posso ser muito carinhoso
Renata diz:
com quem também me dá carinho
Chico diz:
mas não confiaria muito nesse rim não... deve tar todo acabado
Renata diz:
eu sofri muito nessa vida, josefilda, vc sabe disso
Chico diz:
e eu? e eu?
Renata diz:
por isso eu tenho esse problema com a bebida
Renata diz:
aaah! brigar com seus pais nao é nada comparado com o que eu sofri!
Chico diz:
vc acha que sofrer é ficar enchendo a cara e vendo televisão?
Renata diz:
pelo menos eles te davam dinheiro, comida, educaçao
Chico diz:
por favor..
Renata diz:
meus pais nem isso
Renata diz:
(momento tenso_
Renata diz:
)
Chico diz:
por isso que virou esse vagabundo de merda que vc é
Renata diz:
pode até ser
Chico diz:
não faz nada da vida
Renata diz:
mas em momento algum vc quis me ajudar
Renata diz:
ficava só reclamando da vida
Chico diz:
o pouco que ganha vai todo em cerveja
Renata diz:
nem trabalhar vc trabalha!
Renata diz:
todo o dinheiro é do seu pai
Chico diz:
eu larguei tudo que tinha só pra ficar com vc seu babaca
Chico diz:
como vc ousa..
Renata diz:
sua sustentada
Chico diz:
crio cinco filhos, um marido vagabundo..
Chico diz:
arrumo a casa..
Chico diz:
lavo suas cuecas
Chico diz:
suas cuecas cagadas....
Renata diz:
vc sabe dos meus problemas!!!
Chico diz:
e vc vem querer falar que não faço nada
Renata diz:
eu tenho sonhos, nao consigo controlar!
Chico diz:
não sei não
Renata diz:
vc nao pode jogar isso na minha cara
Chico diz:
vc não consegue controlar é a sua bebedeira
Renata diz:
tá bom, josefilda
Renata diz:
agora vc foi longe de mais
Renata diz:
vou arrumar minhas malas
Chico diz:
vc vai pra onde, não tem onde cair morto
Renata diz:
eu me viro
Renata diz:
prefiro dormir na rua do que ao seu lado
Chico diz:
adagoberto, não seja irresponsavel, resolveu virar mendigo agora.
Chico diz:
você tem cinco filhos pra ajudar a criar..
Chico diz:
Querido..
Renata diz:
eu nao vou abandonar meus filhos
Renata diz:
só vc sua vadia sapatona!
Renata diz:
vou voltar par casa da minha mãe
Renata diz:
as crianças podem me visitar quando quiserem
Chico diz:
Fica aqui por um tempo amor... só pra resolvermos as coisas, as crianças não vão enteder nada, vc desaparecer assim do nada..
Chico diz:
elas vão sentir sua falta
Chico diz:
vc não pode fazer isso com elas..
Chico diz:
elas te amam..
Renata diz:
aaah, agora quer que eu fique!
Chico diz:
é pelas crianças
Chico diz:
por favor.. (de joelhos com as mãos agarrada nas calças dele)
Renata diz:
me solta sua maluca
Chico diz:
(uma lagrima escorrendo no olho)
Renata diz:
por favor, josefilda, nao torne as coisas mais dificeis
Chico diz:
o que ela faz que vc tanto gosta?
Renata diz:
as crianças já vão chegar da escola, imagina se te vêem assim
Chico diz:
eu posso fazer é só vc me dizer?
Chico diz:
vc gosta que ela pegue no teu pau assim..
Chico diz:
?
Chico diz:
eu faço igual..
Renata diz:
pára com isso
Chico diz:
ela te chupa?
Renata diz:
pára
Chico diz:
eu posso fazer melhor..
Chico diz:
(começa a chupar ele)
Renata diz:
PÁRA JOSEFILDA
Renata diz:
(bate, empurra)
Renata diz:
(chuta)
Renata diz:
sua doente
Chico diz:
(fica no chão chorando)
Chico diz:
Porque vc faz isso comigo, amor, eu não posso viver sem voc6e caralho..
Chico diz:
não me deixa!
Chico diz:
eu faço tudo que vc quizer a hora que quizer..
Chico diz:
só não me deixa..
Chico diz:
fica comigo..
Chico diz:
por favor..
Chico diz:
se não é por amor que seja por pena ao menos..
Renata diz:
(olha pro lado, finje que nao tá ouvindo)
Renata diz:
(finge?)
Chico diz:
eu vou morrer se vc for embora..
Renata diz:
(é, finge)
Chico diz:
morro e mato as crianças junto..
Chico diz:
você tá ouvindo..
Renata diz:
sua doente
Renata diz:
!!!!
Renata diz:
quer que eu chame a polícia?!?!
Chico diz:
se vc for embora pode dizer adeus aos seus filhos!
Renata diz:
vc tá ouvindo o que vc tá falando?
Renata diz:
vou embora e levo as crianças
Chico diz:
se chamar eu digo que vc estava me agredindo..
Renata diz:
pode se matar, faz o que vc quiser
Renata diz:
sua louca!!!
Chico diz:
não vou deixar vc levar os meus filhos!
Renata diz:
calma, josefilda
Renata diz:
você não está falando coisa com coisa
Chico diz:
nenhum juiz vai dar a guarda deles com vc seu alcoolatra de merda
Chico diz:
vc não ve? vc é um lixo .. vc é ridiculo... ninguém te respeita, no trabalho na vida.. vc é o pior o que ninguem queria ser..
Chico diz:
só eu que te amo..
Chico diz:
só eu
Chico diz:
eu sou unica pessoa que faria tudo por vc..
Chico diz:
e olha só vc quer me largar seu babaca..
Chico diz:
não vou deixar vc fazer isso..
Renata diz:
nem você me respeita, josinha
Renata diz:
vc me agride, todo dia
Chico diz:
eu prometo que nunca mais faço nenhum mal pra vc..
Chico diz:
só quero que vc fique comigo..
Chico diz:
não falo mais da sua bebedeira..
Renata diz:
tudo bem
Renata diz:
eu fico
Chico diz:
nem reclamo que vc é brocha..
Renata diz:
mas as coisas vão ter que mudar
Chico diz:
a gente compra viagra
Chico diz:
oq vc quiser!
Renata diz:
cala a boca
Renata diz:
eu não preciso de viagra
Chico diz:
(fica quieta)
Chico diz:
(fala baixo) não precisa ser viagra pode ser a marca que preferir
Renata diz:
depois a gente vê isso
Renata diz:
agora me faz um favor?
Chico diz:
oq?
Renata diz:
pega uma cerveja lá no freezer
Chico diz:
ok
Renata diz:
a mais gelada que tiver
Chico diz:
...(volta com a cerveja)
Chico diz:
mas alguma coisa?
Renata diz:
não
Renata diz:
só quero que vc sente aqui do meu lado, gostosinha
Chico diz:
= )

postado por Chico 11:20 PM |

Segunda-feira, Outubro 22, 2007

07/12/2006(no blog)

Cupins ou Não compre tamagoshis

Hum, deixa eu ver, dia 7 de dezembro, muito calor, madrugada, insônia e simplesmente vontades, mas ai você percebe, que é 7 de dezembro, 03:08 da manhã, e sua porta faz muito barulho pra você poder sair lá fora e fazer sei lá o que e faz calor aqui, mas lá fora chove, chove essa chuvinha fina e mansa só para o céu cinza e as caras tristes de final de onda depressivo sem sono no quarto querendo dormir, eu quero dormir, levanto até a cozinha abro a geladeira para fazer luz, e olho um pouco, água, não, não, fecho e volto para o computador, as coisas estão um pouco diferente do normal, ao contrario de ontem, antes de ontem, e antes de todos os outros antes, hoje não estou sozinha na minha sala fria, ouvindo ruídos que me dão medo (na verdade não dão), hoje esta quente, um bolo recém-assado e chocolate em todo meu braço...isso é bom ou não?Notável, notável, sem ironias escrevendo outro lado, outra cidade, outra tela brilhante luzes apagadas ruídos e ar condicionado, que até tive vontade de lambê-lo, sem duplos sentidos, assim bem doce,de novo cozinha agora sim água, e como ia dizendo que eu gosto de bolo e de chocolate e acho mesmo que gosto, apesar de não saber muito sobre, disso ai que escreve do outro lado outra cidade tela brilhante ruídos calor e blábláblá, é meio confuso, na verdade eu não sei. Tenho manias de espiar a vida dos outros por aqui, tipo, nossa que foto legal! olha ele tem sorte por ter muros pixador, ou nossa ela come do mac! é tudo meio interiorano por aqui, por isso que estava fazendo bolo às 2 da manhã. Amanha, queria que fosse legal, acabaram quase todos os compromissos e o que faço é dormir e acordar,coisa mais... mais..., mas eu coisa menos, e daí penso mesmo em dizer qualquer coisa como Vem pra cá amanhã, pode ficar na minha casa se quiser, ou Como faço para ir aí, mas depois volto atrás que não sou tão corajoso a ponto de não ter medo de parecer desesperado, ou ridículo, ou maníaco, ou qualquer coisa que alguém, sei lá, que escreve escrevo, escrevemos, e pensamos, e não queria que pensasse nada, só. .. como se não soubesse as palavras, as coisas não são tão monótonas por aqui, são só assim, como, como, como gostar de ser um cupim, desses que roem as mesas a noite inteira, e vagam por um mundo de telas azuis com fotos, mas as quatro da manhã, bem logo as quatro da manha, correm para os seus(para onde correm os cupins?) sim, sim tem que dormir, e boa noite-boa noite, dizendo que ela é mais divertida que um tamagoshi.

postado por Chico 3:40 AM |

06-07/12/2006 (no orkut)

Edna Esmore:
ola!
Edna Esmore:
assim, na medida do normal, vou bem, nda de mais, mas melhor do que ontem eu acho...e vc? bem ?
Edna Esmore:
hummm... dexa eu ver...
dia 7 de dezembro, mto calor, madrugada, insonia e simplesmente vontades...mas ai vc percebe, que é 7 de dezembro, 03:08 da manhã, e sua porta faz muito barulho pra vc poder sair lá fora e fazer sei lá o que...e faz calor aqui, mas lá fora chove...


algo do tipo...gostei do blog!!! é, viu o meu?
Edna Esmore:
as coisas estão um pouco diferente do normal, ao contrario de ontem, antes de ontem, e antes de todos os outros antes, hoje não estou sozinha na minha sala fria, ouvindo ruidos que me dão medo (na verdade não dão), hoje esta quente, um bolo recem-assado e cohocolate em todo meu braço...isso é bom ou não?
Edna Esmore:
claro! bem vindo ao mundo nada surpreendente de edna, viu no blog?
Edna Esmore:
é meio confuso, na verdade eu não sei. Tenho manias de espiar a vida dos outros por aqui, tipo, nossa que foto legal! olha ele tem sorte por ter muros pixador, ou nossa ela come do mac! é tudo meio inteiorano por aqui, por isso que estava fazendo bolo as 2 da manhã. Amanha, queria que fosse legal, acabou quase todos os compromissos e o que faço é dormir e acordar...
Edna Esmore:
as idicações de bandas e filmes...é gosta de cinema?
Edna Esmore:
adoro seu modo, e bom adiciono, ou melhor vamos deixar pra mais tarde, sabe, não quero que vire "so mais" um amig, quero que seja o "o amigo" com coisas pra dizer sempre que entro nesse mundo azul e com fotografias...
Edna Esmore:
e bom, falo, falo mesmo, e falo, o que me deixar chateada as vezes, e como queria poder ter a "tal liberdade" a tal coisa de ir e vir, mas sou presa a minha realidade...bom se possivel entra nesse site, entra no link "outravida produções" e assista aos meus "nossos" videos, e espero que goste, ou se achar mais simples, coloca no youtube " outravida" e assista se possivel algo tipo "neigung" eu sou a destripada...
acho que me vou, mas sou uma coruja, ou um cupim que fica a noite ate as 4 aqui, no mundo azul com fotos!

boa noite meu novo amigo, fico feliz em te conhecer!
Edna Esmore:
hauahuah...bom, isso pra mim foi um grande elogio!!! =)
até menino homem!

postado por Chico 3:33 AM |

Terça-feira, Outubro 16, 2007

Das mensagens de celular


Quando liguei agora foi para que o recado na caixa de mensagens do celular fosse ouvido só depois de semanas, meses , sei lá quanto tempo fosse preciso, ela nunca está para mim. Não deve ouvir o recado, quem é que ouve recados? Quando ligava antes e dizia alguma bobagem, e o que vai fazer, mas eu liguei demais. As vezes cogito hipóteses, e eu sei que liguei demais, mas, bem, ao certo nunca se sabe, e é difícil quando se é arrogante , quando se sou eu. O que finjo que sou não difere tanto do que é aquilo que acabo sendo quando me jogo e entrego nos pequenos detalhes, naqueles em que eu sei que ligo demais, mas no fundo penso não ter problema, ela quer mesmo que ligue, não é? É isso sim, não é? Querendo acreditar que é verdade. Mas quando eu liguei depois de uns dias, e o telefone não atendeu, e eu deixei a primeira mensagem, a primeira mensagem na caixa de mensagens para que fosse ouvida só daqui a semanas, ou meses, tanto faz, eu estava um pouco resfriado, acho que foi no natal. Posso ser um cara legal, eu posso sim, mas eu continuava ligando demais. Quando eu liguei para ela e ela não atendeu o telefone de novo, pela segunda vez. Eu devo ter deixado outra mensagem só no carnaval. Isso foi depois da terceira, quarta, quinta, e lá se vai a minha memória de quando ela parou de me atender. A segunda mensagem foi algo como, Me liga quando puder, estou com saudades, quero te ver no Carnaval. Na semana seguinte, na aula, tudo como sempre. Oi, como vai. Sorriso. Tenho que ir já. Tchau. E mais uma mensagem. É acho que essa foi a terceira. Ah, sim, a primeira , não tinha dito, To ligando pra dizer que estou com sua carteira, você esqueceu na sala, depois fala comigo, e no dia seguinte, eu falei na aula , Ei , tonta, esqueceu sua carteira aqui ontem, nem veio pedir de volta. Mas o terceiro recado, sim no terceiro recado, quando ela já não atendia mais nenhuma ligação, talvez por isso mesmo eu tenha dito Eu te amo, meio rápido, lembrou de quando tinha 11 anos e ligava para Beatriz que sentava na minha frente durante as aulas e eu puxava o cabelo dela, e todo esse lugar comum que é uma criança no telefone ouvindo a voz, só ouvindo, sem coragem para dizer nada, Alô? Alô? Quem está aí? Eu sei que tem alguém na linha, eu to ouvindo sua respiração. Clackt. Mas agora já era grande, grande demais, para essas coisas… Acho que é por isso que ela não me respondeu.

postado por Chico 9:09 PM |

Terça-feira, Outubro 09, 2007

Eu acredito em fadas, Acredito.

postado por Chico 11:44 AM |

Quarta-feira, Setembro 26, 2007

Que se pudesse Queimava você

Acabei de assistir um filme e nem digo qual porque não quero arriscar fazer propaganda. Eu defendo o direito de se produzir qualquer merda, mas ai o que fazem é demais, é abuso. O que mais me dói é que muita gente verá e bate palma, muita gente assiste e empolgadamente procurava alguém pra dizer que este é o melhor filme que verá na vida. E pior que isso, Tendo sido banhado numa bacia de merda, porcos farão festa, são todos porquinhos fazendo festa. A plebe fede.

Ok, estou me sentindo quase um Arnaldo Jabor/Diogo Mainardi dizendo essas asneiras. Porém que o filme me incomodou me incomodou. Por mim botava fogo no Diretor. Ainda bem que é proibido queimar os outros vivos, fosse diferente, não sei quem eu acabaria, quem eu era.

postado por Chico 5:17 AM |

Segunda-feira, Setembro 24, 2007

Para não acabar com o blog, Meu pedido não é em vão, um post por mês ninguém merece, mas eu sei lá , falta inspiração


a riminha é pra ser bem idiota mesmo..

postado por Chico 1:24 AM |

Quinta-feira, Setembro 13, 2007

Juliana

Ela sorri e é minha melhor amiga, e fazemos planos, e dormimos com as cabeças encostadas no banco do ônibus, vamos tomar o jornal de assalto, acho que isso é porque temos o nariz grande, é a identidade libanesa que no fim fala mais forte, somos a panelinha do oriente médio, e como bons árabes vamos explodir todo esse bando de ocidentais imbecilizados. Ok, o Pinóquio também tinha nariz grande. Mas isso não conta, o que a gente tem é melhor, como eu posso dizer, é assim, como um quarteirão sem picles...
(especial)

postado por Chico 2:17 AM |

Sábado, Setembro 08, 2007

A resposta para a vida, o Universo, e todas as coisas

É a transmutação do metal em ouro para do processo do metal em ouro para do processo constante de transmutação do metal em ouro se busque uma essência da transmutação, do processo, e o ouro é só mero supérfluo de quem não tem mais o que fazer das brincadeiras do tempo e do homens, quem não tem mais o que fazer. Ë assim que eu entendo bem a vida, é assim que ela se deu e considero sem medo, e os passos que as pessoas dão por entre os prédios, e os cachorros também latem e você não os chuta indiscriminadamente, o mundo não é um mecanismo, ele é. A transmutação do metal em ouro, o importante é o processo, é o processo, é o processo de transmutação, e o produto é só supérfluo. Mas você não vai chutar aquele cachorro na rua sem motivo. O cachorro sente dor, o mundo é dor, e quem é que disse que isso é ruim? O importante está no processo, no processo, o processo de transmutação do ser, que quando o metal em ouro, e eu gosto mais, eu não quero mentir sobre minha preferencia por experiencias racionais, e o que eu digo agora, é muito mais que o que você possa pensar, a minha cabeça berra incontinente, berra muito incontinente, e e ela não foge incontinente, toda a minha vida incontinente, como a melodia espasmódica que é ter que ir ao banheiro defecar, Mas eu digo que a verdade está aí, ela está ai e você pode vê-la todo o tempo, ela está ai é só você descobrir o que está procurando. A resposta tenha certeza, é 42.

postado por Chico 3:59 PM |

Quarta-feira, Agosto 15, 2007

Il Faut

quando crescer caso, faço um filho na barriga, beijo na boca, sorrindo, e daí como comida, bebo o que tiver pra beber e vou embora, dou o fora, é assim mesmo, mas volto pra ver o filho sempre, que o filho, a filha, é sorriso no rosto, é sempre esse sorriso no rosto que come papinha, e depois com colher antes de aprender a usar o garfo, não brincar com a faca que corta, mas não corta, não cair na piscina depois de comer que faz mal, mas não faz não, não chorar que homem não chora, chora sim, olha o papai aqui chorando quando diz que tem orgulho dele, que sou/vivo para, desde que você nascer, como se nascer fosse preciso para ser amor assim nesse sorriso, que quando crescer quero fazer filho, fazer filho que gosto de dizer fazer amor, fazer amor na barriga, que quando eu crescer eu queria fazer você, você que já é amor aqui dentro de mim.

postado por Chico 8:23 AM |

Segunda-feira, Agosto 13, 2007

Sobre como você me atrapalhou a estudar

Estava pensando e percebi que o que eu mais gostava em você é que você parecia gostar de mim, mesmo depois de enxergar todas as minhas vunerabilidades, gostava de um eu infantil que não queria crescer, e acho que é por isso que eu quis tentar...

postado por Chico 6:16 PM |

Domingo, Agosto 05, 2007

Boa noite(com Lívia)

Queria comentar do seu cabelo, da florzinha no canto da orelha, mas já estava tarde e dai fica uma coisa de gente que não tem educação isso de, Me diz um segredo?Só que esse silêncio da falta de continuidade me aperta. Interromper o que parecia já ter começado a sair me irrita. Impedir alguma coisa que tava pra acontecer. Ela já está acostumada com isso vai, eu sou assim e ela gosta. Senão ela não estaria com esse olhar de espera, doida pra saber o que estava pra ser dito.Posso dizer qualquer outra coisa, eu já a tenho. Você não vai dizer nada?, é difícil isso quando te pressionam, calma, é só falar qualquer coisa, só fingir que não é o caso, como que se faz pra não , sei lá, as vezes o problema, eu acho, sabe, que, as vezes, é , pode ser que não, mas as vezes, sabe , acho que o problema sou eu.. é, eu sei. tudo isso em um segundo. eu pareço um móbile de pensamentos em um furacão. pra que tanto se no fim, eu sei, ela não vai resistir. ela está tão debilitada, o amor pra ela não passa de uma palavra vermelha e distante. desisto de toda a resistência só de ver esses olhinhos debilitados e sem esperança.Hoje eu descobri que estou apaixonado por você. Só porque o céu passou do cinza para o azul. Foi uma boa sexta, as ruas estavam abertas e vazias, Não havia mais jogo de paixão. Naquela rua de são nicolau, Eu acredito em são Nicolau, é um tipo diferente de papai noel. E quero que você acredite, não só nele. Pare de ter esse medo. O amor não é só vermelho, ele tem todas as cores. E você, combina tanto com ele... se você fosse uma cor, você seria todas. Você seria ele, o amor, pra mim. Eu poderia escrever incontáveis versos sobre a sua hesitação, e poderia fazer ainda mais versos só sobre essa sua florzinha no canto da orelha. e ser tão piegas que nem eu mais conseguiria me aguentar. queria ser piegas sem me recriminar.sou tão piegas que a única coisa que eu quero nesse momento, não é nem consumar esse lance, é só assistir ao seu adormecer, ao momento em que seus olhinhos debilitados finalmente descansam de toda essa falta de esperança. Posso ficar escutando esse ruído quieto que o silencio faz quando nos esforçamos a escuta-lo - dizem que é o som dos espíritos, mas tem vezes que acho mesmo que são as antenas de telefonia móvel, um dia ainda vou ter câncer por causa disso. Pronto, beijei. Acho que isso acabou dizendo tudo o que eu quis dizer. Que esses lábios pós-larica tenham algo a dizer. E que façam os olhos dela fecharem. Ela beija de olhos fechados. Talvez eu possa fazer com q ela veja pelo menos mais uma cor além do vermelho. Agora eu posso ter câncer, sei lá, pode acontecer qualquer coisa comigo. Só pq eu pude ter esse momento uma vez,é bom ver cores de olhos fechados.

(fim)

postado por Chico 10:48 PM |

Domingo, Julho 29, 2007

eu sinto talento transbordar em mim.. tenho medo de estar enganado...

postado por Chico 12:54 AM |

Quinta-feira, Julho 26, 2007

Jardin Triste

Oú sont les petits oiseaux?
Jai cherché partout
Ils sont pas ici

Onde estão aqueles passarinhos?Eu procurei em todos lugares. Eles não estão aqui. Não estão aqui onde eu deixei. Por que eles foram embora? Eu cudei deles com tanto carinho.Porque é que me deixaram? Por que? Essa lagrima pequena escorre do olho como uma princesa de quem não sabe contar, de criança, criança que não tem amigos,criança que chora pequeno,que chora calada e olha para o alto? Onde eles estão? e chora pequeno, assim, e soluça , e olha para o alto, Eles não estão mais aqui.

Ils sont plus ici..


postado por Chico 3:48 AM |

Quarta-feira, Julho 18, 2007

Infinita Tristeza

Ljudi vseh stran i kantinentov!Tsherez neskal'ko minut magutshi kasmitsheski. karavi' unecët menja vdalëkie prastor'i vselennoi. Ja isl'ital Val'shae stshast'e, V'it' pere'im v kasmose, vstupit'adin na adin. V nev'ival'i paedinak s priradoi.

Chers amis, proches ou lointains. Habitants de touts les pays y touts les continents. Dans quelques minutes un puissant vaisseau cosmique m’emportera loin dans l’espace. Infinita tristeza... infinita tristeza...Infinita tristeza... infinitatristeza...Infinita tristeza...Permanece a la escucha Gavorit Maskva... Une puissance mesmo-cosmic m’emportera loin dans l’espace. J’ai peine a decrire ce que j’eprouve mais il me semble que j’ai vecu toute ma vie dans l’attente de ce moment la. J'ai vraiment le sentiment d’engager un combat sans precedent avec la nature, le moral est bon, je poursuis le vol, Tout va bien.

Garoto: Mama...?
Mãe: Qué?
(Señor presidente)
Garoto: Puedo tener Hijos?
Mãe: Ahora no porque tienes siete años
(Señor presidente)
Mãe: Pero los tendra cuando seas mayor y te cases
Garoto: Quién tiene antes el niño, la madre o el padre
Mãe: El padre pone la semilla como te he dicho, y la madre pone la tierra en que esa semilla hara la flor.
Garoto: Y quién es la flor?
Mãe: Tu
Garoto: Por qué no crecen los niños dentro de los papas?

Yo ya estoy deseando tener niños, y tu Quique? Oh Yo no... Y tu Quique... y tu quique (El médico del pueblo) Y tu Quique? Yo siempre estare a tu lado.Yo siempre estare a tu lado (El médico del pueblo) Y tu Quique? Solo quererse mucho. Y tu Quique...? Y tu Quique...? Solo quererse mucho.Yo siempre estaré a tu lado.Oye Mama! Puedo tener niños ya?

(Siete cincuenta y siete, el médico del pueblo. Siete cincuenta y siete, el médico del pueblo. Artritis, asma, diabetes, impotencias)

- Hoy tenemos la oportunidad de dirigirnos a todos los niños. Es un momento muy importante, definitivo.Revelaros el secreto mas grande de la humanidad: La verdad sobre el nacimiento de los niños!

(Mitad y mitad es suficiente / Radio mano papachango)

- Nos hemos decidido a revelaros este misterios porque no consideramos justo el que vosotros grandes y verdaderos amigos de lo autentico os sintais engañados, no ya por vuestros padres, naturalmente, sino por otras opiniones ignorantes.

{ ignorantes ignorantes ignorantes...}

Garoto: Y qué tienen que hacer el padre y la madre para tener niños
Mãe: Solo quererse mucho.

Yo siempre estare a tu lado. Solo quererse mucho. Yo siempre estare a tu lado. Y tu Quique?Yo siempre estare a tu lado.

Quique :Como vivimos dentro de ti?
Mãe: Pues como la luz vive en su lampara

(Y tu Quique?)

Mãe: O el agua dentro del vaso, es como si quisiera ver el interior de un corazón.

(Radio mano papachango) Y tu Quique?Yo siempre estare a tu lado. Que hora son mi corazón?Yo siempre estare a tu lado. Que hora son mi corazón? Yo siempre siempre estare a tu lado.Y tu Quique? Yo siempre estare a tu lado. Que hora son mi corazón? Yo siempre estare a tu lado...yo siempre estare a tu lado. Y tu Quique? Yo siempre estare a tu lado.

- Debemos matenernos ... al aire? Es la señal, los tiranos vienen hacia aka. No estamos listos para ello, tendremos que hacer halgo

(Metrô)Proxima estacion...



Esperanza: avenida de la paz

postado por Chico 2:43 AM |

Terça-feira, Julho 17, 2007

Pensei em reformular o blog, fazer uma coisa mais jovem, mais dinâmica, interativa, acho que assim talvez eu consiga mais que duas visitas por semana, o que vocês acham?

postado por Chico 5:50 AM |

Segunda-feira, Julho 02, 2007

Festa junina pode ser em julho mas não pode faltar Quadrilha.
(Ele amava ela que amava bernardo que amava a própria irmã)

Tirava uma dúvida do meio do peito, e não era muito grande, mas era bonito, e a dúvida era um medo, e o medo é que faz a gente agir assim, ela se preocupa demais em agir assim, em agir assim, e isso irrita, continuar andando assim, e não parar até alguém dizer alguma coisa, algo, pedisse um auxílio, mentisse, meditaria algumas horas , algum tempo, algo, pararia, parou, mas nem dúvida, nem nada disso, dúvida era a consequência de se parar um momento para pensar, de se parar assim, parado, paro, para definitivamente não dizer coisa alguma, coisa nenhuma, nada, ela diz em voz baixa, cochicha no ouvido do outro, pensa, pára, pera, pondera, ela diz algo assim quieta, ela diz alguma coisa, que pode ser dúvida, e dúvida no meio do peito que não era muito grande mas era bonito, e dúvida dentro dela que é palavra na sua boca. Alguma coisa.

-Então, ela é que é a namorada do Bernardo?

Então, ela é que é a namorada do Bernardo?, Ela é que é a namorada do Bernardo? Então, é a namorada do Bernardo? A namorada? Ela é que é, ela é a namorada do bernardo? Então, é ela? Do bernar? Do Bernardo ela que é? que é a namo? Berna do ela namorada que é? Será? Dele? Será? Ela? Ela? Ela? É que é?

-Não, não, é a irmã dele.

Camila tinha 19, Camila gostava de dançar, Música, andou pela calçada só pisando no branco, pensou que era feia quando viu o espelho, disse pro papai que seria freira, disse pra mamãe que era adultera, já pensou em ser puta, e passa parte do dia se perguntando por que desiste de suas idéias, por que desiste, por que anda? Camila não era a namorada do Bernardo, era a irmã dele, Eu sou a irmã dele.

- Ela é bonita, né?
- Parece com ele.
- O que será que está fazendo aqui?
- Provavelmente veio ver a peça.
- Duh, óbvio, mas porque eles vieram juntos?
- Vai ver eles tem um bom relacionamento.
- Como assim? Eles são irmãos , não podem ter um relacionamento.
- Quis dizer que eles podem ser amigos.
- Mas eles não eram irmãos?
- Eles são.
- Então?
- Então o que?
- Você disse que eles eram amigos.
- Sim
- Mas não eram irmãos?
- Sim
- Então?
- Então o que?
- Porra, você tinha dito que eles eram amigos.
- Sim, e eles são!
- Então quer dizer que eles são só amigos?
- É, Talvez.
- Por que talvez?
- Porque talvez eles não sejam amigos.
- Mas por que estariam aqui se eles não fossem amigos?
- Porque eles são irmãos.
- Ou então namorados.
- Não, não, namorados eles não podem ser.
- Por que não?
- Por que eles são irmãos, duh.
- Mas e se eles não forem irmãos?
- Eles são.
- Mas e se não forem?
- Como assim e se não forem?
- Que saco você não entende nada, porra!
- Não, desculpa.
- Tá desculpado.
- O problema é que eu não consigo acompanhar a velocidade do seu raciocínio
- É verdade, sempre me esqueço disso.
- Eu sei que se esquece.
- Você me perdoa?
- Você consegue ficar de boca fechada durante a peça?
- Posso tentar.
- Então ta perdoada.


postado por Chico 2:42 AM |

Terça-feira, Junho 26, 2007

Ignore o fato de que não quer ser igual a eles e que eles não querem que você seja igual, não é uma verdade irremediável, não que não seja uma verdade, mas não é irremediável, o importante é que você precisa escrever.

postado por Chico 11:51 AM |

.

postado por Chico 11:50 AM |

Quinta-feira, Junho 14, 2007

Observação

Luzinha lá longe é apartamento no outro prédio que eu gosto de olhar com um binóculo que comprei naquele brechó, no brechó que comprei o macacão, e as pessoas olham para mim na rua quando uso o meu macacão, mas a luzinha lá longe que olho com binóculo nem sabe que eu existo, ela brinca no computador, e dança sozinha, já trocou de roupa na minha frente, mas nem é assim essa coisa menino tarado que você ta pensando, como que explico?, eu até gosto de um filmezinho, de uma revista, o corpo feminino é legal de se ver e deixa a gente daquele jeito e que faz e imagina até dar prazer, que o prazer é bom e alivia, mas com ela é diferente, ela é linda , linda, mas eu não posso fazer isso que eu faço pensando nas outras meninas, vocês entendem? Não tem nada a ver com amor, prefiro dizer logo antes que vocês pensem bobagem, se fosse amor eu não teria problemas, amor tem mesmo que estar ligado com isso, até porque eu quero fazer bebê só com alguém que for amor, sabe, o problema dela não é esse, não é amor, nem tenho nenhum sentimento muito específico, é só que ela não sabe que eu olho quando está me mostrando o seu lado bobo, o seu lado na frente do espelho, o seu lado que eu gosto de ver mas é só pra olhar, eu gosto só de olhar, e ela não sabe quando estou olhando, como eu pequeno observando o formigueiro que tinha no sítio do rio do ouro, era aniversário da nath e eles chegaram levando grãos de sal, era tão grande e ela se atrapalhava andando meio zonza, pensei que talvez tivesse tomado cerveja também, formiguinha bêbada, eu lembro que ficava olhando ela zanzando com o grão de sal longe do resto das formigas, formiguinha bêbada zanzando até cair, e o meu sorriso no rosto ao ver que se levantava e estava bem, que voltava para casa, zanzando, mas voltava, com seu grão de sal, trabalho cumprido honráveis amiguinhos, agora já pode dormir, espero que não acorde com ressaca. Luzinha lá longe, que é apartamento no outro prédio, que é menina saindo do banho, que é sorriso de gente apaixonada, que é cama de coraçãozinho e babado, que é computador, que é namorado bombado de falo pouco eloqüente, que é mãe brigando, que é lagrima no olho, que é sono profundo, e que depois de uma noite de bebedeiras, de uma social com as amigas, de fumar escondido o cigarro da mãe, eu deixo meu binóculo num canto, sorrindo, pensando nela, e esperando que eu também consiga dormir, assim encolhidinho, com meu travesseiro.

postado por Chico 1:17 AM |

Segunda-feira, Junho 11, 2007

Human Behavior

Eu tento me convencer de que não estou louco, existem varias técnicas, uma delas é dizer que a gente deve correr atrás daquilo que quer, Quebrar a idéia formada, o comportamento padrão, quem disse que se apaixonar por alguém com quem trocou duas palavras, que se apaixonar , eu sou meio maluco, mas daí a fuçar o orkut, meu deus, é um sorriso no rosto ler o nome dela, no fundo é só um garoto carente, decepcionado com amores passados e em busca de qualquer coisa no futuro, uma coisa pode ser ela, provavelmente não vai ser, mas não custa sonhar, a gente faz isso o tempo todo, e quando a gente quer alguma coisa, quando quer mesmo, assim de verdade, sabe, que você sonha com ela, e ela não tem nome, Você é igual a bjork, eu casaria com a bjork, a gente deve correr atrás daquilo que quer, entende?, Ela não olhava muito para mim, ela era bonita, eu queria que ela olhasse para mim, e aquele sorriso sabe, é preciso tentar essas coisas de vez em quando, como que é mesmo que se fala?, não lembro, mas as palavras faltaram também na hora, e não era beyoncé, era bjork, tinha que ser ela, cara, ela é o sorriso mais bonito que já tive no rosto, ela é o exagero mais estético que já proporcionei a mim mesmo, ela é quase uma pieguice romântica impossível que tanto eu busco evitar nos meus textos, mas daí eu olho pro teto, escrevo um scrap e penso que no fundo eu não devo estar mesmo maluco, mas como é que eu faço pra convence-la disso?

postado por Chico 1:29 AM |

Segunda-feira, Junho 04, 2007

A aleatoriedade é tendenciosa.

postado por Chico 3:36 PM |

Se seu namorado não faz direito, eu faço

A idéia principal é brincar, a gente pula e dança e corre e corre, e pula...
Eu gosto de brincar
Um pra cá, dois pra lá
Minha mãe me tirava pra dançar quando eu era pequeno
O primeiro da fila baixinho e pavio curto
Siri na lata
Nunca soube desenhar,
Não sei desenhar,
Pula, pula, sobe de novo, nas pontas dos pés, o sofá depois sobe a porta
Dona aranha subiu pela parede
Veio a chuva fina e a derrubou
Acabou a chuva e o sol já vai surgindo
E a dona aranha novamente vai subindo
No fim acabamos nos orgulhando das fotos de nariz quebrado e roupa de marinheiro
Eu queria a fantasia da madona não a do batman
Não que eu não gostasse do batman, mas a fantasia era boba, camisa sem manga,
Eu sempre odiei regata
Mascara vagabunda
E a da Madonna era tão legal
Não tem nada, todo mundo se veste de mulher no carnaval
Todo mundo, mas eu não posso
Eu tenho sempre que ser isso ou aquilo
Eu não posso, e faço análise escrevendo no word
E eu queria ser criança de novo
E eu sou criança ainda
Assim, que não estou nem ai para o que você pensa..
Eu sigo fazendo o que bem entendo, e penso e escrevo
E não é só porque você existe que eu vou fazer diferente,
Eu gosto de ser assim e não gosto de como me julga
Então vai embora e me deixa em paz
Eu queria uma outra mãe
Não a mesma
Não você
Eu queria me sentar ao seu lado e não te ver
Sai de mim satanás,
Você me limita e me diminui
E repete as mesmas coisas de sempre
As mesmas buscas por respostas bobas,
Sou criança
Mas já cansei dessa brincadeira
eu quero outra.

postado por Chico 2:22 AM |

Sábado, Junho 02, 2007

Eu não acredito em amor à primeira vista, eu amo

postado por Chico 10:45 PM |

Quinta-feira, Maio 31, 2007

Pequeno comentário sobre a solidão dos seres humanos

Não adianta nada olhar para o teto, não tenho nem lagrima nos olhos, eu sou um fingimento de alguma coisa que não se sabe, não se conhece, sou isso que lê Florbela Espanca e escreve sonetos imbecis, que ama o irmão que nunca teve, o pai que queria ver morto, que ama a porra daquele punk fedorento que não olha mais na minha cara, eu sou uma escrota, estraguei tudo, o mundo é tão feio hoje, e eu só queria que ele estivesse aqui cara, só queria que tudo estivesse bem, porra, me diz que ta tudo bem, eu te dou um sorriso e te pinto a cara, a gente vai morar junto e vender bijuteria na praia, vai ser bonito, o mundo pode ser bonito sabia, pode ser bonito, tem que ser bonito,cara, você não sabe quanta falta me faz, quanta falta faz tocar você, saber que você existe e que ta aqui do meu lado, me protegendo, me protege Luis, por favor, me protege desse mundo feio, das pessoas, de tudo isso que é feio, que merda ,eu só queria que você estivesse aqui, a gente já passou por tanta coisa, não podia ser assim, a culpa é minha, sou um lixo, eu sou má, ele disse que via maldade em mim, logo hoje que eu vi a maldade na alma de tanta gente, que eu andava e eu fui com o Rafa no morro, e eles me olhavam e eu sabia que tinha algo errado, a cara deles e eu segurava no braço do Rafa mas ele não era ele entende, eu queria que fosse o Luis , mas não era ele ,e eu via a maldade do Rafa, e o cara do lado , as armas, e eles me olhavam, e tudo aquilo era tão sujo e doente, eu precisava de ar, ainda preciso, que escrever num caderno velho, molhado, que ser isso decadente que eu não posso ir pra casa, que não agüento mais minha casa, e minha mãe me mata se eu chegar assim, desse jeito, eu não devia ter tomado nada, não estava bem, mas eu aprendi muito, aprendi que...

O que você está escrevendo? Nada, só besteira, desenhando, Posso sentar do seu lado? Pode. você não tava aqui antes,tava?Não, cheguei agora pouco.

Qual o seu nome? Jonas, você é a Isabela né? È, Isa, como ce sabe?, Uma amiga me disse que você fazia dread, eu tava querendo fazer, acha que ficaria legal? É , acho que ficaria.

Você é o Jonas da Lívia? Você conhece a Lívia? Ela é minha amiga, Gosto dela, muito tempo que não vejo.

Olho no Jonas, não era assim que imaginava, queria o Luis aqui, porque será que ele não veio? Alguém toca mal uma bateria, dança, discute alguma coisa, conversa.

Você ta vendo aquela menina ali? a loirinha?Hum, A gente estava discutindo sobre algumas coisas, ela é legal, não saberia dizer muita coisa sobre ela, não sei o nome, nem sei direito quem ela é, mas eu lhe dei um anel sabe, o anel que tava no meu dedo, e isso não foi porque estava afim dela, há muito tempo que não tenho estado afim de ninguém, mas é porque eu senti uma vontade de deixar ela feliz, e eu sabia que dando um presente, assim, inusitado, só pela vontade de presentear alguém, deixaria ela feliz, o que eu posso fazer pra te ajudar, pra te deixar feliz? Não sei, O que você queria agora? Que tudo não fosse tão, Eu perguntei o que você queria, não o que não queria, soluça, Eu só queria que ele estivesse aqui, cara, Porque ele não tá? Por que eu sou uma escrota, eu só faço merda, eu sou má, o Rafa disse isso pra mim, Você não é má, deixa de ser idiota, eu não gosto disso de ficar consolando as pessoas, isso é chato e não leva a lugar nenhum, sabe o que você devia fazer? O que? Vou te ensinar, levanta, põe o fone no ouvido, isso se chama lambada, a dança proibida.

Chorando se foi quem um dia só me fez choraaar, chorando se foi quem um dia só me fez choraarr, Chorando estará a espera de um amor..
Que porra é essa gente? isso aqui é uma ocupação punk, não uma casa de forró, Cara, isso não é forro é Lambada, a Dança proibida, vem dançar com a gente também, Você ta maluco? retardado? Essa porra é muito ruim, Isso é porque você ouve com preconceito, você é moralista e só vê putaria na dança, cara, lambada é uma dança que acalma os ânimos, e excita o corpo e a mente,Risos, Deixa de ser babaca, vai tomar no cu porra, só ouve essas porras enlatadas do estados unidos, se fuder porra, pelo menos lambada veio do povo, não de riquinho revoltado idiota, Jonas, deixa ele, não tem por que ficar discutindo por isso, É que ele, Cara, vamos lá pra cima, esquece isso.

Puxa pelo braço e leva, escada, corredor, quarto, sofá.

Obrigado, Pelo que? Sei lá, você me animou, De nada! quando quiser um parceiro de Lambada é só chamar, Desde que isso não dê problema com os outros punks tudo bem, (riso), toque de mãos, olhares, De onde você conhece a Lívia? A gente estudou juntas, Onde você estuda? No santa imaculada, mas conheci ela no CENUC, estudava lá antigamente, você faz biologia, né? Não, larguei, agora to fazendo engenharia de produção, Mas por quê? Sei lá, fui vencido pelo comodismo, convencido de que não se deve fazer o que gosta, mas sim o que te trará mais liberdade, Mas liberdade não é escolher o que você quer fazer? É, Então se você escolhe biologia você é mais livre que escolhendo engenharia, por que você estará fazendo o que quer,o que gosta, Mas não é bem assim, mesmo fazendo uma matéria que você gosta, nem tudo ali você gosta e você vai ter que fazer do mesmo jeito, e em biologia eu teria que me escravizar pra poder viver, saca, engenharia eu posso me dar mais tempo livre, mais liberdade, Sei coé, Silêncio, o que que estão vendo ali na sala? Não sei.

Colchões, algumas pessoas deitadas, televisão. Deita , assiste.

Os elefantes são animais herbívoros, alimentando-se de ervas, gramíneas, frutas e folhas de árvores. Dado o seu tamanho, um elefante adulto pode ingerir entre 70 a 150 kg de alimentos por dia. As fémeas vivem em manadas de 10 a 15 animais, lideradas por uma matriarca, compostas por várias reprodutoras e crias de variadas idades. O período de gestação é longo (20 a 22 meses), assim como o desenvolvimento do animal que leva anos a atingir a idade adulta. Os filhotes podem nascer com 90 kg. Os machos adolescentes tendem a viver em pequenos bandos e os machos adultos isolados, encontrando-se com as fémeas apenas no período reprodutivo.

Isa dorme, Jonas abraça ela e fecha os olhos.

Jonas Acorda

Sala vazia, televisão desligada, Isa com ele. Continua parado abraçando ela.

O mundo é mesmo estranho, conta-se muitas histórias bobas, e fazem-se pieguices sinceras, algumas vezes felicidade, outras vezes tristeza, outras vezes a gente ri de uma piada, ou conta qualquer coisa sem graça,awn awn awn, poderia dizer que comemos muito, que não deviamos ter que comer tanto, e que as pessoas dão muito valor ao amor e que outras dão muito valor ao sexo, a questão é que as pessoas gostam de dar valor, mas sexo é que nem comida, e as pessoas comem muito, não deveriamos ter que comer tanto, e ai aparece alguém que te ensina a dança proíbida e vocês já sabem o que acontece, barriga, filhinhos brigas, gastos, e quando se vê já está igual a sua mãe, outra boa comparação para o sexo e a comida é o pó, tenta ficar sem cheirar por um tempo, você passa mal, fica ansioso, e na menor oportunidade parte pra dentro de um prato de comida, depois fica na balança se perguntando porque está gordo, por que se masturba tanto, por que sua mãe e seus filhos não te olham mais na cara, você é um gordo nojento desempregado e cheirador, e não adianta, não adianta bater punheta , nem abtronic, nem adesivo, você é um doente, e mesmo que não esteja gordo sua vida será comida, ou a dor que é não ter ela, que não tenha pó, vai ser a falta dele, que não tenha sexo, os cinco dedos dia e noite, no banheiro e na cozinha, quarto, sala, mas pelo menos quando o Jonas se masturba...

A mão direita no seio esquerdo, a outra no meio das pernas, roçando levemente, não mais porque ainda não se tornou um cachorro, Isa acorda, Jonas tenta beijá-la
Não, Jonas, desculpa, eu não quero, eu amo o Luis, Shiii, dedo na boca, Pára, jonas, sai, pára, não, eu não quero, sai de cima de mim, sai, sai, sai. Tapa a boca, a calcinha pro lado, os braços empurrando, a calça aberta, o corpo empurrando, pra dentro, ele nota que houve dor, ela aceita a condição e deixa entrar.

Fim.

postado por Chico 5:02 AM |

Quarta-feira, Maio 30, 2007

Eu sou o diretor malvado e vc é o bonzinho...

postado por Chico 10:13 PM |

Terça-feira, Maio 22, 2007

Chorando doente com ipod no ouvido.

Acordei com uma vontade de saber como eu ia e como ia meu mundo. Descobri que além de ser um anjo eu tenho cinco inimigos.Preciso de uma casa para minha velhice. Porém preciso de dinheiro pra fazer investimentos.Preciso às vezes ser durão, pois eu sou muito sentimental meu amor.Preciso falar com alguém que precise de alguém pra falar também.Preciso mandar um cartão postal para o exterior pro meu amigo Big Joney. Preciso falar com aquela menina de rosa, pois preciso de inspiração. Preciso ver uma vitória do meu time, se for possível vê-lo campeão. Preciso ter fé em Deus e me cuidar e olhar minha família.Preciso de carinho pois eu quero ser compreendido. Preciso saber que dia e hora ela passa por aqui e se ela ainda gosta de mim. Preciso saber urgentemente porque é proibido pisar na grama, Eu preciso saber porque é proibido pisar na grama!

postado por Chico 11:58 PM |

Sexta-feira, Abril 13, 2007

Fechado por tempo indeterminado, obrigado pela colaboração...

postado por Chico 12:46 AM |

Quinta-feira, Março 15, 2007

O Mendigo

Saliva quente, gosto de cachaça amargo acordando, dor-de-cabeça-praça-banco, cheiro forte de corpo e sexo, todo o corpo fedendo a sexo, eu gosto desse cheiro, barba cheia de não sei quantos anos e cabelo, eu sei disso, não tinha nada mais na garrafa, nem na cabeça, nem lugar, quer explicação? Como assim o que você quer é a morte, o que eu quero é só um coração e, olha aqui, eu já matei um pombo, já matei, não vou matar também uma criança, Era assim que se falava nos meios iniciados atuais, ao menos era assim que viviam, que hálito mais nojento escorrendo na baba do canto da boca, baba demais prum imortal, acho que não dá pra sobreviver muito tempo desse jeito, Era assim que falavam os enviados, já tinha sido o quinto e eles sempre comentavam da baba, escorre nojento na boca de qualquer um, a baba , e era como se não fosse mesmo um imortal, Morre qualquer dia esse mendigo esquizofrénico, morre qualquer dia engasgado na própria baba, era isso que diziam, era isso que diziam no início os filhos da puta- não os enviados -, mas daí viram que não morri, e ficar debaixo da casa deles não, ficar ali assim e vai a merda, filha da puta, não vai dar porrada não, era isso que dizia quando vinham três mascarados, e um galho pegava, quebrava, contava três, o primeiro engasga, o segundo tropeça e o terceiro, o que acontecia com o terceiro mesmo? Esses truques bobos que aquele enviado me ensinou, qual deles foi? Os galhos e os números, segredo é concentração, o três era o que mesmo? Você não sabe? Os galhos, Sabe por que fui enviado? Era assim que eles diziam todas as vezes para cortar o raciocínio, mas assim o três era qual deles, o que aconteceu com o terceiro, Repete de novo no pé do ouvido arrepio na espinha, Não, não sei, mas o que é que você veio fazer aqui? Eu não preciso de ninguém, Tem um serviço, era assim que eles faziam e iam embora, deixando um papel amassado, exceto talvez em um caso especial, como quando ele furou o meu olho, ou quando se despediu. Era mais de trinta anos e não serviço, o cheiro e a barba, o cabelo, uma garrafa toda de cachaça, assim desce quente e todo o corpo daquele jeito , contorce um pouco quente e arrepio, balança é bom, estranho mas é bom, ainda se tem serviço melhor ainda, mais de trinta e só agora aparece outro, e quem será que mandou dessa vez? quem é que me manda fazer essas coisas, que sendo mendigo não me achassem mas acham sempre, mas esse cheiro de sexo no meu corpo, esse cheiro, sim, aperta papel amassado e sai.
Quando se fede assim num lugar em que me olham e limpos, odeio tanto perfume e tanto odor estranho pra fingir que não é animal, que não tem orgulho de ser animal,olham pra mim mas tem medo, porque sou mendigo cego esquizofrênico maluco e os Serafins alados me perseguem, e que sou esperto o suficiente pra dizer que a minha esquizofrenia , que a falta de visão nos olhos, é muito menos que a cegueira de ser que percorre esses pobres por aí, olha pra mim com medo, porque olho com desprezo, não, não é desprezo, é indiferença, que sou como você apesar de cego maluco, que olho pras coisas e vejo, apesar de não enxergar e sinto cheiro e toco, e amo esse cheiro de corpo gozo, orgasmo fedido de buceta molhada, eu amo o sexo com aquela preta velha de tetas nas mãos pelos na vagina, e cheiro de corpo, cheiro carne e mulher, geme baixo que os vermes podem querer prender a gente, não to afim de ter que perder tempo na cadeia sua piranha, assim, só preu gozar, vai, assim, puta, (morde ombro com força que ela grita e aperta mais força e grita e aperta) Cala a boca puta, arfh, arfh, Jogada no chão assim é tão feia, uma preta arrombada de merda, saco de esperma, vadia fudida do caralho, que se conseguisse te enxergar, vou embora, O corpo negro é chão largado, é coisa se vestindo, é sexo dormente, e silêncio. Os passaros batem as asas e as vezes lembro mesmo de quando é um anjo, desse bonitos e limpos, brilhantes, tem tentado me matar todos os dias com palavras doces sobre amor e carinho, com sentimentos de gratidão, com essas merdas repetidas, eu ouço suas vozes e até, as vezes, sinto que os vejo, e é tudo tão calmo e reconfortante, mas eles só querem me enganar, querem levar minha alma, são mestres nisso, falam sobre perdão e sobre fazer o bem mas tudo tem um preço, e minha alma não vale tudo isso, não mesmo, vai a merda que não vou deixar vocês me pegarem, como essa cloaca de vocês mas não vou morrer, |Você vai para onde?| maldita puta velha que não me deixa pensar, não te interessa o porra, fica na tua se não te dou porrada, estou aqui tentando falar com os espiritos, caralho, é sempre essa ladainha, Mendigo maluco do cacete, você é doido o babaca, completamente maluco, puta que pariu, devia parar de cheirar um pouco, um dedo, um circulo no ar, cinco pontas, sopro, assim é bem melhor, silencio, um toque no ombro, Olha só, o porra, não me enche o saco se não eu quebro as suas pernas também, o feitiço não é pra sempre, quando você perder a vontade de dizer qualquer coisa ele passa, é só relaxar que ele passa, dorme um pouco que ajuda, eu to indo, tchau mulher, Cachorro, vem cá , vamo lá campeão, o cão guiando o cego maltrapilho, a preta correndo atrás muda e agora também sem as pernas, quer dizer, com as pernas mas sem conseguir andar, caída, tentando qualquer coisa que nem sabe bem o que, um latido, já da pra ouvir o barulho de carros passando, , ouvir a voz de uma mulher falando no celular, ouvir as risadas sarcásticas dos ospirites pegando carona nas ferrugens dos carros, eles são sempre muito espalhafatosos, um gole de cachaça, queima, mais um, a garrafa já está no final, anda um pouco, e senta, pede dinheiro pra pessoas que vão passando, osprites começam a subir pela sua perna e pega uns e come, melhor se abastecer, amanhã vai ser um longo dia, muito longo, as pessoas passam e uns poucos jogam moedas pequenas, um deixa uma nota, enxerga pelo cachorro um real, depois mais um, no total tira 12 reais, acho que já ta bom, vira o resto da garrafa, e deita no banco da praça ali na frente.
Dia seguinte, Saliva quente, gosto de cachaça amargo acordando, dor-de-cabeça-praça-banco, cheiro forte de corpo e sexo, todo o corpo fedendo a sexo, eu gosto desse cheiro, barba cheia de não sei quantos anos e cabelo, eu sei disso, não tinha nada mais na garrafa, nem na cabeça, nem lugar, parado assim, que o serviço por onde começar?



postado por Chico 4:09 PM |

Domingo, Fevereiro 25, 2007

Heroes III

postado por Chico 7:55 PM |

Quinta-feira, Fevereiro 22, 2007

Caricatura do Carnaval(Com ajuda da "Oooo, Antonia, brilha")

Quas, quas ,quas, quas, quas, quas, Minha mãe acordada me esperando em casa, a campainha abrindo a porta. Mamãe eu quero, mamãe eu quero, mamãe eu quero mamar, Deu dois suspiros e depois morreu, meu carnaval se resume a isso e "que merda é essa?", "que merda essa?" ô muleque desgraçado que volta de madrugada e ainda chega caindo desmaiado em casa, não agüento mais ter que criar esse marmanjo não, Passa o dia todo reclamando, quando sai, não dá satisfação,ai deus do céu, acode aqui que ele não tá respirando, chama um doutor meu senhor, Que doutor, que nada. Esse menino só faz charme, fica ai se fazendo de morto, é todo o carnaval a mesma coisa, ano passado, "E ano retrasado, então?" Esse daí ninguém mais agüenta, só mesmo essas biscates que arranja fazendo pouca vergonha pela rua, igualzinho ao pai, se tivesse sido criado por ele não conseguia ser tão parecido, Mas vai tomar rumo, eu sei que vai, olha só como é que dorme bonito... ai ai... parece mesmo Marcelo, essas pernas peludas... dá até um nó no peito ver ele assim tão grande ... deus do céu , meu filho...vai ser advogado sabia? Advogado, Não sei se ele dá pra isso. Diz que quer ser poeta. Onde já se viu, poeta? E poesia alimenta alguém? mas tem que confessar que o garoto é bom, as menininhas ficam todas desmanchadas quando ele começa, não é por menos que a casa fica sempre cheia de mulher, cada dia uma diferente,é um sacana mesmo esse aí, não consegue ficar com ninguém, Mas ele vai tomar rumo, estou dizendo. Ainda vai longe, não importa com o que, Sim sim,é claro,mas agora é melhor levar ele pra cama logo, não pode deixar o garoto dormir assim, no chão da sala, nossa ta fendendo a cachaça, pesadinho esse menino ein...O que será que ele anda comendo? Nem te conto(sorriso).

postado por Chico 12:46 AM |

Quinta-feira, Fevereiro 08, 2007

Dor de cabeça (Em homenagem a uma menina do interior que não tem lá muito com que se preocupar além das suas dores de cabeça,.Até parece.)

Têm dor de cabeça, reclama da dor de cabeça, fica no quarto trancado a cabeça latejando, come e aperta os olhos, e tenta relaxar os olhos e a testa, mas mal consegue, dói a cabeça, e a voz da mãe, o irmão, a cabeça dói e vocês não entendem, abaixa o volume da televisão mas melhor mesmo é nem ver, pede para falarem baixo mas quer que todos fiquem calados, e a cabeça ainda dói, na quinta aspirina novalgina neosaldina, pára. Pergunta: será que dá pra ter overdose de neosaldina?, volta para o quarto e deita, dorme. Dia seguinte, repete. Em casa o dia todo, descansa que passa, mas não passa, e como é que pode doer tanto? Eu não sei. Melhor ir ao médico, melhor ver isso. Deita, dorme, acorda cedo e no carro com a mãe abaixa o som, vou deitada aqui atrás, fecha os olhos, dizem que faz bem, Olá, me fale do seu problema Edna.

São mais de dez dias, mais de dez dias e essa dor de cabeça não passa, uma tortura, e você toma remédio e não adianta, mas os exames dizem que você está bem e que está tudo normal, deve ser só preocupação, só preocupação minha querida, quando você anda muito preocupada, o estresse, entende, acaba ficando assim, sugiro dar uma relaxada, tirar um tempo pra você que isso passa, mas como pode ser só preocupação se há duas semanas a única coisa com que me preocupo é necessariamente essa maldita dor de cabeça? Ai, que droga, esses médicos não servem mesmo pra nada.

Era uma menina que tinha dor de cabeça por causa de tanta preocupação, e como a sua única preocupação era a dor de cabeça , assim que parou de se preocupar com a dor, foi como se ela nunca tivesse estado lá, repentinamente a dor de cabeça de Edna sumiu. Edna ficou hoje ouvindo música no volume máximo do computador até mais tarde.
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postado por Chico 5:49 AM |

Quarta-feira, Fevereiro 07, 2007

Sorriso

É pau, é pedra, é o fim do caminho, é um resto de toco, é um pouco sozinho,é um caco de vidro, é a vida, é o sol, é a noite, é a morte, é um laço, é o anzol,é peroba do campo, é o nó da madeira, caingá, candeia, é o Matita Pereira, é madeira de vento, tombo da ribanceira, é o mistério profundo, é o queira ou não queira, é o vento ventando, é o fim da ladeira, é a viga, é o vão, festa da cumeeira, é a chuva chovendo, é conversa ribeira, das águas de março, é o fim da canseira, é o pé, é o chão, é a marcha estradeira, passarinho na mão, pedra de atiradeira, é uma ave no céu, é uma ave no chão,é um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão,é o fundo do poço, é o fim do caminho,no rosto o desgosto, é um pouco sozinho, é um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto, é um pingo pingando, é uma conta, é um conto, é um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando, é a luz da manhã, é o tijolo chegando,é a lenha, é o dia, é o fim da picada, é a garrafa de cana, o estilhaço na estrada, é o projeto da casa, é o corpo na cama, é o carro enguiçado, é a lama, é a lama, é um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã, é um resto de mato, na luz da manhã, são as águas de março fechando o verão, é a promessa de vida no teu coração, é uma cobra, é um pau, é João, é José, é um espinho na mão, é um corte no pé, são as águas de março fechando o verão, é a promessa de vida no teu coração,é pau, é pedra, é o fim do caminho, é um resto de toco, é um pouco sozinho, é um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã, é um belo horizonte, é uma febre terçã, são as águas de março fechando o verão, é a promessa de vida no teu coração, pau, pedra, fim, vinho, resto, toco, pouco, vinho, caco, vidro, vida, ol, noite, orte, laço, sol, são as águas de março fechando o verão, é promessa de vida no teu coração.Pá , dabadiba, pá, andadada...

postado por Chico 9:09 PM |

Segunda-feira, Fevereiro 05, 2007

Conto de Fadas


Eu não sei o que quero escrever, ando de um lado para outro, a cozinha cheira a hambúrguer e faz cinco dias que como hambúrgueres, meu estomago reage àquela fumaça toda de gordura, saio, põe um refrigerante para mim? que houve? Esse cheiro está me fazendo mal, eu como hambúrgueres faz cinco dias seguidos, só hambúrgueres, e a minha barriga já dói, passei mal ontem, meu cocô está mole e eu consigo enxergar os pedacinhos de hambúrguer neles, Mas isso não é lá coisa que se diga, obrigado, bebo mineirinho e sento novamente no computador, meu deus o que estou fazendo? Escrevendo? E escrevendo, mas para quê, para quem?essa loucura desenfreada nos dedos, estou com dor de cabeça, minha língua mordo e sinto gosto de sangue, que devo fazer amanhã?ler outro livro, mas já li tantos, e tantos, e nenhum deles presta mesmo, pra que continuar nessa merda toda, melhor morrer logo, eu não preciso ler essas besteiras, ninguém me disse que precisava. Não preciso encontrar a Maga. Ninguém precisa.

Eu fico escrevendo sem respirar, assim como eu falo, que mantenho fluxo e vou indo, puxando o ar com a boca em pequenas pausas para continuar,e continuar, que eu continuo, eu só sei fazer isso, ela me disse enquanto trepávamos, mas acho que ela queria dizer que eu não sabia era trepar, eu ficava em cima dela, e durava alguns minutos, nunca consegui chegar ao final, com o tempo aquilo tudo era tão mecânico, os gemidos, as mordidas, a boca, assim, e eu beijava mas era mecânico, me movimentava mas era mecânico, indo para frente para trás, e meu rosto com uma expressão robótica de quem só está ali para fazer o que deve, você só sabe escrever, na cama é péssimo, desculpa, e sento no computador procurando mais qualquer palavra e procurando um livro, isso de escrever livros autobiográficos já é tão batido, e não, são todos um lixo, essa literatura meio, meio, muito meio e nenhum fim, é sempre assim, eu sou só um meio sem fim, uma forma, uma falta de ar na garganta, uma tensão que meu coração bate mais rápido e minhas mãos e meus braços e minhas pernas tremem, uma tensão sem lógica, mas para chegar aonde?, aonde?, por favor, alguém me ajude a chegar a algum lugar, eu não a amava mas a pedi em namoro e quando ela disse não eu fiquei com um pequeno pedaço de sorriso no rosto, e sabia que não teria problemas, mas tinha, acaba sempre tendo, e agora eu penso que até a amo, e talvez da próxima vez não seja tão mecânico, talvez possa chegar ao final, mas não sei se posso realmente, é tudo tão pequeno na minha cabeça e as conjecturas, e as minhas verdades, e as mentiras que fico cochichando no meu ouvido, no fundo sem motivo, no fundo só para ser profundo e não superficial, porque eu tenho um amor louco por não sei o que que me sai quando escrevo e eu não consigo parar, me repito durante horas, e me incomodo com uma dúzia de detalhes, eu preciso parar, mas ninguém pode , eu não posso, nunca pude comigo mesmo, nunca pude com nada, sou essa coisa mecânica como da foda malfeita, só respondo aos sinais do meu corpo e disparo numa loucura para aonde quer que for, fico suando no computador, me viro um pouco e ligo ar, hesito em uma ou duas letras e depois volto a digitar como quem corre atrás de algo e não alcança, mas ele não pode parar de correr, ele não pode desistir, as pernas não conseguem parar de tremer e dói, e dói como a angustia antes do orgasmo, como o sexo incompleto com a Laura, como a incapacidade de conseguir fugir de não sei o que que me persegue e não para, é esse pesadelo acordado de sentidos confusos e um pouco de dor de cabeça, eu queria alguém para conversar, mas eu sei que sou arrogante demais para ficar conversando por aí.

A vodka que pus no mineirinho fez aquele gosto acido e quentinho, e me deixou quente e ainda tremi mais, pensei em botar uma musica pra me acalmar, e peguei o i-pod com as mãos tremendo, o meu peito doía e ainda dói, mas eu sorrio , sorrio e coloco qualquer coisa que não lembrava como era, mas o nome , o nome eu conheço, e eu ouço as coisas, e gosto delas só pra saber o nome, e colecionar os nomes, e verdade mesmo sabe minha professora de Yoga, verdade mesmo é ela falando simples e bela da sua felicidade, revezando sutras e gil brother, e nossa como ela é bonita, ela é o sorriso mais bonito que vi desde quando eu não me lembro mais de sorrisos, quase como uma criança, apaixonada, feliz, e eu queria tanto ,mais tanto ser como ela, mas no fim fica só a felicidade dos fins das aulas de yoga, a verdade de que é tudo mesmo uma grande brincadeira, um jogo de crianças velhas buscando dinheiro amor e estabilidade, buscando a felicidade nas brincadeiras do dia a dia, nas bolsas de valores, nos processos, nas paixões para a vida toda, e até nessas mesmas aulas em que aquela professora bonita te chama de preguiçoso, mas você está esquecendo que ela está dentro de você, ou era assim que devia ser, é assim que seria bom para fazer sentido, mas é difícil ficar acordado o tempo todo, e as coisas se amontoam na sua cabeça e você as persegue, mas na verdade são elas que estão te perseguindo, é o relógio que te mata, o tempo que ele traz e vai te engolindo aos poucos, e eu sou esse tempo engolindo a mim mesmo, quero ser tudo e o mundo inteiro em mim num segundo, e todas as coisas se perdem sem porque e fico aqui parado escrevendo, e escrevendo, mas na verdade sem escrever nada que possa ser dito e repetido nem que faça com que ganhe essa merda de brincadeira que eu só sei perder, queria poder vencer ao menos uma vez, queria vencer e dizer: eu consegui, mas eu sei que é só fantasia, que as coisas não dependem de mim, elas acontecem e tinham que acontecer e isso me dói tanto e tanto, e eu queria não trepar tão mal, e eu queria não chorar por besteira, nem me apaixonar só por quem me rejeita.

Quando minha irmã mais velha riu da mais nova naquele dia, dizendo, Você acha que pode fazer tudo que quer? Que infantilidade a sua, nem quando se está fazendo o que gosta, você faz tudo o que quer. E eu pensei: ela sabe, será?, mas nunca perguntei, que não tinha que perguntar, e na hora foi muito sorriso para eu estragar tudo, não queria estragar nada, só escrever mais um pouco sobre minha vida, e viver da minha escrita, que sei que nunca vou poder viver, eu sou só besteira, mas isso não termina por aqui, isso continua e continua até não ter mais para onde ir, e já não tem, Respira fundo, queria que a Laura me ligasse, mas acho que isso nunca vai acontecer, quando a gente se conheceu eu pensei , que menina bonita, ela está caidinha por mim, e brinquei com o nariz, e fiz carinho, e naquele dia da praia quando a gente se beijou foi bom, muito bom, mas era só , só, e fui na sua casa, e estava tão mal, e foi tão estranho, e não era, não tinha como dar certo, mas eu precisava que desse certo, eu insistia em dar certo , ela era bonita e inteligente, sou toda sua, eu tinha que continuar tentando, e se ela quisesse eu ficaria com ela para sempre, mas ela disse não, eu gosto de outro cara, e eu fingi que não tinha problema, mas tinha, sempre tem, e talvez esse problema tenha resolvido tudo, mas não resolveu, eu continuo fingindo que vivo, e fingindo que sou interessante, e jogando os joguinhos da vida, mas é tão ridículo, nada faz muito sentido, apesar de todo sentido estar aqui na minha frente e eu sorrir feliz/triste/confuso como se estivesse pleno e vazio concomitantemente a minha falta de palavras.

Mais vodka no mineirinho, e beber sozinho vai me tornar alcoólatra, nem sei se já me tornei, não faz tanta diferença agora, não estou mais tão , tão, tão como quando comecei a escrever, mas continuo porque não tenho fim, ou porque estou bêbado, quem sabe? Quando crescer, quando crescer, acho que já estou grandinho de mais, mas ainda não tenho muita barba, só esse cavanhaquezinho escroto que não tenho paciência para raspar, eu amo minha mãe , e ela me faz tanta falta, e seu faço faculdade ou se eu procuro um rumo na vida é por ela, é porque amo ela e sei que não gostaria de me ver bêbado mendigo pelas ruas, cantando musicas sem nexo, e gritando-se qualquer coisa e rindo até ser amarrado e levado ao manicômio, e me enchem de remédio até não conseguir falar direito, e me jogam num quarto lerdo, a semiconsciência do branco, e das gritarias, e tudo aquilo que um quarto fechado e grades no Pinel, olho pela janela e vejo lá de longe a Carmem, ela alimenta um gato na ufrj , desses gatos sujos que ela ama alimentar, eu grito o nome dela e ela olha para cima, e fica olhando, e da minha boca saem gatos mordidos e pênis boceta, e risadas, até chegar alguém e me tirar da janela para a sala, assiste tv, toma o seu remédio, não quero remédio, eu não gosto do remédio, ele me deixa idiota, e para de me tratar que nem retardado que não sou retardado, eu sou normal, sou o melhor escritor de todos os tempos, esses babacas escrevem essas merdas nos seus livros idiotas de boceta arrombadinha, mas eu é que sou, olha só enfermeira, eu é que sou, minha bunda é peluda, e vocês nem imaginam o que isso significa, quer trepar comigo enfermeira? Quer é? Vem no meu quarto, mas vou te falar que esse remédio não ajuda, não consigo e bem já conseguia mal antes sem remédio nenhum, acho que é porque não, por que o que?, uhauhaha, cala a boca, eu sou um deus, o melhor dos deuses, o mais bonito, o infinito, sou um comportamento, não numero, huauhauha, vocês seus louco mongolóides, devem estar achando que eu sou doido igual a vocês, mas eu sou lúcido, não, não quero o remédio, não quero, me soltem, porra, me soltem caralho, arh, arh, , e me amarrando que minha boca sufocado não engulo mexendo os braços, me soltem, puta que pariu, ai dor de cabeça injeção, não, merda, eu paro, eu tomo, não, juro que tomo, injeção não.

Acordo com gosto de vodka e mineirinho na boca num quarto de hotel, respiro fundo e lembro de todas as coisas que se passaram num período tão pequeno que não sei determinar, não é assim como quando se toma ácido, nem como quando faz, eu não sei o que está acontecendo comigo e com a minha cabeça, mas na dor de não entender o porque eu grito e berro e, e ,e começo a cagar pelo chão da sala atrás daquele papel laminado pequeno, envolto num monte de merda, e minha mão cheia de cocô, e eu aqui com o ultimo quarto de doce que consegui guardar antes de ser levado a essa merda de manicômio, coloco debaixo da língua, e fico esperando fazer efeito, chamo a enfermeira, que me leva para lavar a mão, e eu com o doce na língua, e um olhar meio sorridente para o nada, o mundo poderia ser feliz assim quando estamos normais, as letras poderiam brincar de dançar e se contorcer com o seu corpo como se fossem , como se fossem, eu não sei mais nada de nada no mundo, sei que é essa convulsão de imagens de olhos fechados, as cenas se reconstituindo, e eu e a Bárbara há muito tempo, em desenho animado, eu e a Bárbara transando no quarto, e quando vejo não é bárbara, é Alejandra, é Mathilde, é Laura, sou eu mesmo mecânico, sem graça, é Chico, você não sabe trepar , só escrever, e nem isso eu sei direito, e nem isso eu sei direito, eu grito, continuo de olhos fechados que ainda preciso de respostas, um caminhão de mudança, eu pequeno indo morar no rio, isso está parecendo regressão que coisa ridícula, eu odeio ser tão ridículo quanto eu sou, eu sou um lixo e nunca ouvi a voz de deus, por que deus? Por que só daquela vez? e hoje parece tudo tão opaco e nem sei mais quem sou, por que daquela vez me mostrou que iria me apaixonar por ela, que iria perde-la, e me afastaria do caminho para nunca mais, que não era para mim , que eu deveria viver , e não me preocupar?, que a verdade eu já sabia já sei e me deixou louco, eu odeio , eu odeio você, mesmo sabendo que sou eu, sim é você , sou eu, eu com cavanhaquezinho escroto, queria ter uma barba, sou eu sentindo essa barba na minha cara, sentindo, essa coisa estranha que me da vontade de dançar, e danço as maçãs doadas por lúcifer, danço a brincadeira da vida, danço e vôo e não canso de voar, a textura das mãos no meu braço são um orgasmo, e minha cabeça voa , e os regimentos imperiais vão me levando até o darth vader, que na minha frente eu grito, a força está comigo Anakin, você não tem chances de vencer, eu sou a força, e não sou o lado negro, nem o lado bom, sou o lado impar, sou desnecessidade de padrões, sou a indiferença quanto a dominar o mundo ou ter uma vida peregrina, sou isso que não quer saber, que só acontece e é perfeito, sou o uni... a injeção fria toca minha pele e eu penso que meu cérebro está sendo destruído com esses remédios, Melhor dormir Mestre Jedi, melhor tirar um cochilo.

Oi mãe? Eu to bem, eles me dão uns remédios e eu fico calmo, eu te amo mãe, eu queria ir para casa me leva pra casa por favor, juro que volto e faço tudo direito, e vivo a vida normalmente, e sou um bom rapaz, eu te amo mãe, eu te amo, você a única pessoa que se preocupa comigo, gritei pro Igor, e pro Pedro, a Carmem, mas ninguém mais quer saber do amigo maluco deles, assistem às suas aulas e ficam lá, nem mesmo o Gabriel veio conversar, passou um dia aqui e me deixou um bolo, mas não ficou por muito tempo, mãe, eu sou normal, acredita em mim, eu sou normal, me deixa voltar, mãe, não vai embora, não me deixa sozinho com eles, não sai daqui. Eu preciso de você.

postado por Chico 6:17 AM |

Sexta-feira, Fevereiro 02, 2007

Garganta Inflamada - Amidalite

O que me cansa nas pessoas desse mundo é que elas não gostam de cuspir, fazem toda a pose , e... mas não gostam de cuspir, isso realmente me irrita, eu quero poder cuspir qualquer coisa, a qualquer hora o tempo todo, mas isso de não cuspir, nossa, como é irritante, como é chato, e fica ali martelando, e repetindo, igual sempre a todo mundo, cuspam, porque eu digo, que vocês tem que cuspir e vocês olham para mim e dizem, não, ai, cuspir, e fazem cara de nojo, não percebem, isso me cansa, já estou cansado dessa coisa de não cuspe que vocês ficam fazendo o tempo todo todo o tempo e por nada, porra, será que vocês não se cansam não, sejamos um pouco mais subversivos, é só um cuspe, assim ó, no chão,cês não sabem mesmo o que é bom, só ficam repetindo, e repetindo o que a mamãezinha ensinou na lição de casa, e que disse não cospe meu filho, não cospe, vai a merda mamãezinha do caralho, vai chupar a pica do papaizinho e não me enche o saco, eu quero cuspir e eu vou cuspir e não importa o que dizem esse bando de gente hipócrita e retrógrada, ah que se danem vocês, quem disse que preciso de vocês seus merdas, cuspo assim que é o melhor que faço e rio da cara de vocês que de um jeito ou de outro, eu sim, eu sou a verdade, e suas caras de nojo ridículas, haha, seus merdas, eu cuspo nessas suas carinhas enjoadinhas de pseudo-intelectual arrogante, porque eu odeio esse tédio que trazem na minha cabeça, essa ladainha de mamãe mal comida, e todo esse lugar-comum do não cuspe, o lugar comum do não cuspe, quase tão pior de ruim, e repetitivo, e estupidamente , imbecilizadamente repetitivo, quase tanto quanto essa porra de merda, buceta fodida arrombada , imbecilizada e sem talento, que é a bosta da minha escrita.

postado por Chico 5:53 AM |

Segunda-feira, Janeiro 29, 2007

Posso começar?ahm?como assim?Nada faz sentido: (sua vez) eu sou sem sentido e nem se fizesse diferença ser ou não, nem se um dia alguém chegasse a se importar, nem se fosse mais, eu gostaria de saber quem é esse tal de sentido pois procurei em diversas direções,virei ao avesso o armário do quarto, as gavetas , nos livros jogados pela sala, nas estantes sem brilho e cheias de berros, nos espelhos quebrados, nessa amargura corroída por infrutíferas tentativas, cai tudo assim que não importa mesmo, me deixa quieto que não faz sentido, me deixa quieto e vai você procurar, eu cansei. Faz sim... não faz. Por que não?Por que sim? sei lá, por que não quero te contrariar..sei lá ,soou meio melancólico.. era pra soar melancólico, era sim, mas era pra ser esse melancólico sarcástico que ninguém percebe que é brincadeira, que se descobrirem que é brincadeira perde a graça, tem que ser assim tão sério que diz coisas tão verdadeiras que nos fazem pensar, e no fundo está certo, e nossa! nada faz sentido!, cortemos os pulsos!, mas calma gente, é só brincadeira, só troça de criança travessa, essas crianças que como eu gostam de pregar peças nos adultos, que eles ficam todos assustados, e oh meu deus assim você me mata do coração, só que quando ficamos mais velhos fingimos que as travessuras são sérias demais, assim sabe.. muito sérias... e não é pra levar na brincadeira, que tudo faz sentido ou nada faz sentido não faz muita diferença, mas é coisa séria, e olha gente, muito, muiiito, muiiiito importante, eu estou meio down esse final de semana, você diz, isso vai me fazer mal, e fica assim com o rosto triste, quase me matando por dentro, entende? Só brincadeira, te vejo mais tarde, quando eu esfriar a cabeça, Não faz nenhuma besteira por favor, vou tentar, ou não, quem sabe, as vezes eu queria mesmo era morrer. = )

postado por Chico 5:44 PM |

Sábado, Janeiro 27, 2007

Segundo Final

Se um dia eu disser que não te amo mais tenha certeza de que é mentira, era só isso que passava na cabecinha pequena de uma menina que perdia o namorado no dia da sua chopada, Eu não te amo mais, era mentira, não podia ser verdade, Estou apaixonado por outra, Para com isso, É sério, desculpa não queria te magoar, Como pode, você tinha dito que não dava pra acontecer isso, que era pra sempre, Eu era bobo estava apaixonado, não podia imaginar que isso iria acontecer, ela apareceu assim, e de repente já estava tão forte, desculpa, te odeio. Porque ele fez isso? Me diga, porque ele fez isso? Ele não te merece não fica assim, ele não te merece porra, e um abraço de consolo, me dá mais uma cerveja, cara, você já bebeu demais, vai acabar passando mal, cala a boca, você não é meu pai, um empurrão. Quando quem se ama dança esfregando a bundinha no pau de qualquer um, quando quem se ama, se agarra com o primeiro cara que passa pela frente, e eles se beijam, e se beijam, quando quem se ama faz cena para todo mundo ver, isso dói, dói mesmo como vocês nem podem imaginar, que dá até vontade de ir embora e vamos embora, andando rápido e pensando pela rua com o vento na cara e o alcool no sangue, e é aí que o carro passa por cima de você. Acorda. Onde estou? Ele está falando , está falando!, Quem são vocês? Não se lembra de mim? Não, Sou eu Yasmim, sua irmã, Chico, Vai a merda, a Yasmim tem cinco anos de idade.

postado por Chico 9:58 PM |

Terça-feira, Janeiro 16, 2007

(continuação...)
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Não é todo dia, não, não ainda assim , já não era tão moça para, mas tudo parecia tão infância, até as palavras, a insegurança. E o que será que ela terá pensando? Olha para os lados durante as aulas, estaria procurando? Mandou o poema , mas e agora, o que fazer? Quem saberia dizer? Cansado do chiclete na boca sem gosto embrulha num papel debaixo da mesa, respira fundo e olha rápido e volta ao caderno, escuta bjork tentando, mas não consegue, respira, olha para o professor, ela olhou para o lado, está procurando, o que se pode fazer então?, rabisca uma planta, escreve, rabisca, ela olhou de novo, tira um livro da bolsa, lê, colega de trás cutuca, o professor olha, fecha o livro, ela olhando, pára, a aula, Não, não tenho a matéria de sociologia, respira, a aula, o professor, ela olha de novo, levanta e sai da sala para tomar um ar., sai atrás muito sem entender porquê. Oi, Oi, chata essa aula né, é, se ficasse mais um segundo morria, sorriso, mas e aí, você vai na chopada?, vou sim, vou sim, e você?, talvez, depende do meu namorado, hum, você ta namorando?, é, sorriso, que bom!, mas vai lá sim vai ser legal, você vai gostar, eu garanto, acho que vou mesmo se ele não quiser ir, queria sair mais com meus amigos da faculdade, sorriso, é, eu também queria,um pouco de silêncio, coloca os fones no ouvido, o que é que você tanto ouve nesse I-pod? sei lá, um monte de coisa, agora eu to ouvindo bjork conhece? não, não conheço, é bom? ouve. E ficam parados ouvindo.

Primeiro Final

Ela vai a chopada sem o namorado, e os chopes, e os toques, mas não acontece nada, e daí se seguem alguns outros poemas, se encontram novamente nas aulas, e conversam constantemente sobre nada, uma vez ou outra tocam as mãos, ela termina com o namorado e no churrasco da turma, era você que me escrevia os poemas não era? e um primeiro beijo, naquela casa de praia mesmo, num quarto vai para mais que um beijo, depois nas aulas quase um casal, e na casa dele fazem amor pela primeira vez, pela segunda, uma vez na escada do prédio, e até no play, camisinha já não era problema ela estava tomando pílula, dizia, e o pedido de namoro, e namoraram por bastante tempo, Estou grávida foi no dia do aniversário dele, Como assim, você não tava tomando pílula? Veio logo em seguida, e um silencio finalizou a conversa, a filha veio oito meses depois, e quem cuidava de verdade era a mãe dela, a essa altura trabalhava no tribunal de justiça durante o dia e ia para a aula a noite, não tinha tempo pra nada, ele chegou a pedi-la em casamento mas ela recusou e na semana seguinte terminou tudo, disse que não sentia mais aquilo que ficava encolhido no peito mas queria explodir, que caíram no comodismo e já pensava em terminar faz tempo, mas dai ficou grávida e sabe como é tive medo, desculpa, não queria que fosse assim, eu ainda gosto de você, mas não é como antes. Se formaram e ele começou a advogar, ela passou num concurso para delegado da policia federal, depois resolveu virar Juíza, ainda se viam periodicamente, graças a filhinha que completava oito anos, ela se casou com um engenheiro da Petrobrás irritante e metido que se gabava o tempo todo de coisas que dizia ter feito, uma delas, coisa que nunca chegou nos ouvidos dela, dizia respeito sobre como a sua estagiária, uma menina de dezoito anos que ainda acreditava nas baboseiras de engenheiro canastrão, gemia quando eles trepavam em seu escritório, tinha um sorriso nos lábios meio convencido quando dizia essas coisas, só perdia um pouco a compostura nos dias em que o pai vinha ver a filha da sua mulher, aquele homem sério, advogado de sucesso , chegava numa BMW, cumprimentava a mulher ,abraçava filha e nem virava o rosto para notar a existência do engenheiro canastrão, quando muito olhava com nojo, um dia meio incomodado com as constantes interrupções até chegou a dizer em voz alta, Não entendo o que viu nesse cara, me largou para regredir, foi casar logo com um retardado mental, melhor seria ter voltado pro teu namorado surfista do inicio da faculdade,mas a mulher não ligava muito, ainda sentia algo , era fato, mas sabia que não tinham mais como dar certo, ele já estava casado com uma psicóloga, uma toda quietinha e apaixonada que fazia mais ser dona de casa, bonita como só, era um corpo pequeno e excitado que deixava as vezes o marido irritado que não podia querer tanto assim o tempo todo, ele ameaçou terminar algumas vezes e sempre ela implorava que não a deixasse e que ela precisava dele, e no fundo ele sabia que também precisava dela apesar de se lamentar nas noites de sexta com amigos num bar que aquela juizinha, linda, mãe da minha filha, ela sim é a mulher da minha vida, e como eu queria que tudo pudesse ter dado certo entre a gente. Como eu amo essa mulher.

postado por Chico 10:44 PM |

Segunda-feira, Janeiro 01, 2007

História de amor com oito finais

Um novo, aula, olhos, eram muita, muita mesmo, como vai?, quem diria, corrigindo, sempre disse, mas , olha, e bonitas , apaixonar-se, gaguejo, é inimiga da continuidade rítmica dos compassos, andares, batidas, carteiras, que quem diria, meu deus, quem? Ali, assim, como não, tão do nada, cortava-se ao meio sem batom na boca porém sorriso. Há quem diga que não existe amor a primeira vista. Há quem diga que não existe amor. Há quem diga que não existe nada, e que existe tudo, ou não, ou isso ou aquilo e mais aquilo outro, ou todo resto que se opõem , ou que reafirma, mesmo que se diga mordendo os lábios tímida, ou sorrindo boba, e olhando-encanto como uma criança para mim. Gosto muito de mitologia grega, é engraçado, sério mesmo, você pode encontrar muita filosofia lá. é mesmo? é , é sim, olha só, por exemplo, no mito de eros e psiquê, se você parar pra pensar, eros representa o amor, psiquê a razão. sim , sim, sorrindo hipnotizado. então se você lê o mito, entende a filosofia, ele meio que diz que a razão nunca pode entender o amor, e é verdade, não pode mesmo, o amor é irracional, ele não tem lógica, a gente não pode querer ficar entendendo, não dá. As vezes a gente olha pro lado e ouve uma daquelas coisas bobas que dizíamos quando éramos criança, uma daquelas coisas que não dizemos mais por medo de parecer infantis, ridículos, - hoje todos cultos, nos meios, e nas palavras, escrevendo assim e assado, e pensando em tudo com esse nariz para o alto inteligente- e de uma hora pra outra, sem avisar muito, caí no nosso colo da boca de um anjo(sininhos tocando), e você olha e pensa, mas é tão tolo, tão inocente, ela quase uma criança, toda imersa numa infantilidade mágica que perdemos com o tempo e vamos ficando tristes , e tristes, querendo, querendo, coisa assim, sabe, era muito, não pudesse, queria, mas como se não pudesse, não, não dava, era tão, tão, mas mágico, e tolo, e , como se diz quando já não pensa mais em porquês, quando se sai do domínio da razão, e esses clichês de querer só para si. E foi assim que começou a desejar fazer parte daquele mundo mágico dela, um poema de amor anônimo escondido na parte da frente da mochila, e eu poderia até recitá-lo inteiro aqui para vocês, mas sou um escritor chato e insensível, gosto de criar alarde e decepcioná-los, só pra dar o gostinho, ou aquilo outro de mentir pra ganhar um sorriso quando revela-se a verdade, O poema começava assim: Quando deus te desenhou, ele estava namorando. ok,ok, estou brincando era assim:

Poema de Amor

Penso mesmo que sou um cara bobo, muito bobo, e chato, e desligado, e tonto, e entediante, e vergonhoso, e relaxado, e preguiçoso, e sei lá o que mais. Devo ser mesmo isso tudo e mais alguma coisa, e outra, e se ainda couber mais, quem sabe apaixonado. Sim, apaixonado, que como bom cara bobo e chato e blablabla, eu também sofro dessas paixões que dão de uma hora pra outra e vão crescendo sem perceber, dessas que quando vemos , estamos escrevendo poemas anônimos de amor para pessoas que passam e nem reparam na nossa existência. é, esse poema é para você. Que eu não sei explicar muito bem o que sinto, e talvez amor seja forte de mais, mas quando eu fico olhando, quando estou assim bem pertinho, aqui no meu peito acontece uma coisa estranha, as minhas mãos tremem sem porque, e de repente só você faz sentido, e eu fico parado sorrindo sem pensar em mais nada.
Você é esse sorriso que me dá no rosto durante as aulas.

(continua...)

postado por Chico 7:01 AM |

Domingo, Dezembro 31, 2006

Retrospectiva 2006
Janeiro?
hum..... ... ....
Fevereiro?
.. .... ... ...
que mês vem depois mesmo?

postado por Chico 8:15 PM |

Sábado, Dezembro 30, 2006

Domingo, Dezembro, um atelier sujo, alguns frascos vazios, quebrados, Paris


Os Homens de Negro, crianças metidas depois que os conhece de perto, disse isso já na primeira vez que os vi pela frente, são como a maioria desses ai que estudam ciências ocultas, grandes protetores de alguma outra coisa pela qual vivem e blah, não sabem mesmo de nada, ou sabem, (rio-me com tanta facilidade das coisas que as vezes tenho quase certeza de que estou brincando de existir, mas depois me lembro que quando era criança as brincadeiras eram coisa séria, que me empenhava em vencer, sim, ainda me divertia, mas não era como quando me botavam de cabeça pra baixo e me sacudiam gritando "quem quer comprar esse porquinho!" ou quando me giravam até meus pés saírem do chão e eu ficar quase que voando, isso sim era risada, como agora quando brinco de girar sozinho o mundo inteiro e ficar tonto ao ver tanta coisa boba e chacoalhada um monte dessa gente grande se vestindo igual e imitando antepassados como se fossem se tornar importantes só porque não estão com o pique) - E quem está com o pique agora? - Não foi pra isso que você me procurou, não foi pra ficar explicando o funcionamento dos joguinhos bobos de gente que não tem mais o que fazer, se quer isso vai ler algo na internet , tem muita gente falando sobre os alienígenas, a alquimia, bruxaria, xamânismo, ou mesmo ciência e política etc, não estou afim de perder meu tempo com essas bobagens. Coisa de gente ignorante, pff... já estou cansado de quem vem atrás de mim em busca de histórias fantásticas e truques de mágica, estou cansado desse povinho que quer se sentir especial, mais de duzentos e trinta anos de vida não foram pra chegar hoje e contar historinhas para adolescente mongol.Um sorriso no rosto, faço isso sempre pra intimidar, mas se quiser eu conto, só acho que seria chato pra você, e vejo no seu olho que está atrás de mais que só conhecer o esquema político das sociedades secretas do mundo, ou aprender a fazer a pedra filosofal, e mesmo controlar a mente alheia ou explodir uma cidade e conseguir flutuar. - Sim , você está certo, eu estou numa busca muito maior, muito mais importante, eu queria...- Ai, essas crianças idiotas e mentirosas, puta que pariu, quando vão aprender...- Não estou mentindo eu juro, o que quero na verdade é entender como..- já entende-... as coisas funcionam, não, não entendo - Entende sim, não seja um cara chato, não me perturbe, não tenho nada o que te ensinar, você já sabe tudo o que precisa - Mas você é um homem muito sábio, conhece a fonte da juventude eterna - Não existe a fonte da juventude eterna idiota, naturalmente as pessoas não envelhecem, as pessoas só envelhecem quando querem - Como assim?- Sai garoto, já disse que não gostei de você, odeio mentirosos. Tira uma arma, aponta tremendo - Conta! - Ai meu deus esses retardados... Beijo,tchau! (e foram as ultimas palavras que ouvi daquele, depois estava em casa fazendo sexo com minha esposa que começou a chamar o nome de outro homem, ela estava de olhos fechados e não percebia que era eu que estava por cima dela, naquele minuto me bateu uma raiva que estourou junto com o gozo, saí de cima e com a arma que ainda estava na minha mão perguntei quem era o tal do Marcos, ela olhou meio assustada, O que você esta fazendo aq.. e disse que não sabia do que eu falava, amor para com isso, continuei gritando com uma dor no peito que se transformava em lágrimas e crescia na cabeça indo a festa dos amigos do tribunal de justiça, as trocas de olhares, a gente na mesma mesa e eu pensando agora que os pés sim, os pés, e não era de se esperar outra coisa dessa vadia, eu odeio ela, amo, que raiva, porque as coisas são assim, você está acabando com a minha vida, caralho, por que você fez isso, porque? Eu te amava tanto, não fiz nada amor, nada, acredita em mim, a arma cai no chão e ela me abraça e beija com carinho, Morri um pouco mais nesse dia)

postado por Chico 6:47 AM |

Quinta-feira, Dezembro 28, 2006

Auto-biografia (Redação de fim de ano - para o Colégio)


Quando eu nasci eu gritei mamãe e meu pai me levou escondido pra registrar meu nome, Francisco, igual ao meu avô, minha avó botou uma roupa de marinheiro horrível e quebrei o braço enquanto tentava fugir do berço. Eu brincava de cabana com o lençol da cama, e escorregava na tabua de madeira, o buraco no sofá era o buraco da camada de ozônio, e ratos guerreavam contra humanos pelo domínio do meu quarto até o dia em que o Mickey Mago traiu o reino dos ratos e junto com toda a escola mágica conquistou de uma vez só humanos e ratos fundando o grande império da magia, até eu comecei a aprender algumas mágicas depois disso, fazia moedas desaparecerem, subia pelas paredes, e conseguia mijar coca-cola, mas os terríveis willings não nos deixavam em paz, atacavam nossas mentes e provocavam alucinações terríveis, ninguém conseguia escapar. Assim qualquer lugar não coberto tornava-se um risco de vida, eram invisíveis, mas depois que virei comandante dos exércitos intergalácticos realizei uma forte ofensiva contra eles, cientistas trabalhavam em uma arma para destruí-los, enquanto eu instruía os soldados sobre o modo de enfrentá-los, estes seres entram na mente, tudo que virem é ilusão, não acreditem, vocês podem vence-los se souberem ter autocontrole, tudo depende do poder psíquico de cada um, e quando enfim conseguiu-se acabar com a primeira praga de willings fui nomeado imperador. Imperador intergaláctico, e comandava pousos na lua pelo laptop da minha mãe, mais tarde tratei de acabar com a guerra no mundo perdido onde Orcs e Humanos disputavam por séculos ( ao contrário do que muitos esperavam, apoiei os Orcs, os Humanos já tinham um mundo para eles, não precisavam de outro) e reinei com paz e alegria por muitos e muitos anos, até me cansar do trabalho burocrático e me dedicar a minha vida pessoal, estava apaixonado, a menina era a mais bonita da sala, melhor aluna, e eu ficava ali olhando, assim, todo bobo, mas não fazia nada, Aurélia, e eu até alterei o nome do meu dicionário, um A no final ao invés de O, ninguém vai notar, gritei eu te amo na janela do prédio, mas ela não desceu, daí fui para o rio de janeiro, e lá conheci muita gente nova, as meninas eram apaixonadas por mim, e o orgulho subiu minha cabeça, com o tempo fui perdendo a fama e outras figuras surgiram tomando o meu lugar, brincar de polícia e ladrão não tinha mais graça, e só mesmo formando um grupo revolucionário para conseguir me ocupar, na época eu dizia que era comunista, e pregava a igualdade social, repetia discursos sobre não haver liberdade sem igualdade, e impressionava por ter só 12 anos, com 14 descobri a imbecilidade que era a UJS, o modo como nos faziam de massa de manobra e desviavam dinheiro da UBES para campanha de deputados do PC do B, larguei o movimento estudantil, e se não fosse algum tempo depois a vontade de presidir o grêmio, péssimo grêmio, brigávamos mais do que fazíamos, acho que o único momento em que estivemos unidos foi durante a eleição, do dia da vitória em diante nunca se teve paz, e depois a vida pessoal também foi levando aos poucos os últimos estímulos que ainda restavam no trabalho acadêmico, Conheci a Pina e me apaixonei, e briguei com ela, e voltamos a namorar para brigarmos de novo e voltarmos a namorar, e brigarmos de novo, e voltarmos a namorar, fui pra petrópolis, e passei dois anos inteiros chorando, nesse tempo ganhei concurso de poesia, conheci uma menina no ônibus e roubei livros da biblioteca municipal, na internet conheci a Ba, e isso é uma coisa bonita que eu quero sempre lembrar, poderia falar da coisa da Livia também, e da Julie, da Luísa, mas deixa só a Ba que só ela já basta, Babababa, ela é uma fada, uma fada safada, opa , não, essa é a liv, é outra pessoa, se bem que as duas se parecem, Liv2, Senhorita Ilusão, que me trocou por um outro alguém, e fiquei triste e deprimido, e chorei chorei chorei chorei chorei chorei chorei, até não ter mais lágrimas, (olha como eu sou melodramático), fui morar com a minha irmã, e depois me mudei pra niterói, comecei a fazer direito, e viajei para europa, a europa se chama Mathilde, também posso chamar de Ciganos de Marseille, mas eu quero dizer hoje Mathilde, voltei sorrindo, mas Ba de novo, e então foi indo, vieram os shows da rica pancita e algumas pessoas novas por quem me apaixonei, Nagreb, e flertes de msn com meninas bonitas, depois Yoga e meditação- foi tanta coisa de uma vez só que nem percebi, é assim, vai passando e agora não consigo tirar por muito tempo esse sorriso do rosto, faço a posição da garça e fico de cabeça pra baixo, respiro fundo e me concentro no escuro, e acho que tenho sido tranquilidade, mas ainda não sei o que serei amanhã, Qualquer coisa, monge, hippie, alquimista, andarilho, escritor... e se nada disso der certo ainda posso virar advogado, pra que me preocupar?

Ps: A idéia veio do capítulo de hoje do seriado Um menino muito maluquinho da TVE.

postado por Chico 1:41 PM |

Quarta-feira, Dezembro 27, 2006

Poesia é que nem catarro, poetas deviam participar de competições de cuspe a distância...

postado por Chico 4:00 PM |

Domingo, Dezembro 24, 2006

Carta ao Papai Noel
por favor enviar à casa do papai noel na Lapônia, Finlandia(não polo norte, essas crianças burras erram sempre, depois reclamam que não receberam o que pediram)

Querido Papai Noel, as vezes me enchem o saco esses filmes que ficam passando sobre você nessa época do ano, sempre a mesma ladainha, sobre como é importante acreditar nas coisas, que tudo é possível, e blablabla, blablabla, cê sabe né, vc sempre um velho gordo barrigudo caquético andando barbudo e sonolento em cima do seu treno pra entregar os presentes. Por favor, né, me poupe, quem vai acreditar que um cara que consegue entregar mais de um bilhão de presentes percorrendo o mundo todo em um só dia pode não estar em forma, ser gordo balofo e falar com voz de professor de literatura chato que quer fazer os alunos dormirem, eles acham que alguém é idiota, que alguem cai nessa piada. Mas bem, o que queria dizer mesmo era que vc podia melhorar um pouco esses filmes, talvez fazer uma seleção de atores mais qualificada, ou desenvolver roteiros menos piegas, tentar fugir um pouco dos chavões idiotas, sabe, sem criancinhas prodigios que ensinam pros adultos a ter fé e a ser feliz, sabe isso já ta passado, vamos tentar outras formulas, já tem muitos filmes tratando desses assuntos. E bem, só pra terminar , já que estou te escrevendo uma carta mesmo, e que eu sei que vc também é imortal, será que num tem como vc me descolar o segredo do elixir da juventude não? é tirando o deutério da agua né? to em duvida ainda, mas parece fazer sentido, pelo menos me diz se to no caminho certo. Outra dica que podia me dar, essa não sei se vc sabe, mas como que faço pra ver amarelo de olhos fechados, porque não consigo só com o amarelo, com o vermelho já consegui até de olho aberto , porque o amarelo é tão dificil?, hum que mais que eu quero... pegar minha professora de Yoga era uma boa, mas acho que isso ta fora dos seus poderes, que seja ... fica só isso, ano que vem eu penso em algo mais para pedir.... falou cara... próxima vez que for a europa eu tento fazer uma visitinha...


postado por Chico 7:04 AM |

Sábado, Dezembro 23, 2006

Tereza (Chico e Leda)

Era uma vez um pequeno beijo no rosto, um beijo que pedia abraço, mas ficou ali sozinho olhando pra lua e esperando seu tempo acabar, e ele era tão curto que por pouco não se perdeu antes do sorriso. o nome dele era Nicolau, o nome dela não se lembrava, ficava quieto sorrindo imagens na cabeça, entrando na portaria, e dava partida no carro para ir para casa. a casa era suficientemente longe para fazê-lo esquecer do gosto do beijo no rosto. ela tinha ficado no apartamento de calcinha e camiseta fazendo brigadeiro com uma colher de pau. gostava da liberdade de morar sozinha, e comer na panela mesmo com os pés em cima do sofá assistindo televisão. No meio do caminho o transito parado, a musica repetitiva, e não adiantava mudar a estação,chiado e odiava aquele cheiro gosto de ar condicionado. o livro do Manuel Bandeira estava aberto no chão do lado do sofá e a televisão ficava ficava ficava igual a sempre. ela queria se chamar Teresa. e ele decidiu que abrir a janela e deixar o calor preencher o vazio do carro seria a melhor maneira de esquecer mas era dezembro e a poluição dos motores dos carros, era mais que dezembro, algumas buzinas e um pouco de dor de cabeça, me dá uma água. Brigadeiro é bom e se raspa até o fim a panela, lambe os dedos e tudo, e nem se repara o que estava passando na tv, o melhor é quando a rua é estreita e passam poucos carros, vem uma melancoliazinha junto com a estreiteza que é quase como se fosse poético mas aí de repente avenida carros carros caminhão e a essa hora, foge o começo da poesia. ela se sente melhor quando dorme no chão gelado, encolhida abraçando os joelhos. sentindo o mármore da cozinha na pele, e se lembra de quando era uma criança sonâmbula que acordava no chão da cozinha com a Dona Ivani resmungando, Menina que que cê ta fazendo ai, garotinha danada. O sonho dela era ter cabelo encaracolado. ele não tinha pensado em nenhum sonho ainda. bebia aquela garrafa d'água como se isso fosse tirar a sensação suja e gordurenta de sua pele, mas ajudava a agüentar o calor ele repetia desligando o som, colocando na primeira marcha andando dois metros, freia, embreagem, ponto morto, falando sozinho falando sozinha falando sozinho, suspirando, e era como se alguma coisa fosse acontecer no momento seguinte àquele em que se está encostando com o dedão do pé no chão ou tirando da boca a garrafa com os lábios ainda molhados: como se alguma coisa fosse acontecer depois, mas nada nunca acontecia, nada nunca acontece, as buzinas atrás do ouvido dando partida para continuar a andar, a cozinha vazia, os travesseiros entre a cara, se esforçava pra não sonhar e o que era mesmo que tinham dito na porta, naquele antes-do-beijo-no-rosto, o que era mesmo que ele tinha sussurrado já indo para o elevador, como era mesmo o sorriso que ela tinha ameaçado dar e não tinha dado... tudo aquilo passava numa hora, caia em outra, se misturava em papéis fotos lembranças um dia, era perdido num piscar de olhos, num cabelo desarrumado, um choro no espelho, que se olhava e pensava, Feio-Feia, e tinha vontade de socar, de chorar, e tinha aquela agonia boba de se preocupar tanto com algo tão pequeno, depois vinham também os momentos sozinhos, e a vontade de voltar atrás e o medo que ela não sabia bem como chamar, que poderia ser outra coisa, assim como qualquer coisa ou mesmo ela, e essa oscilação entre existir e não-existir e a janela aberta com os restos de chuva e o livro que aberto parecia ser quase opressivo só por ser um livro e não gente. queria um gato e um sofá novo. queria sentir o cheiro do lençol que deve ter ficado, mas estava resfriada. O transito melhorava, e com isso abriam-se tantas possibilidades, é incrível como quando qualquer coisa nos incomoda o alívio de não tê-la mais justifica o fato dela ter incomodando tanto e durante tanto tempo, só ter a avenida sem tantos carros e poder andar ininterruptamente já trazia uma liberdade tão grande que quase não cabia no carro mas quando se está doente, o nariz entupido, um principio febril que ainda não é quente, mas quer ser, vem aquela vontade infantil de ter alguém te cuidando, ficar deitada na cama , debaixo dum cobertor, tomando a sopa quentinha que te prepararam, um carinho, um abraço, preocupação, cadê o telefone?, que horas são?, e essa chuvinha desmotivada e a tosse e tudo reprimido dentro da garganta que doía, cadê o telefone?, por que ele não toca? O carro parado esperava o portão abrindo, tossia um pouco, já era uma hora da manhã, você tem cara de Tereza, sabia? acho bonito em você, o telefone não tocava, não ia tocar, era tarde, os lábios tocam a bochecha, o sorriso escondido se perdia numa tentativa quieta de se convencer de que não estava ligando, não tinha porque ficar mal, estacionava o carro, o elevador de serviço estava com cheiro de verniz, os barulhinhos pareciam que tinham cor azul-claro, a bochecha estava muito quente, você está com febre?, os pés descalços, o chão gelado, a falta de prudência, dizia para si mesma que era só carência, tudo tão quieto, os andares passam no visor, era só carência, mas tinha alguma coisa faltando, alguma coisa faltando que era concreta e podia se pegar na mão mas estava faltando, uma lagrima escorria pelo olho, décimo segundo andar a porta abria, soluço, numa tentativa de sorriso que ficava só na tentativa, mas não pode ser tão dramático assim!, a cabeça de algum deles pensava em algum momento que podia muito bem ser agora e não era tão dramático assim, e esse momento agora, essa insegurança tão exagerada, coçava o olho e tinha sono, não era tanto assim, não podia ser tanto assim, era só o comecinho de alguma outra coisa. está tão cedo, ele sorria tanto, mas o beijo foi na bochecha, era tarde demais e ele nem acendeu a luz quando chegou em casa, precisava dormir, enxugava as lagrimas, tinha que dormir, olhava alguma coisa na geladeira, se conformava quieta na cama, ia para o quarto meio cansado, fechava os olhos, fechava os olhos, um dia quem sabe , mas agora já estava tarde.

postado por Chico 11:26 PM |

Terça-feira, Dezembro 19, 2006

eu vejo verde, azul, vermelho, rosa, laranja, marrom, cinza, bege, mas não consigo ver amarelo quando fecho os olhos a noite e me concentro... apesar de ser frustrante, a tranquilidade a gente tenta controlar com a respiração, em geral funciona, é só não ficar muito ansioso...

postado por Chico 10:17 PM |

Tentativa de música

Eu tento música porque não tenho mais o que fazer. Fico engordando nessas madrugadas, ida e volta da cozinha, geladeira abre e fecha, arroz feijão, batata frita. O que eu faço não tem hora, como e durmo e como e como, como um barítono desregulado, o meu clichê desafinado, repetitivo, intuitivo, tem a sonoridade de uma porta, de uma porca, uma gorda, uma rosa, toda suja e lambuzada, rindo porco eu canto eu falo e durmo e como, o meu clichê é todo oculos, é todo oculos de aro grosso, e compra livros, e ouve musica, e diz besteira assim meio pomposo e pinta o olho, e não come carne, não come ovo, não bebe leite, nem come fruto que ainda não caiu do pé, o meu clichê é bate e volta e vira e roda e pulsa e brilha e vibra e tenta mas no fim é só assim, é só assim,é só assim, é só assim, é só assim, é só assim, é só assim, é só assim, é só assim...

postado por Chico 4:25 AM |

Sábado, Dezembro 16, 2006

Pequena Fabula de Nagreb e Chico

Tinha uma galinha, um frango, e o thom yorke na porta de uma igreja quando de repente uma freira sai e o thom belisca o frango. A freira grita "Socorro! Sua galinha, sua herege dos demonios, arda no fogo dos infernos!!!" e o thom, muito ofendido, diz que galinha é ela!?(péssimo...)A freira não entende o que ele diz porque não fala inglês e pega o frango para a ceia de natal. Como faltava muito para o natal ela congela o frango e coloca sua cabeça em seu ânus. Durante todo o processo thom chama um cineasta que é fã de kubrick para filmar o rompimento do imen frangal pela cabeça do próprio, ele quer fazer um clipe para uma das musicas de seu trabalho solo.O cineasta filma tudo com a camera de celular pois quer criar um novo conceito cinematográfico e depois vai ver padrinhos mágicos. E depois todos vão ver padrinhos mágicos em meio a comentários sarcasticos de que o frango só vai ficar pronto no natal e que os hamburgueres triplos já foram comidos. Então, o thom yorke, muito preocupado, deita no colo da galinha com a esperança de conseguir come-la antes do natal, e antes do frango. Mas o desejo descontrolado do frango não parou por ai e ele começou a bicar tudo o que aparecesse em sua frente, seja galinha, seja thom, ou mesmo freira:
e assim todos a seu modo tentam até hoje serem felizes para sempre.
Fim.

postado por Chico 7:41 PM |

Comentários modificados, o do blogger tava dando pau.

postado por Chico 2:09 AM |

Sexta-feira, Dezembro 15, 2006

Não importaria dizer, Those, those beautiful boys, nem prazer, Yoga, coisa boba, não sei o nome, é prazer, e quem disse outra coisa, minhas pernas, eu gosto de rir, nem quero ter um pensamento conexo, é um livro para se escrever não ler e eu que queria ler e escrever livros, eu que queria tanto hoje não quero nada, meu queixo queimando, não, não estou chapado, meu queixo queima normalmente, é yoga, meu corpo todo calmo e eu disse não importaria dizer, não importa, e nem sei porque estou dizendo alguma coisa, você pode me deixar na esquina onde você me encontrou ,não estou mais à venda, nem nunca estive, ouço musica , corrijo minha postura, digo o que quiser, eu só quero cantar. Respira fundo, e olha para os prédios.

postado por Chico 7:58 PM |

Quarta-feira, Dezembro 13, 2006

Mira la Luna

Alime tinha oito anos, era pequena, e os cabelos encaracolados, rostinho bonito , tão bonito, sorriso e brilho, via duas luas, estava mais borracha que a gente, será? Não, ela que sabia como reconhecer uma lua de verdade, e via duas, duas bem grandes lá no céu, uma aqui e a outra ali, bem ali, e quem olhasse podia pensar que eram postes de luz, ou qualquer outra coisa distante que não se pode identificar à noite, e nem mesmo ao dia, porque o sol é grande e ilumina e não precisa de mais nenhuma luz, quem diria duas, pra que elas serviriam? E a italiana mais bonita de todas também viu, ela era assim cabelo curto calça larga, e sorriso aberto, espirrando caipirinha na cara dos outros, Sim, sim, são duas Luas, Duas, eu também posso ver, mas Alime já tinha esquecido delas e estava mais preocupada em pegar marmanjos bobos com uma brincadeira de criança, quer um biscoito, e não ter nada dentro, só saco grudado na mão, sai rindo o pequeno anjinho travesso, Alime, sorrindo e dizendo, Ocho años, tengo ocho años, e tentando subir aqui, e ali, pedindo ajuda e depois indo embora, Alime de um lado ao outro, nunca quieta, nunca parava quieta aquela menina, desenhando qualquer coisa bonita de criança na poeira do carro, e olhando para mim com aquela cara de anjo que me hipnotizava de tal forma e me abstraía que não tinha mais carro, não tinha mais malabares, nem argentinos, colombianos, peruanos, italianos, poloneses, só eu e Alime, Olhei então para o céu e vi bem grande a Lua, gritei Alime, Alime, Mira!! La Luna, La Luna, e ela veio correndo abraçou minha cintura e ficamos olhando por alguns minutos, foram os minutos mais felizes da minha vida.

postado por Chico 4:49 AM |

Segunda-feira, Dezembro 11, 2006

Não gosto de boites, não gosto de musica ruim, não gosto de livros ruins, não gosto de você, não gosto de falar, não gosto ouvir, e nem mesmo de ler, escrever dói, e eu quero um cobertor quente, e eu quero esquecer de tudo, e "eu só quero ser amado, alguem quer me amar?" adoro, mentira, as primeira das crises depressivas são sempre essas carencias de amor, e acho bonito, mas não adoro, eu não estou aqui entende, eu não sou isso entende, e resto sempre alcoolizado me sentindo ridiculo nesses lugares...

postado por Chico 5:18 PM |

Quinta-feira, Dezembro 07, 2006

Cupins ou Não compre tamagoshis

Hum, deixa eu ver, dia 7 de dezembro, muito calor, madrugada, insônia e simplesmente vontades, mas ai você percebe, que é 7 de dezembro, 03:08 da manhã, e sua porta faz muito barulho pra você poder sair lá fora e fazer sei lá o que e faz calor aqui, mas lá fora chove, chove essa chuvinha fina e mansa só para o céu cinza e as caras tristes de final de onda depressivo sem sono no quarto querendo dormir, eu quero dormir, levanto até a cozinha abro a geladeira para fazer luz, e olho um pouco, água, não, não, fecho e volto para o computador, as coisas estão um pouco diferente do normal, ao contrario de ontem, antes de ontem, e antes de todos os outros antes, hoje não estou sozinha na minha sala fria, ouvindo ruídos que me dão medo (na verdade não dão), hoje esta quente, um bolo recém-assado e chocolate em todo meu braço...isso é bom ou não?Notável, notável, sem ironias escrevendo outro lado, outra cidade, outra tela brilhante luzes apagadas ruídos e ar condicionado, que até tive vontade de lambê-lo, sem duplos sentidos, assim bem doce,de novo cozinha agora sim água, e como ia dizendo que eu gosto de bolo e de chocolate e acho mesmo que gosto, apesar de não saber muito sobre, disso ai que escreve do outro lado outra cidade tela brilhante ruídos calor e blábláblá, é meio confuso, na verdade eu não sei. Tenho manias de espiar a vida dos outros por aqui, tipo, nossa que foto legal! olha ele tem sorte por ter muros pixador, ou nossa ela come do mac! é tudo meio interiorano por aqui, por isso que estava fazendo bolo às 2 da manhã. Amanha, queria que fosse legal, acabaram quase todos os compromissos e o que faço é dormir e acordar,coisa mais... mais..., mas eu coisa menos, e daí penso mesmo em dizer qualquer coisa como Vem pra cá amanhã, pode ficar na minha casa se quiser, ou Como faço para ir aí, mas depois volto atrás que não sou tão corajoso a ponto de não ter medo de parecer desesperado, ou ridículo, ou maníaco, ou qualquer coisa que alguém, sei lá, que escreve escrevo, escrevemos, e pensamos, e não queria que pensasse nada, só. .. como se não soubesse as palavras, as coisas não são tão monótonas por aqui, são só assim, como, como, como gostar de ser um cupim, desses que roem as mesas a noite inteira, e vagam por um mundo de telas azuis com fotos, mas as quatro da manhã, bem logo as quatro da manha, correm para os seus(para onde correm os cupins?) sim, sim tem que dormir, e boa noite-boa noite, dizendo que ela é mais divertida que um tamagoshi.

postado por Chico 4:39 AM |

Quarta-feira, Dezembro 06, 2006

Das Relações e da Internet

Daniel, estudante de comunicação da Usp, indie-alternativo-cult-intelectualóide-de-cateirinha ,assíduo fã da literatura pop britânica, 35,232 gigas em mp3 no seu I-Pod, dentre os quais 451 uma bandas exclusivas que poucos conhecem de nome, leitor freqüente de revistas de cultura pop na internet,cinéfilo como não podia deixar de ser, blogueiro-escritor-jornalista, personalidade orkutiana de 852 "fãs" e mais de doze mil comunidades, óculos de aro grosso e um livro sempre em seu bolso, cinemas alternativos, lojas de cds, exposições, espaços culturais, teatros, e tantos lugares que se perde em si mesmo e sabe que não consegue ver tudo que queria - devia? - então nosso pobre protagonista aumenta o som do computador - Man is not a Bird; Broadcast - abre seu msn e exercita mais uma vez a artificialidade que já se torna um hábito tão comum na sua vida:

Daniel e suas aspirações de grandeza: Olá senhorita...
Má(tilda) ; Tim Festival amanhã, ninguém pode faltar !!!: Oi, querido, como vai?
Daniel e só: Vou Bem, um pouco deprimido por não ser capaz de fazer tudo que quero...
Daniel e só: Mas ,no fundo, até que vou bem...

Tira um biscoito do pacote a frente do seu computador, morde um pedaço, passatempo mordido em cima dos Vagabundos Iluminados- Kerouac, (que ele também gosta da geração beat)- e volta a sua peregrinação notívaga e internética: Orkut, algumas comunidades que visita por hábito.Uma série de blogs de sua favorite list, e ver a janela que pisca na sua barra de tarefas, Má(tilda)... .

Má(tilda) ; Tim Festival amanhã, ninguém pode faltar !!!: Ngm consegue bobinho ... é normal isso..... fica assim naum!
Daniel e só: Não estou assim não...
Má(tilda) ; Tim Festival amanhã, ninguém pode faltar !!!: Ah, ta.. q bom! = )

Outro biscoito saindo do pacote, na boca, morde, biscoito mordido em cima do ... ri um pouco de si mesmo e dos dois biscoitos um em cima do outro, que pensa, ah, é só não pegar outro, como esses dois e ponto, voltando a rir de sua distração.

Má, muito má: Vai fazer algo hoje?
Daniel: Nem...
Má, muito má: hum...
Daniel: E vc?
Má, muito má: Tbm não...
Daniel: Boa sorte então no seu ócio, que seja tão improdutivo qto o meu....

E outro biscoito que sai do pacote, morde e lembra do segundo, agora já meio sem graça olha para os dois ao lado e coloca o terceiro por cima. De novo blogs, poucas atualizações, rosto apático, coça a cabeça, e sente de novo aquele vazio no peito de sua adolescência, aquela vontade de chorar sem ter porquê, e se vê aos poucos num cair de lágrimas que larga o computador de lado, barulhos do msn atrapalhando a musica - Vokuro ; Bjork - e deita na cama com o cobertor sobre a cara , rosto molhando o travesseiro , e soluça, soluça... o que é que está havendo , qual o sentido disso tudo, não agüento mais, o que? o que? Porque esse exagero? E treme o corpo todo num desespero angustiado, chora, chora , chora até chegar naquele ponto em que as lagrimas faltam e o corpo se acalma, que enxuga o rosto e esfrega o nariz, pensa em qualquer coisa que não sei bem o que, e dorme, o computador apita algumas vezes durante o processo.

Matilda, aspirante a atriz-cult-cinema-teatro, pseudo-indie-alternativa-intelectualóide-de-cateirinha, fã assídua de teatro do absurdo, Ionesco-Beckett-Pinter, Cinema Francês Nouvelle Vague, Dogma 95 , Aulas de filosofia , e coleção de vinil dos pais. Fotologer /má cabelos pretos franja oculos de aro grosso, detalhe vermelho na roupa cortando um pouco o preto. Mas agora está de pijama dando uma ultima revisada no texto da peça para amanhã, repetindo sozinha a fala enquanto olha de novo o computador, e espera uma resposta:

Má, muito má: Oi?

Coça o olho, espera, olha a tela, põe uma musica - pale blue eyes - velvet undergroun - , no relógio três e vinte da manhã, e refaz o circuito de paginas na internet, tudo igual, nada que animasse, e espera, coça o olho novamente, espera, espera, põe um cd dos Los Hermanos - Ventura.

Má, En Attend Godot : Daniel, eu to com sono, vou dormir. Quando ler minha mensagem me responde se vai amanhã na minha peça, ok?

Offline, desliga o computador e caminha até a cozinha, um copo d'água, e o irmão acordado, fatiando pão, manteiga, e um sorriso de leve, um sorriso cúmplice de madrugadas acordadas:

Estava até agora na internet?
É
Vício
É

Parados, silêncio, um olhando o outro, comendo o seu pão, bebendo a sua agua, ouvindo o silêncio quieto de cozinha calada(adora redundâncias metafóricas)

Acho que vou dormir
Boa noite.
Tchau Má

O irmão sai engolindo o resto de pão e dois tapinhas no ombro esquerdo de Matilda. Até a mesa da cozinha, o pão aberto, passa a manteiga, come, outro, outro, e bebe agua, enche o copo, e agua, e mais um pão com a dor na consciência de quem se sente engordar, espera trinta segundos apreciando o sabor na boca, vai ao banheiro, dedo na garganta e vomita, vomita, vomita, e mais um pouco, descarga, pia, bochecha água , cospe, mais uma vez, cospe, escova de dente, pasta, escova, repetição de gestos até doer o braço, babando pasta de dente, limpa a escova, água na boca, bochecha, cospe, Listerine, bochecha, cospe, e seca o rosto com uma toalha de mão, se olha no espelho, Gorda, e vai dormir frustrada, mas sem chorar.

postado por Chico 12:23 AM |

Sexta-feira, Dezembro 01, 2006

Sem Ana, Blues
(Do Caio Fernando Abreu, mas podia ser meu..)

Quando Ana me deixou - essa frase ficou na minha cabeça, de dois jeitos - e depois que Ana me deixou. Sei que não é exatamente uma frase, só um começo de frase, mas foi o que ficou na minha cabeça. Eu pensava assim: quando Ana me deixou - e essa não-continuação era a única espécie de não continuação que vinha. Entre aquele quando e aquele depois, não havia nada mais na minha cabeça nem na minha vida além do espaço em branco deixado pela ausência de Ana, embora eu pudesse preenchê-lo - esse espaço branco sem Ana - de muitas formas, tantas quantas quisesse, com palavras ou ações. Ou não-palavras e não-ações, porque o silêncio e a imobilidade foram dois dos jeitos menos dolorosos que encontrei, naquele tempo, para ocupar meus dias, meu apartamento, minha cama, meus passeios, meus jantares, meus pensamentos, minhas trepadas e todas essas outras coisas que formam uma vida com ou sem alguém como Ana dentro dela.

Quando Ana me deixou, eu fiquei muito tempo parado na sala do apartamento, cerca de oito horas da noite, com o bilhete dela nas mãos. No horário de verão, pela janela aberta da sala, à luz das oito horas da noite podiam-se ainda ver uns restos dourados e vermelho deixados pelo sol atrás dos edifícios, nos lados de Pinheiros. Eu fiquei muito tempo parado no meio da sala do apartamento, o último bilhete de Ana nas mãos, olhando pela janela os dourados e o vermelho do céu. E lembro que pensei agora o telefone vai tocar, e o telefone não tocou, e depois de algum tempo em que o telefone não tocou, e podia ser Lucinha da agência ou Paulo do cineclube ou Nelson de Paris ou minha mãe do Sul, convidando para jantar, para cheirar pó, para ver Nastassia Kinski nua, pergunrando que tempo fazia ou qualquer coisa assim, então pensei agora a campainha vai tocar. Podia ser o porteiro entregando alguma dessas criancinhas meio monstros de edifício, que adoram apertar as campainhas alheias, depois sair correndo. Ou simples engano, podia ser. Mas a campainha também não tocou, e eu continuei por muito tempo sem salvação parado ali no centro da sala que começava a ficar azulada pela noite, feito o interior de um aquário, o bilhete de Ana nas mãos, sem fazer absolutamente nada além de respirar.

Depois que Ana me deixou - não naquele momento exato em que estou ali parado, porque aquele momento exato é o momento-quando, não o momento-depois, e no momento-quando não acontece nada dentro dele, somente a ausência da Ana, igual a uma bolha de sabão redonda, luminosa, suspensa no ar, bem no centro da sala do apartamento, e dentro dessa bolha é que estou parado também, suspenso também, mas não luminoso, ao contrário, opaco, fosco, sem brilho e ainda vestido com um dos ternos que uso para trabalhar, apenas o nó da gravata levemente afrouxado, porque é começo de verão e o suor que escorre pelo meu corpo começa a molhar as mãos e a dissolver a tinta das letras no bilhete de Ana - depois que Ana me deixou, como ia dizendo, dei para beber, como é de praxe.

De todos aqueles dias seguintes, só guardei três gostos na boca - de vodca, de lágrima e de café. O de vodca, sem água nem limão ou suco de laranja, vodca pura, transparente, meio viscosa, durante as noites em que chegava em casa e, sem Ana, sentava no sofá para beber no último copo de cristal que sobrara de uma briga. O gosto de lágrimas chegava nas madrugadas, quando conseguia me arrastar da sala para o quarto e me jogava na cama grande, sem Ana, cujos lençóis não troquei durante muito tempo porque ainda guardavam o cheiro dela, e então me batia e gemia arranhando as paredes com as unhas, abraçava os travesseiros como se fossem o corpo dela, e chorava e chorava e chorava até dormir sonos de pedra sem sonhos. O gosto de café sem açúcar acompanhava manhãs de ressaca e tardes na agência, entre textos de publicidade e sustos a cada vez que o telefone tocava. Porque no meio dos restos dos gostos de vodca, lágrima e café, entre as pontadas na cabeça, o nojo da boca do estômago e os olhos inchados, principalmente às sextas-feiras, pouco antes de desabarem sobre mim aqueles sábados e domingos nunca mais com Ana, vinha a certeza de que, de repente, bem normal, alguém diria telefone-para-você e do outro lado da linha aquela voz conhecida diria sinto-falta-quero-voltar. Isso nunca aconteceu.

O que começou a acontecer, no meio daquele ciclo do gosto de vodca, lágrima e café, foi mesmo o gosto de vômito na minha boca. Porque no meio daquele momento entre a vodca e a lágrima, em que me arrastava da sala para o quarto, acontecia às vezes de o pequeno corredor do apartamento parecer enorme como o de um transatlântico em plena tempestade. Entre a sala e o quarto, em plena tempestade, oscilando no interior do transatlântico, eu não conseguia evitar de parar à porta do banheiro, no pequeno corredor que parecia enorme. Eu me ajoelhava com cuidado no chão, me abraçava na privada de louça amarela com muito cuidado, com tanto cuidado como se abraçasse o corpo ainda presente de Ana, guardava prudente no bolso os óculos redondos de armação vermelhinha, enfiava devagar a ponta do dedo indicador cada vez mais fundo na garganta, até que quase toda a vodca, junto com uns restos de sanduíches que comera durante o dia, porque não conseguia engolir quase mais nada, naqueles dias, e o gosto dos muitos cigarros se derramassem misturados pela boca dentro do vaso de louça amarela que não era o corpo de Ana. Vomitava e vomitava de madrugada, abandonado no meio do deserto como um santo que Deus largou em plena penitência - e só sabia perguntar por que, por que, por que, meu Deus, me abandonaste? Nunca ouvi a resposta.

Um pouco depois desses dias que não consigo recordar direito - nem como foram, nem quantos foram, porque deles só ficou aquele gosto de vômito, misturados, no final daquela fase, ao gosto das pizzas, que costumava perdir por telefone, principalmente nos fins-de-semana, e que amanheciam abandonadas na mesa da sala aos sábados, domingos e segundas, entre cinzeiros cheios e guardanapos onde eu não conseguia decifrar as frases que escrevera na noite anterior, e provavelmente diziam banalidades, como volta-para-mim-Ana ou eu-não-consigo-viver-sem-você, palavras meio derretidas pelas manchas do vinho, pela gordura das pizzas -, depois daqueles dias começou o tempo em que eu queria matar Ana dentro de tudo aquilo que era eu, e que incluía aquela cama, aquele quarto, aquela sala, aquela mesa, aquele apartamento, aquela vida que tinha se tornado a minha depois que Ana me deixou.

Mandei para a lavanderia os lençóis verde-clarinhos que ainda guardavam o cheiro de Ana - e seria cruel demais para mim lembrar agora que cheiro era esse, aquele, bem na curva onde o pescoço se transforma em ombro, um lugar onde o cheiro de nenhuma pessoa é igual ao cheiro de outra pessoa -, mudei os móveis de lugar, comprei um Kutka e um Gregório, um forno microondas, fitas de vídeo, duas dúzias de copos de cristal, e comecei a trazer outras mulheres para casa. Mulheres que não eram Ana, mulheres que jamais poderiam ser Ana, mulheres que não tinham nem teriam nada a ver com Ana. Se Ana tinha os seios pequenos e duros, eu as escolhia pelos seios grandes e moles, se Ana tinha os cabelos quase louros, eu as trazia de cabelos pretos, se Ana tivesse a voz rouca eu a selecionava pelas vozes estridentes que gemiam coisas vulgares quando estávamos trepando, bem diversas das que Ana dizia ou não dizia, ela nunca dizia nada além de amor-amor ou meu-menino-querido, passando dos dedos da mão direita na minha nuca e os dedos da mão esquerda pelas minhas costas. Vieram Gina, a das calcinhas pretas, e Lilian, a dos olhos verdes frios, e Beth, das coxas grossas e pés gelados, e Marilene, que fumava demais e tinha um filho, e Mariko, a nissei que queria ser loura, e também Marta, Luiza, Creuza, Júlia, Débora, Vivian, Paula, Teresa, Luciana, Solange, Maristela, Adriana, Vera, Silvia, Neusa, Denise, Karina, Cristina, Marcia, Nadir, Aline e mais de 15 Marias, e uma por uma das garotas ousadas da Rua Augusta, com suas botinhas brancas e minissaia de couro, e destas moças que anunciam especialidades nos jornais. Eu acho que já vim aqui uma vez, alguma dizia, e eu falava não lembro, pode ser, esperando que tirasse a roupa enquanto eu bebia um pouco mais para depois tentar entrar nela, mas meu pau quase nunca obedecia, então eu afundava a cabeça nos seus peitos e choramingava babando sabe, depois que Ana me deixou eu nunca mais, e mesmo quando meu pau finalmente endurecia, depois que eu conseguia gozar seco ardido dentro dela, me enxugar com alguma toalha e expulsá-la com um cheque cinco estrelas, sem cruzar ¿ então eu me jogava de bruços na cama e pedia perdão à Ana por traí-la assim, com aquelas vagabundas. Trair Ana, que me abandonara, doía mais que ela ter me abandonado, sem se importar que eu naufragasse toda noite no enorme corredor de transatlântico daquele apartamento em plena tempestade, sem salva-vidas.

Depois que Ana me deixou, muitos meses depois, veio o ciclo das anunciações, do I Ching, dos búzios, cartas de Tarot, pêndulos, vidências, números e axés ¿ ela volta, garantiam, mas ela não voltava - e veio então o ciclo das terapias de grupo, dos psicodramas, dos sonhos junguianos, workshops transacionais, e veio ainda o ciclo da humildade, com promessas à Santo Antônio, velas de sete dias, novenas de Santa Rita, donativos para as pobres criancinhas e velhinhos desamparados, e veio depois o ciclo do novo corte de cabelos, da outra armação para os óculos, guarda-roupa mais jovem, Zoomp, Mister Wonderful, musculação, alongamento, yoga, natação, tai-chi, halteres, cooper, e fui ficando tão bonito e renovado e superado e liberado e esquecido dos tempos em que Ana ainda não tinha me deixado que permiti, então, que viesse também o ciclo dos fins de semana em Búzios, Guarajá ou Monte Verde e de repente quem sabe Carla, mulher de Vicente, tão compreensiva e madura, inesperadamente, Mariana, irmã de Vicente, transponível e natural em seu fio dental metálico, por que não, afinal, o próprio Vicente, tão solícito na maneira como colocava pedras de gelo no meu escocês ou batia outra generosa carreira sobre a pedra de ágata, encostando levemente sua musculosa coxa queimada de sol e o windsurf na minha musculosa coxa também queimada de sol e windsurf. Passou-se tanto tempo depois que Ana me deixou, e eu sobrevivi, que o mundo foi se tornando ao poucos um enorme leque escancarado de mil possibilidades além de Ana. Ah esse mundo de agora, assim tão cheio de mulheres e homens lindos e sedutores interessantes e interessados em mim, que aprendi o jeito de também ser lindo, depois de todos os exercícios para esquecer Ana, e também posso ser sedutor com aquele charme todo especial de homem-quase-maduro-que-já-foi-marcado-por-um-grande-amor-perdido, embora tenha a delicadeza de jamais tocar no assunto. Porque nunca contei à ninguém de Ana. Nunca ninguém soube de Ana em minha vida. Nunca dividi Ana com ninguém. Nunca ninguém jamais soube de tudo isso ou aquilo que aconteceu quando e depois que Ana me deixou.

Por todas essas coisas, talvez, é que nestas noites de hoje, tanto tempo depois, quando chego do trabalho por volta das oito horas da noite e, no horário de verão, pela janela da sala do apartamento ainda é possível ver restos de dourados e vermelhos por trás dos edifícios de Pinheiros, enquanto recolho os inúmeros recados, convites e propostas da secretária eletrônica, sempre tenho a estranha sensação, embora tudo tenha mudado e eu esteja muito bem agora, de que este dia ainda continua o mesmo, como um relógio enguiçado preso no mesmo momento - aquele. Como se quando Ana me deixou não houvesse depois, e eu permanecesse até hoje aqui parado no meio da sala do apartamento que era o nosso, com o último bilhete dela nas mãos. A gravata levemente afrouxada no pescoço, fazia e faz tanto calor que sinto o suor escorrer pelo corpo todo, descer pelo peito, pelos braços, até chegar aos pulsos e escorregar pela palma das mãos que seguram o último bilhete de Ana, dissolvendo a tinta das letras com que ela compôs palavras que se apagam aos poucos, lavadas pelo suor, mas que não consigo esquecer, por mais que o tempo passe e eu, de qualquer jeito e sem Ana, vá em frente. Palavras que dizem coisas duras, secas, simples, arrevogáveis. Que Ana me deixou, que não vai voltar nunca, que é inútil tentar encontrá-la, e finalmente, por mais que eu me debata, que isso é para sempre. Para sempre então, agora, me sinto uma bolha opaca de sabão, suspensa ali no centro da sala do apartamento, à espera de que entre um vento súbito pela janela aberta para levá-la dali, essa bolha estúpida, ou que alguém espete nela um alfinete, para que de repente estoure nesse ar azulado que mais parece o interior de um aquário, e desapareça sem deixar marcas.


postado por Chico 9:38 PM |

Quinta-feira, Novembro 30, 2006

Uma cerveja por favor...

Qual a mais barata?

postado por Chico 10:18 AM |

Sexta-feira, Novembro 24, 2006

Voltando

Uma boa alegoria para minha vida poderia ser um filme europeu sem graça , desses sem começo nem meio, nem fim, só uma seqüência interminável de fatos e conteúdos, com alguns momentos mais marcantes e tensos, com muitos outros (a maioria deles) solitários, mas sem conclusão lógica que desse cabo de extinguir essa ausência de completude que envolve meus passos, só um caminho sem rumo por esse decorrer de situações cotidianas ao som de uma trilha sonora de fones de ouvido e musicas escolhidas - no computador - não diria escolhidas a dedo, pois a verdade literal que isso traria não basta pra mim, que no fim como posso comprovar agora não teve foi nenhum critério quando resolvi coloca-las no I Pod, joguei tudo que tinha de uma vez só mesmo, quando que em sã consciência eu iria colocar essa droga de Prodigy , não sei nem como alguém consegue ouvir isso, E se talvez um dia , naquela sexta-feira de volta de Paris - Passei as férias em Paris, viajei com uma amiga de colégio mas nem passamos muito tempo juntos, enquanto eu me apaixonei por uma francesa chamada Mathilde, ela se encantou pelo alemão bobo e engraçado de nome monossilábico, Lars. A viagem foi a melhor da minha vida, conheci milhões de pessoas e experiências, diria que foi um dos momentos marcantes do filme, desses que mereciam um volume só para eles, com direito a ciganos em Marseille e Radiohead na Bélgica. Fazem só dois meses mas sinto como se fossem anos - tivesse resolvido ser mais criterioso na escolha das músicas, teria mesmo evitado esse pivete que encosta uma faca na minha barriga e pede para passar o Ih podi que tava na minha mão, diz que vai me furar todinho, e eu olho para ele indiferente e digo, me fura então, queria ver se você tem coragem, ele fica sem saber o que fazer direito, como qualquer um ficaria nessa situação, Passa logo sua bichinha, porra, tu qué morrê, é?,eu sentei no meio fio meio tremendo as pernas, um pouco para me acalmar, ainda espero o ônibus para Niterói, guardei meu i pod no bolso, ele sentou do meu lado e pressionou com força a faca nas minhas costas, mais um pouco e me furava como havia ameaçado, a faca doía, Se tá maluco rapá, passa logo tudo, porra, continuei quieto sentado, tinha colocado No Surprises e ouvia assim tentando fingir que não tinha uma faca pressionada contra o meu pulmão. Eu digo, fura, vai, me mata ,eu nunca teria coragem de fazer isso, se você faz ao menos é mais prático pra mim, as vezes me canso mesmo dessa vida modorrenta de andar quieto sem expressão ouvindo musica, sendo triste, ou sendo feliz, batendo perna por aí, para chegar e ser impedido pela ex-namorada de sentar na mesa - fazia algumas semanas que não falava com ela, ainda a amava, e de vez em quando tinha esses rompantes, sentia que incomodava com tantas ligações, com tantos vamos nos ver, onde você tá, e sempre do outro lado uma educação sem graça e desagradada, parcontre, cheia de um amor profundo(repugnante) pela única pessoa que me odiava, depois de ver no orkut a troca de mensagens entre eles, coisa que me encheu de um asco profundo, resolvi que não, não queria mais aquilo, e parei de falar com ela, mais acabo sempre voltando atrás e me arrependendo de ter voltado,ali no restaurante ela me impedia de sentar com os pais, e mesmo de ir cumprimenta-los para evitar o convite dos mesmos, tive que sair e ficar no ponto esperando o ônibus ou o pivete que tentava me assaltar - com os pais, e ter que aceitar aquele abraço artificial que sempre tenta estimular o mesmo sentimento que já não existe mais, sabe, quando essa droga de coração bate mais rápido e vem uma angustia pequena parecida com essa que sinto agora, mas que não é a mesma, não mesmo,essa é repetição, é falso e feio, essa coisa nojenta e velha de ficar tentando buscar os mesmos sentimentos que teve uma outra vez, que já não existem mais, acabamos sempre com cópias mal feitas e sem graça,ei cara, a faca ta incomodando, tira ela logo ou me fura, porra, o que você tá querendo, o I pod não vou te dar,(Não sei o que ele falava a musica tava alta demais, mas tirou a faca e pareceu ir embora), Ei, amigo, espera um segundo, toma aqui dez reais pra você fazer um lanche, voltou para pegar com uma expressão estranha que não saberia descrever e ai sim se mandou de vez, Acho engraçado que não tenha tentado tomar o Ipod a força, ele conseguiria, era o dobro de mim.

postado por Chico 3:31 AM |

Quinta-feira, Novembro 23, 2006

Motoqueiros guerreiros de marte choram ao som de CocoRosie, e eu percebo que ainda não está funcionando essa idéia de ....

postado por Chico 5:02 PM |

Sábado, Novembro 18, 2006

(tenho uma banda) cochicha....

postado por Chico 9:01 PM |

Sexta-feira, Novembro 17, 2006

Minha dor é perceber, que apesar de tudo, tudo, tudo, tudo que eu fiz, as situações voltam ao inicio e quando percebo eu ainda sou o mesmo, e vivo, e ainda sou o mesmo.

postado por Chico 2:50 PM |

Quinta-feira, Novembro 16, 2006

Arte

Os sábados doíam, eram casacos velhos e caras amassadas, chuva lá fora e faltava forças para poder subir e correr, e olhar para o alto respirando. A pior das dependências ainda era afetiva, uma angustia incômoda que estourava no chuveiro e socava as paredes e vidro e boxe, e o sangue misturado na água, escorrendo chuveiro e lagrimas. Escorrendo vida pelo ralo. Ainda levanta com a cara vermelha e arrasta, e geme, e dói, apóia a pia e lava rosto que agora o rubro era sangue e mal se sentia a mão direita enrolada na toalha, tombada no chão chorando porque queria morrer, Ele era mesmo muito chorão. Era mesmo uma grande bicha chorona, que se olhava no espelho narcisista, ajeitava um pouco o cabelo, pintava o olho, e sorria meio bobo pois apesar de tudo ainda se achava bonito, estava realmente bonito, muito assim mesmo que até as meninas sorriam e falavam cochichando com as expressões desconcertadas que não sabiam o que fazer quando ficavam assim tão interessadas num rapaz. Tinham medo de não sei o que, talvez do ego ferido. A adolescência, naquela época, era um grande jogo de egos feridos, onde entregar-se para o amor era derrota, onde a superficialidade era uma proteção, o sexo casual uma diversão, e a carência afetiva o mal que se espalhava pelas veias chegando até o peito, o coração, batendo num ritmo sem nexo que apodrecia um silêncio baixo como choro solitário num quarto trancado e luzes apagadas. Acendeu as luzes do quarto ainda com a toalha estancando o sangue e se dirigiu para o computador. Ouviu uma musica qualquer que lembrasse ela, Bjork, e foi nesse dia que teve a consciência de que a arte é a conseqüência de se estar mal disposto. Dormiu com aquela voz bonita nos ouvidos e semi-acordado, com algumas lagrimas nos olhos, ainda chegou a cochichar sozinho: Te amo , porra.

postado por Chico 9:55 AM |

Quarta-feira, Novembro 15, 2006

Me cansam essas frescuras insuportavelmente femininas, alguém vai me odiar...

postado por Chico 2:53 PM |

Segunda-feira, Novembro 13, 2006

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postado por Chico 10:18 PM |

Ela cortou a gola da camisa para ficar mais Sexy.
(Mono-diálogo moderno de inspirações Salingerianas)


Ontem eu fiquei com aquela menina linda que a gente conheceu lá na casa de* Marcelo, lembra? Aquela que eu fiquei bêbado e vomitei em cima do vestido novo, hehehe, muito foda né! Caralho eu sou muito bom mermo, a menina era muito gata, deixei ela tão encantada que mesmo sem fazer nenhum esforço ainda peguei. Como assim você não lembra quem era, cara? Uma que ficava falando de uns carinhas duns filmes desconhecidos, duns troços esquisitos de tais de bite-nique com o Nerd do Igor. Num lembra não, porra? Ela era toda gostosinha, um porre, mais toda gostosa .Num fosse ter que ficar ouvindo ela falando da porra do maluco russo que escrevia sobre viajar de carona no século 19, eu até pegava de novo, mas puta que pariu, desde quando quero saber dessas merdas? Essa gente num tem mais o que fazer, fica decorando nome de banda tailandesa, umas musicas todas chatas e enjoativas, uns caras que num sabem cantar. Ficam gemendo que nem uns retardados, coisa de gente mais doente, puta que pariu! Fica falando que o cara é foda, que é quase deus, tomá no cu né!Se o cara fosse bom mesmo taria fazendo sucesso. Se ninguém conhece é porque é uma merda. Quem vai querer ouvir um tailandês, sueco, sei lá, cantando em russo umas musicas que dão mó sono, se pelo menos fossem mais dançantes , assim saca - faz com a mão - mas não, porra, fica o cara parecendo que ta morrendo enquanto canta. E ainda tem neguinho que perde a vida pra ficar decorando essas merdas. Nunca vi, num toca em lugar nenhum, só ela que tem, se fuder porra. O que me dava mais raiva era que vinha o imbecil do Igor e ficava esbanjando que conhecia o mongol do maluco, e que conhecia num sei o que lá também, e num sei o que, porra vai se fuder, cala a boca muleque, ninguém quer te ouvir não, caralho! Esses nerds retardados irritam pra caralho.Outro dia ele veio me falar que vai sair a porra do video-game novo da nintendo, e que, porra, agora ele vinha cum numseioquelá melhor que o último. Putz, foi muito foda. Que também, tu sabe né, sou muito escroto. Cheguei já como né: Cala a boca seu merda, tué um cabaço mesmo né, quem mandou ser feio e retardado assim?, vai passar o resto da vida só na bronha, Ninguém gosta de você, não percebeu? A gente fala com você por pena, e pra mim já num agüento mais, Você é um mala cara,Vê se te manca e vai ficar escondido embaixo da cama, ninguém quer te ver não porra tu é mui...- Tá , tá, eu falo da garota, Ela tinha o cabelo meio comprido ... uns olhos verdes, ... e ... era toda gostosinha, andava rebolando,sabe?...porra, tinha uma boquinha de boqueteira, hmmm, deliciosa, e.. porra ....sei lá, ... que mais,... acho que o nome dela era Laura .... Sabe não? Ah porra, então foda-se cara, era só uma piranhazinha qualquer, preciso desligar o telefone ,falou!


* Fiz questão, com este asterisco, de ressaltar a origem da personagem.

postado por Chico 12:51 PM |

Sexta-feira, Novembro 10, 2006

Docinho, Florzinha e Lindinha(poesia)

Eu sou a beleza escondida que chora sozinha pedindo atenção, sou a amargura invejosa , a luxuria excitada entre as pernas, a ausência de alma, a falta que faz assim sem pedir ajuda a ninguém, e correr quase parada, para o nada, perder a calma, Eu sou um nó no cadarço que tropeça no chão, Eu sou a dor de cabeça, a raiva, a masturbação, o estupro apaixonado no pênis entre as pernas, no sangue que escorre e grita, e chora, eu sou as lagrimas pedindo perdão, sou a dor de cabeça incontrolável, sou a náusea descompassada, uma busca por qualquer coisa dum canto ao outro, mas sempre o mesmo canto, a mesma dor, a mesma raiva, sou essa claustrofobia aprisionada das pernas abertas, do medo contido, do conformismo calado de não ter opção, Sou ódio jogado na cama, gozo esparramado na vagina, virilha vermelha, corpo chorando, sou dor de cabeça-enjôo-vômito-náusea, sou o vazo sanitário do banheiro fedendo, a cama dos pais suada, a casa cheirando a sexo, um corpo sem voz que se deita no colchão, que se cobre com o lençol, que fica quieta ali parada e pede pro tempo passar, sou não conseguir olhar para o lado, e ignorar as mãos nos meus seios, perder o olfato para não sentir o seu sexo, mas sinto mesmo assim pois sempre só soube ser bem-me-quer-mal-me-quer, florzinha aberta despetalada, e feto morto que desce pela descarga...

postado por Chico 5:39 PM |

Quarta-feira, Novembro 08, 2006

Amor de bala(poesia)

Amo atualmente duas meninas mais que as outras. Duas monossilábicas, Duas consoantes e duas vogais. Duas fadas que eu chacoalho e ouço dentro e sim elas tem asas, elas tem asas, sorrindo sozinho e quase dizendo eureca pra mim mesmo. Amo duas meninas. Amo as duas mais que qualquer coisa, que não o fato de brigarem comigo por ama-las tanto, que não a inveja contida de vê-las amarem outros homens e/ou mulheres mais que a mim, que não a conformação de se sentar no quarto e pensar nas duas, sorrir para as duas, mas não ligar pra nenhuma porque eu sempre ouço demais, só o lábio pro lado e fechar os olhos e olhar para trás. Eu amo hoje duas meninas mais que tudo, Mas eu tenho que me contentar- Sem tristeza só conformismo - que não nasci para ser amado por elas.

postado por Chico 3:57 AM |

Segunda-feira, Novembro 06, 2006

Epopéia


Era uma vez um valente guerreiro chamado Usmail, Usmail o Bravo, o guerreiro mais temido de toda a região anárquica de Manterá. Manterá sofrera recentemente uma revolução sangrenta onde os grandes homens, ou homens de valor, como preferiam ser nomeados os companheiros de Usmail, lutaram, muitos deles até a morte, nos chamados anos terríveis para depor o sanguinário Imperador Ain Cainão Abreu, Cainão Abreu, o destruidor, como era mais conhecido desde que assumiu o trono de seu pai, a quem assassinou a sangue frio no seu próprio quarto e em frente a sua própria mãe, Dona Luciana,uma mulher de respeito que casara-se com Dom Maun Duarte Abreu, então conde de Demalino, com o intuito de unificar as famílias Cainão e Abreu, que a séculos brigavam pela disputa da região de Manterá, uma região fértil e rica que viu a luta de Dom Danun Linario Abreu, O Paciente, pai de Maun, o Justo, contra as empreitadas do Duque das Prenarias, Senhor João Cainão, O Leal. Ambos reivindicavam o direito histórico que teriam sobre aquela região, Danun, por exemplo, usava os argumentos de seu pai Dom Natanael Abreu, um rei amado pelos súditos, e a quem o povo passou a defender com todas as suas forças desde que implementou o seu Reinado de Príncipes, Natanael afirmava que não queria ser um governante de vassalos,ou de uma plebe, mas sim de Príncipes, e com isso instituiu que toda a família que vivesse sobre as terras de Manterá seria nobre, e que todos deveriam ter educação e conduta dignas dos mesmos, Afirmou ,também, de inicio, que isso não se daria de uma hora para outra, algumas reformas teriam que ser implementadas, entre elas a que mais criou-lhe problemas foi a que acabou com o Instituto dos Menágios , Instituto que fora criado por seu pai na intenção de apaziguar os ânimos dos condados sobre o seu domínio, Ele repassava parte dos impostos cobrados para aqueles que se mostrassem favoráveis ao seu governo, era uma forma de manter o apoio dos condes intactos, pois com a ameaça da casa dos Cainão que durante o governo de Luis Cainão Mendonça tomou de assalto o condado de Remontada, e com um exército de mais de dez mil homens ,que ele mesmo nomeou de Exército Unificador de Manterá, marchava em direção ao condado de Demalino , assim todo o apoio para Fernando Abreu era pouco, ainda mais sendo Luis Cainão quem era, Fernando, o Patriarca dos Abreus, não apagara de sua memória, mesmo depois do retorno triunfal, a sua fuga com os tios para o interior das Brulurias vendo a figura de Luis desfilar pelas ruas de seu reino, com toda arrogância comum aos Cainão, exibindo as cabeças de seus pais e sorrindo para multidão assustada com as forças opressoras do então imperador, e pai de Luis, Renato Cainão o conquistador, Os Abreus nunca haviam tido uma derrota tão humilhante quanto aquela, o amor do casal real havia ofuscado a razão impedindo que vissem o perigo que estava logo a diante, acabaram morrendo e deixando seu filho de apenas 13 anos sem pais e nem pátria. Mitrio e Leona Abreu, foram realmente o par de amantes mais apaixonado que já se viu em toda história de Manterá, Leona , a Princesa gentil, teria sido ainda nova prometida para se casar com Manuel Joaquim Duarte, da dinastia dos Duartes, dinastia que dominava há anos o condado de Demalino, o mais prospero do Reinado de Manterá do Norte, casara-se aos dezesseis anos, mais nunca chegou a amá-lo de verdade, desquitando-se aos vinte e seis e casando-se com o seu primo Mítrio, um amor de infância que os anos e as obrigações do casamento não apagaram. O desquite causou extrema comoção por toda Manterá, inclusive levando a dinastia dos Duartes a tirarem o seu apoio ao governo dos Abreus, fazendo com que o condado de Demalino anexasse-se ao reinado Cainão, voltando somente a fazer parte de Manterá do Norte após a assoladora praga dos Menágios que durou cerca de dez anos e levou ao fim diversas estirpes nobres, chegando a atingir até mesmo o pai de Leona, o Monarca José Patricio Abreu, o rei das botas, conhecido dessa maneira desde que, após ter sua mão amputada pelo conde de Cornintios, rei de Manterá do Sul que subira ao trono com a grande guerra dos Menágios, enlouqueceu e passou a usar um fantástico par de botas para valorizar seus pés que ao contrário das mãos ainda lhe restavam,o par fora confeccionado por ele mesmo, e nele descrevera com precisão de detalhes a história dos três primeiros reis de Manterá, um deles - o terceiro - era o seu próprio pai, Celso Abreu, criador do termo Menágio, que a principio serviria para denominar os membros da grande assembléia dos justos, formada pelos chefes dos 35 condados. Com o passar do tempo aos poucos o termo Menágio foi tendo seu sentido deturpado chegando mesmo a ser relacionado séculos depois com o Despotismo durante o governo do Imperador Ain Cainão Abreu, Cainão Abreu, o destruidor, como fez-se conhecer para retomar os tempos de glória do Imperador Ferdinando, o terrível - segundo dos três reis descritos na bota de José Patrício - talvez o mais cruel dos reis que Manterá teve em todos os tempos. O seu poder era tanto que não precisou de nenhum apoio e nem consulta dos condes de sua época, acreditava que não havia sido escolhido por um deus para governar, mas sim que era ele próprio um deus, logo, merecedor de todo o poder e toda a glória que fosse possível imaginar.E era fato que todos o temiam como se realmente divino fosse, havia quem dissesse até sobre a utilização de poderes mágicos. Que o senhor de Manterá manipularia a natureza e os homens a seu bel-prazer, criaria o fogo e pararia um rio com um simples estalar de dedos, mas como havia morrido cedo e de causas desconhecidas - diz a lenda que quando um homem tenta se comparar a Deus o chão treme e as bases da existência se dissolvem, Ferdinando passou desses limites, e o poder ilimitado que sua vida lhe proporcionava acabou o dissolvendo pouco a pouco, suas pernas foram perdendo grossura, seus braços afinaram-se como os de uma modelo anoréxica, no inicio parecia estar só emagrecendo, mas depois, quando notou, já não havia mais espaço para orgãos naquele corpo esquálido, ele se encolhia sendo sugado internamente por uma espécie de buraco negro que o absorvia para cosmo, onde por sua vez pagaria por toda a soberba e o poder que esbanjou na terra - não teria tido tempo de passar a seu filho os ensinamentos mágicos que teria lhe passado seu pai, Parmépocles, o Sabio - Primeiro rei de manterá - um velho que aparecera ninguém sabe ao certo quando, vagando de milhares de povos e histórias, dizendo ter vindo dos confins das terra mais distantes, dos lugares mais tristes, das colinas mais verdes, somente para trazer a salvação àquele povo, falava de ter vivido mais do que qualquer um possa imaginar, e que aqueles que o seguissem também poderiam fazê-lo, o povo comovido começou a segui-lo, e aos poucos, condado por condado foi sendo tomado por aquela aura de esperança que irradiava pelas ruas, um a um os condes foram se encantando com a idéia da imortalidade, e os súditos,e os comerciantes, e mesmo os padres. Quando se percebeu todos já seguiam e amavam Parmépocles como um Deus, todos. Quer dizer, todos não, talvez somente a filha mais nova da casa dos Abreus não compartilhasse dessa visão, Julia via naquelas barbas mais que somente um Santo, ela via um homem, via alguém por quem nutria um amor tão desesperado que lhe forçava a passar o máximo de tempo possível por perto, que lhe trazia uma vontade incontrolável de enrolar-se naquele corpo e ali ficar para sempre como que numa relação simbiótica. Aos poucos conseguiu se aproximar, até que chegou em certo momento a viver sobre o mesmo teto de Parmépocles, passou então a segui-lo por onde quer que fosse, olhava a todos com desconfiança, tentava sempre estar o mais próxima possível, mas aquela paz que ele emanava nos seres a sua volta não era o suficiente para ela, precisava de mais, precisava ser dele, e só dele, assim invadia seu quarto a noite e lhe implorava que a deixasse ser sua escrava, que faria o que quisesse, por vezes o masturbava enquanto ele dormia até acorda-lo e ser expulsa do quarto, a sua boca encontrava periodicamente o membro de seu mestre, o seu corpo se entrelaçava ao dele como nos seus sonhos de outrora. Enquanto dormia os sonos mais profundos, ela o possuía com todo o amor desesperado que era contido durante o dia. Porém, certo vez acabou, após um acordar-orgasmo, num súbito ataque de ódio, coisa que nunca havia se visto em Parmépocles, sendo amaldiçoada e junto todas as gerações que se seguissem de seu sangue, Ele dizia que não haveria pior pecado do que tentar corromper um homem santo, a família da moça a expulsou de casa por desgosto, e a fez vagar sem rumo pelas terras desconhecidas, passou-se um mês, dois, três, quatro, um ano, e uma dor estranha não saia do peito de Parmépocles, o povo desesperado sem seus conselhos tinha medo da morte, Parmépocles não saia mais de casa, não comia, nem falava com ninguém fazia semanas, quando se levantou um dia e bradou em voz alta para uma imensidão que esperava aflita por um sinal de vida, "Não sou um Deus", dizia ele, "Nem quero nunca vir a ser um Deus. Tenho conhecimentos vastos sobre natureza das coisas , e mesmo sobre a minha própria natureza, e por isso as vezes deixo-me ser confundido com um. Mas não, não quero mais, peço que continuem com meus ensinamentos, que sejam bons e felizes e garanto que continuaram a viver indefinidamente, mas não me tratem mais como Deus , Eu sou um homem como qualquer um de vocês, e como qualquer um também cometo erros. Amaldiçoei faz um ano a mulher que mais amo na minha vida, e só agora eu pude perceber o meu erro, e só agora consigo assumir que a amo. Meu corpo está fraco sem o seu amor, meu peito dói como nunca doeu antes, e não sei se poderei mais voltar a lhes aconselhar nesse estado que estou, desculpem-me." Voltou-se para o quarto e lá ficou definhando a espera de sua amada que nunca voltou , mas deixou um filho, um filho que trouxe de novo a vida para Parmépocles, e que aprendeu tudo o que poderia conseguir com seu pai, e quando se achou pronto, assumiu o Reino e o esfaqueou sem dó como forma de vingança pela sua mãe - nesse momento milhares de pessoas começaram a morrer por toda Manterá - Assustado ao ver que o pai já sabia, e lá ficou com a faca enfiada no peito sorrindo para o filho, Ferdinando fugiu e decidiu nunca mais usar aquele palácio. O palácio abandonado, foi tomado por plantas e escondido por uma floresta. O corpo de Parmépocles permaneceu lá durante os séculos seguintes, o tempo passou e as plantas que tomaram o palácio acabaram tomando o velho sábio também, e ele continuou lá, durante anos e mais anos, tornou-se a arvore mais bonita de todo mundo, uma arvore gigante que já não era mais só a sabedoria de um ancião imortal mas era também a beleza mágica de uma renovação que se espalhava, com suas folhas e galhos, por todos os cantos de um palácio organico-vida paz, que encantou aquele jovem guerreiro, o primeiro depois de séculos a presenciar uma maravilha como aquela, Usmail, o Bravo, Que olhou, chorou, sorriu, e toda a sua vida e de seus pais e avós, e as gerações seguintes de sua família passaram na sua frente, Usmail era um Abreu, o Primeiro Abreu que pode viver feliz para sempre.

postado por Chico 5:31 PM |

Quarta-feira, Novembro 01, 2006

Vivendo despreocupadamente com minhas preocupações ou Coisas que preciso dizer pra não ficarem entaladas na garganta

Muita coisa para ser dita poucas palavras para dizer, mas não deixo de dizer, de tentar e dizer, que não importa se vão entender ou não, se eu estou aqui e digo, e sei que digo, não faz, não faz isso.

(É tudo tão óbvio, por que você se preocupa tanto? ein? não basta viver? não basta viver despreocupadamente? rachel querida sem metafísicas nem daimes, só chocolates, comendo chocolates minha querida rachel...)

é eu acho que fiz, eu sou o culpado de tudo, mesmo não sendo, mas nesses jogos da vida(não de computadores como você imaginou e deixei acreditar) é importante respeitar a regra, mesmo que só pela diversão de descobrir no final que era só botar o peão no ponto de vitória, para descobrir que vencer não tem graça nenhuma, e ficar assim com cara de bobo, e lembrar comigo que foi minha a culpa, lembrar comigo como tudo começou, terminou, e lembrar comigo como foi minha culpa, e minha fuga , e minha vontade de afastá-la para me livrar da possibilidade de culpa, e ela se afastando com , não sei. Parei, fim.

postado por Chico 1:40 AM |

Quarta-feira, Outubro 25, 2006

Tudo vai dar certo

Nunca vi mulher mais batalhadora, descontraída, atenciosa, preocupada, viva, e aí, assim do nada, ouvir sobre aquela coisa suja feia doente que você disse estar nela: acabo meio assustado, não entendo muito bem como pode ser verdade, hesito inconformado em acreditar, mas você repete de novo que ele é maligno com os olhos cheios de lagrimas que eu encho os meus também e fico parado sem saber como agir, e continuo aqui parado com aquela sensação de impotência que é tão , tão, não sei, eu ainda estou meio perdido,meio perdido chorando quieto no quarto, rezando para que tudo termine bem, que ela não merecia ter que passar por isso, não mesmo, não ela, não ela , cara! Porque o destino é assim, porque as coisas não dão certo todas ao mesmo tempo? Elas vão dar(repito baixo para acreditar) Tudo vai dar certo, temos que pensar positivo, sim, ficar com choramingo idiota só vai alimentar essa porcaria suja doente que não vou dizer o nome, que não quero dizer o nome porque é feio e dói aqui no peito só de falar, Tudo vai ficar bem, eu sei que vai, estava vendo na internet, muita gente já superou, muita mesmo, no fim das contas é só esse destino traiçoeiro e babaca que gosta de deixar a cara da gente vermelha e o olho cheio de lagrima, gosta de pregar sustos pra lembrar-nos que estamos vivos, é sim, tudo vai ficar bem, muita gente muito mais fraca, muito menos batalhadora, venceu, não vai ser ela que vai perder, é só uma merdinha de nada, eu é que sou bobo e faço tempestade num copo d'água, tenho mesmo que parar de chorar que nem um idiota,(enxugar as lagrimas), tentar me tranquilizar um pouco e inventar um abraço-cura para oferecer a ela, assim, com sorriso no rosto, um abraço forte que passe toda minha energia positiva de uma vez só e que lhe mostre ,sem precisar dessas minhas baboseiras choronas, o quanto ela é importante para mim.

postado por Chico 2:46 PM |

Segunda-feira, Outubro 16, 2006

Uma idéia para uma peça...

postado por Chico 9:32 PM |

Quinta-feira, Outubro 12, 2006

Eu vejo o mesmo que você

Tenho andado distraído, impaciente e indeciso.E ainda estou confuso só que agora é diferente: Estou tão tranqüilo e tão contente.Quantas chances desperdicei quando o que eu mais queria era provar pra todo o mundo que eu não precisava provar nada pra ninguém. Me fiz em mil pedaços pra você juntar e queria sempre achar explicação pro que eu sentia. Como um anjo caído fiz questão de esquecer que mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira. Mas não sou mais tão criança a ponto de saber tudo.Já não me preocupo se eu não sei por quê as vezes o que eu vejo quase ninguém vê. E eu sei que você sabe quase sem querer que eu vejo o mesmo que você:
Tão correto e tão bonito, o infinito é realmente um dos deuses mais lindos.

Sei que às vezes uso palavras repetidas, mas quais são as palavras que nunca são ditas?Me disseram que você estava chorando e foi então que percebi como lhe quero tanto. Já não me preocupo se eu não sei por quê às vezes o que eu vejo quase ninguém vê. Eu sei que você sabe quase sem querer que eu quero o mesmo que você.



postado por Chico 2:00 AM |

Pois é

Mudaram as estações, nada mudou, mas eu sei que alguma coisa aconteceu, está tudo, assim, tão diferente. Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar que tudo era pra sempre, sem saber que o pra sempre sempre acaba?Mas nada vai conseguir mudar o que ficou. Quando penso em alguém eu penso em você e aí então estamos bem. Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está, nem desistir, nem tentar agora, tanto faz.Estamos indo de volta pra casa



postado por Chico 1:14 AM |

Terça-feira, Outubro 10, 2006

acordei hoje de um sonho perseguição, um cachorro tarado atrás de uma cadela indefesa, base submarina , e monstro dos dentes de vidro que dá aula de ciência política e é fã do xintoismo, isso para não falar do fato que dei um tiro no meu irmão quando ele saia do quarto e do fato que depois descobriria que não era meu irmão pois eu só tenho irmãs, nunca um irmão! Quem seria então aquele rapaz que assassinei na porta do meu quarto?

postado por Chico 12:56 PM |

Domingo, Outubro 08, 2006

Texto para o jornal do Diretório Acadêmico da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro(Unirio), a pedidos do próprio diretório:

Comentário à Lei n. 11.343 de 23 de agosto de 2006

Quando você olhar para aquela plantinha no seu quarto, brincar com seu sorriso olhando no espelho e perceber do nada o caráter mesmérico¹ de duas moedas, tiver certeza que elas estão emitindo um grande campo magnético, que elas se atraem ou se repelem dependendo da distância da sua cabeça - e testar assim com as duas mãos mais umas cinco vezes para comprovar empiricamente a sua teoria, uma, duas, três, quatro, medindo a quantidade de força exercida e parando bruscamente para rir da imbecilidade da ciência e dos seus métodos empíricos que acreditam que com seus mecanismos esdrúxulos estão desvendando alguma coisa dessa complexa e magnífica realidade - assim, desabando de rir sozinho no seu quarto, caindo no chão e ficando ali, parado, olhando pro teto, e tendo consciência que isso não passa de um sonho, todos estão sonhando, cada um o seu sonho, mas acreditando estar no mesmo sonho, hahaha, genial, pegando aquela pontinha que já quase queima o seu dedo e puxando para o pulmão um pouco mais daquela fumaça que empesteia o ar transformando este cômodo numa sauna fedida em que seus olhos vermelhos não te permitem mais do que algumas risadas misturadas num tossir desenfreado e quente como a sua garganta, que você puxa mais um pouco mas dessa vez só veio papel e tosse, tosse mais ainda, fazendo um barulho estrondoso que todos os vizinhos vão ouvir, e você fica neurótico e apaga o baseado, esconde a maconha e procura um bom-ar para tentar disfarçar aquele cheiro, mesmo que seja sem motivo, pois se não sabia ,agora com a nova lei você não estará correndo risco de ser preso, nem de ter que comparecer a delegacia ou pagar propina ao policial, assinará um termo circunstanciado e prestará depoimento só em juízo. A sua pena variará entre uma advertência verbal, uma pena alternativa e a freqüência a um curso educativo por cinco meses. Se reincidente, dez meses. Mas tome cuidado, apesar de tudo, só caberá ao juiz dizer se você é só um usuário ou não e em caso negativo as coisas podem ficar feias para o seu lado.

Ps: Vale ressaltar também que mesmo se só usuário não poderá prestar concurso público e, bem, estamos num curso de Direito, acredito que grande parte de vocês pensem nisso. Por isso, meus queridos colegas, é que faço esse apelo a vocês. Não usem drogas!

Ps²: A Lei n. 11.343 de 23 de agosto de 2006 Institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas - Sisnad; prescreve medidas para prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas; estabelece normas para repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de drogas; define crimes e dá outras providências.

¹ Neologismo; Relativo a Mesmer, médico alemão que acreditava na utilização do magnetismo como cura de todas as doenças.


postado por Chico 4:01 AM |

Quinta-feira, Outubro 05, 2006

Infância

Isso é uma panela? Pra quem vem é só seguir, devagarinho, maluquinho! O menino é que sabe -cochichando, bem baixinho - que no pote de ouro, feito por um alquimista,cabe tudo, tudo cabe, mas só sabe quem tem a pista. Quem será que sabe?Quem será o artista?

Me disseram que quem sabe é um maluco pequenino, é um moleque de verdade, um menino maluquinho...

Sorriso com lagrima nos olhos

postado por Chico 3:59 PM |

Vontade de escrever poesia

Banalidade poética
Argumentação vazia

          mas escrevo porque vem as palavras, vem à cabeça
               e as vezes chego sozinho a resmungar

... te amo

(e me calo que não gosto do que leio, do que escrevo, mas a cabeça , vai... continua... )

(Fecho os olhos -palavra- Fim)

esqueço da vida, penso em política (Fim)

postado por Chico 12:53 PM |

Sábado, Setembro 30, 2006

Buscando o Tempo Perdido (Porque parafrasear titulos de livros famosos aumenta a nota da redação no vestibular, é sinal de originalidade os professores diziam, pffff, cospe no chão com nojo)

Sabe quando você olha para o lado e lembra que já viu esse rosto em algum lugar, e que essas bochechas, sim , elas não enganam ninguém, e olha de novo com mais calma reparando nos detalhes: o cabelo a altura o jeito tão singular de ser-olhar-mexer e vê que, nãoo, sim, sim, só pode ser? Sabe quando você olha uma criança e imagina como seria, bem, assim, mais ou menos, quer dizer, mais pra mais do que pra menos, como que uns 10 anos depois, (acho que é isso talvez um pouco mais, mas quem se importa?), sabe? Uns 10 anos depois e você percebe que já está ficando velho,que o tempo passa e as coisas mudam mas a sua sensação de ser-estar-ter 9, 10 anos e ser uma peste, eu não acredito que era tão peste assim, e olhar para aqueles dois rostos e lembrar que tudo continua igual,assim, as mesmas carinhas bonitas que via quando entrava na sala de aula da professora neuraci, minha querida turma D, e assim , meio inconscientemente perceber que nada muda mesmo, que nada nunca mudou, essa verdade estática que me diz como que no ouvido, cochichando, e me faz saber que a Isabel continua a mesma , sempre comportada e quietinha ,e eu sei que continua apesar dos pesares que podem ter surgido no seu caminho, e que a Joana continua alta e impositiva, um pouco mais mãe do que quando tinha seus 10 anos, mas tão mulher quanto, que desde pequena já impunha uma imagem que não sei bem explicar. E bem, Sabe quando vem aquela nostalgia de relembrar o passado, reencontrar assim, e perceber que, e sentir que, e querer buscar o tempo perdido? Foi isso que me aconteceu.

postado por Chico 12:18 AM |

Sábado, Setembro 23, 2006

Por que você tirou seu blog Rachel?

postado por Chico 5:18 PM |

Sexta-feira, Setembro 22, 2006

Meu reflexo

Eu brincava o jogo da amarelinha quando era criança, e brinco hoje também o mesmo jogo, eu sou o jogo, Maga, eu sou, reflexo, espelho, mesmo exercendo essa ciencia sempre mais atenta a não me deixar enganar do que a aprender a verdade, Ouvindo de mim mesmo, ao espelho, esse você , esse eu que no reflexo me nega e me confirma, e ouvindo-me dizer que nunca chegarei a lugar nenhum, que penso de mais antes de fazer qualquer coisa, mas eu parto do principio de que a reflexão deve anteceder a ação, e parto sempre de principios, que coisa mais complicada, partir de principios, sou como alguém que vai ao museu e olha os quadros. A Maga é um quadro, a cadeira é um quadro, este computador é um quadro, o meu quarto é um quadro, eu penso que estou no meu quarto, mas não, não estou, estou olhando o meu quarto, não estou nele. E é por isso que eu penso assim com inveja ao me olhar no espelho, nesse meu espelho que é você, Maga. Porque eu te olho de longe e percebo que invocas mesmo São Tomé, que hoje já podes acreditar sem ver, ser sem precisar ver, e isso te dá direito de estar dentro do quarto, de ser dentro do quarto, e ter cidadania sobre tudo que toca e sobre todos com quem convive, enquanto eu continuo preso do outro lado do espelho a observar, a analisar, sem estar dentro, esse quadro e essa vida que eu afasto de mim.

postado por Chico 1:19 PM |

Quarta-feira, Setembro 20, 2006

Descobri para mim que a politica é uma valvula de escape para fugir dos problemas que nos assolam no dia a dia.

postado por Chico 8:37 PM |

Encontraria a maga?

Eu estou doente e lembrei que sempre fico doente da mesma forma. A garganta arranhando, o corpo amolecendo, e eu achando que é só tristeza.É verdade que não sei ao certo se não era só tristeza mesmo. Eu evito pensar nesse tipo de coisa porque sempre volta assim tão forte essa mesma tristeza de sentir-ser como sinto-sou que eu digo que não porque não quero ser igual, e fico sozinho sem conseguir dormir.


(Ainda odeio tomar antibióticos, por isso que acabo sempre tão mal)

postado por Chico 1:19 AM |

Segunda-feira, Setembro 18, 2006

Sobre o tamanho dos elefantes

Diz-se que há muito tempo atrás, quando ainda não havia essas aves por todas as partes, que os elefantes eram assim bonitos e pequenos e andavam livres sem se preocupar, que eles comiam à vontade, e subiam em arvores, e jogavam os mais diversos jogos que podia-se imaginar, e amavam tudo, assim , assim, entende? sorrindo e quebrando o braço as cadeiras e tudo mais que tivesse e que fosse divertido quebrar na cabeça dos outros. Teria sido dessa forma,uma vez um mamute gordo surgido não sei da onde, andando desajeitado e bradando boas novas, que trazia um jogo sensacional, e dizia assim pra todo mundo ouvir, é importante jogar, sim, é importante.... (continua, mesmo estando um lixo)

postado por Chico 11:00 PM |

Colin conheceu Chloe.....

postado por Chico 1:09 AM |

Sábado, Setembro 16, 2006

Eu preciso de uma dose diaria de mathilde no skype, assim, ela falando comigo e sorrindo, e ver o seu rosto lindo de novo, que não tem coisa melhor pra curar depressão...


Estou apaixonado, pena que ela esteja tão longe assim...

postado por Chico 8:12 PM |

Sexta-feira, Setembro 15, 2006

ela vai ter uma flor no pulmão e eu vou cuidar dela e perder toda minha fortuna pra tentar salva-la...

postado por Chico 11:28 PM |

Um elefante sorria para o lado e bebia agua estendendo a tromba ali bebe um pouco, você quer? baixinho só pra você ouvir que eles estão de volta.

postado por Chico 7:24 PM |

Quarta-feira, Setembro 13, 2006

Não tenho tudo que amo, mas isso é uma questão de tempo e paciência...


(je laisse jamais tombé, jamais!)

postado por Chico 2:16 PM |

Segunda-feira, Setembro 11, 2006

De quantas palavras se precisa?

Quando eu boto o fone de ouvido e fico olhando para o nada, quando eu respiro fundo e tento prestar atenção na musica, quando eu fecho os olhos e saio do mundo, sozinho no meio de todos vocês, quieto sem ouvir, nem ver, nem pensar(mentira) em ninguém, que me lembro de quando era mais nova e as paredes do meu quarto eram rabiscadas e eu me escondia em baixo da cadeira e ficava chorando, é, até que um i pod tem lá suas utilidades...

postado por Chico 5:31 PM |

Sexta-feira, Setembro 08, 2006

(Não retribua o sorriso, não aceite bebida, evite contato fisico, evite contato, evite olhar para o lado, fique próximo de outras pessoas)

Vai, toma mais um gole, e olha para outra menina que é ela que gostaria, que bem, existe também a outra que não pode, e uma quarta e ultima que não conta, e ele acorda bonito, e se olha no espelho, achando bonito, ego inflado, felicidade , corre um olhar, quem é você, quase eu quero você, mas se faz de muito interessante, de desinteressado, ok, chico, eu sou legal, cool, sem dar muita importancia para menina que eu quero pegar, mas nem quero realmente, a outra agora impede, toma mais um gole, com essa cara, você quer me embebedar? sim, e não bebo, não retribuo o sorriso, evito sua mão em cima da minha, saio de perto, olho para frente, ao lado dessa outra ultima que não faz diferença enquanto escrevo e sei que ninguém vai querer entender...

postado por Chico 5:37 AM |

Terça-feira, Setembro 05, 2006

Analise crítica da influência da dor de cotovelo na inclinação filosófica e da testosterona no seu denegrir, ser, hipocrisia. ou Tratado geral sobre a entrega passiva ao que seduz


Respectivamente a uma decepcionante atuação do pensamento geométrico cartesiano, uma pequena demonstração de repudio singelo e angustiado às aflições dos relacionamentos mundanos, de suas intrigas e do desgaste físico-psicológico causado por ambos. Daí a falta de concentração e ânimo, daí também entende-se o aparecimento de novas tendências numa tentativa de fuga interna à decepção individual, abstraindo-se de tal modo de tudo, que acaba-se perdido em religiosidades, negações ou ritos de pureza anunciados por frases repetidas. É isso que se dá na maioria dos casos, com a diferença de um telefonema a mais, ou uma declaração a menos, de pseudo-insignificâncias fúteis atormentando o sono, ou o desespero excitado em madrugadas de insônia que dificultam o objetivo real da abstração mundana. Mas uma lagrima sempre acaba escorrendo, pelo menos uma, pois a volatilidade humana é passível de condicionamento, não há um controle real do que se faz, tudo é fato mais reação. O que , de certa forma, acaba transformando aquilo que se tem no que se é, condensando uma opinião, regurgitando verdades absolutas, se fingindo de bobo ou , bem, não...

postado por Chico 1:09 PM |

Portaria de assuntos relativos ao conhecimento público


Numa instituição de alto risco administrativo, certa vez, um gerente me perguntou de quanto seria o valor a ser gasto com a taxa liquida do sistema provisório de tributação regional (TLSPTR), não pensei muito na hora e respondi, acredito que com o MTC a 5% e a alíquota ministerial mínima a 87,323% os rendimentos padrões das letras cambiais de curto prazo não devem passar da margem dos 0,02% sendo assim é lógico pensar que a TLSPTR deva estar em torno de 8,35% do coeficiente bruto de liquidação, o que dá em vejamos, 12 meses um valor igual a Oitocentos e Noventa e Cinco Mil Trezentos e Quarenta e Sete Reais e Quinze Centavos. O gerente olhou para mim com aquelas sobrancelhas franzidas, bufou umas duas ou três vezes um pouco descontente e após alguns segundos Sorriu e me perguntou sem constrangimento. Bem, já se passaram 50 segundos. A quanto sairia agora? Olhei então para o telão no ângulo esquerdo superior a cabeça, diga-se de passagem, Grande, do gerente e rindo respondi, Provavelmente não menos que 80 bilhões, Eu te amo meu filho, rá rá, eu te amo garoto....
No dia seguinte fui demitido. A empresa declarou falência, haviam desviado cerca de 12 reais e treze centavos causando um rombo irreparável para o financiamento às viagens do diretor financeiro para assuntos de âmbito específico e internacional à Europa. Nem os subsídios dos governos da Suazilândia, Djibuti e Lesoto puderam recuperar esse estrago, tudo tinha ido por água abaixo, O trabalho todo de uma vida acabava então perdido nas mãos de um trombadinha da avenida paulista. Perfeito ciclo de vida, Inicio, meio e fim. Enfarte seguido de morte. Fim!

postado por Chico 1:03 PM |

Sexta-feira, Setembro 01, 2006

O que dizer?


Quando ele pensou em dizer algo romântico não teve lá muita coragem, de tempos em tempos é pego de surpresa por essas irritações, que odiava quando ele resolvia apertar sua barriga, seus braços, e dar beijinhos, um berrinho histérico pedindo para parar, e a sensação de que não era mesmo para ser, são amigos, só amigos, não tem porque mudar as coisas, sempre foi assim, os pais juravam que era namoro, e faziam festa em cima da alegria dos filhos, que é o namoradinho da Lalá, é meu filhinho, nunca tive nenhum homem, tive que adotar esse aqui, e sorria abraçando o pobrezinho, e sua mãe que não podia vê-lo com outra menina que já olhava torto e depois em segredo comentava que faltava muito cabelo rosa nessas garotas que você traz aqui, que não chegavam nem aos pés da Larissa, e o abraçava dizendo para que não a magoasse, não quero ver minha queridinha sofrer, Mas mesmo que dissesse que não, que não tinha nada a ver, que eram só amigos, não adiantava, ela sorria aquele sorriso amarelo e falava que sabia bem quando via um casal apaixonado, e que esse era o caso deles, que não era preciso que confirmassem, ela já sabia, via nos nossos olhos, e eu sorria quieto, tentando acreditar num pouco de verdade que houvesse nisso tudo, tentava me iludir por alguns segundos, e as vezes mesmo até me convencia de que devíamos ficar juntos, e passava horas imaginando formas de me declarar, de pedi-la em namoro, de dizer que estou apaixonado, que dizer que a amo já não adiantava, dissemos tantas e tantas vezes, que acabamos por nos convencer de que era um amor fraterno, como dois irmãos, e falávamos de simbiose, brincávamos com as coincidências das datas de nascimento, sorrindo um consolo abraço-carinho que era o que ainda me mantinha feliz.

postado por Chico 4:53 PM |

Quero uma mathilde

postado por Chico 2:33 PM |

Poema-musica bobo idiota feio sobre minha infantilidade-fragilidade perante as coisas

Ele fecha os olhos e pensa que não pode ser assim tão difícil, que é esse o destino, não tem outra maneira, já percebeu que com o tempo passa, que é essa entrega que mata, que é esse estar sem estar, corroendo um peito amargo , um peito hipotéticamente elevado nessa eterna arte de esperar....
Não tenha medo, não tenha medo, isso vai passar...

postado por Chico 10:33 AM |

Quinta-feira, Agosto 31, 2006

Lagrima presa no olho esquerdo

Melissa: premissa de vida amiga atiça o amor; melissa: cobiça esquecida castiga meu peito de dor, e eu sofro e dobro o mundo mas num segundo ganho a paz, pois o teu sorriso mudo para mim é tudo e nada mais, melissa avisa ao meu peito que despeito de ti nunca mais que meu beijo é teu por direito e pra dá-lo a ti sou capaz de dar a volta ao mundo no segundo mais veloz, te juro eu faço tudo só pra poder ouvir sua voz dizer que gosta de mim mesmo sendo como amigo, dizer que gosta de mim, que eu sou o seu preferido, que gosta de mim, mesmo sabendo que eu sou assim, amor, meio acanhado...

postado por Chico 2:38 PM |

Quarta-feira, Agosto 30, 2006

Eu recortei assim um pedaço da minha camisa pra fazer de faixinha pro cabelo, até que ficou bonito....


(É , isso é falta do que postar- blogs secretos, arrumar malas, encontrar meus amigos, contar as histórias da viagem tem tomado muito meu tempo...)

postado por Chico 11:06 AM |

Terça-feira, Agosto 29, 2006

Rio de Janeiro, cheiro peculiar que já tinha me esquecido, sorriso peculiar ouvido sotaque, e eh engraçado que nem estou tão triste, talvez com saudades de ser criança em paris, mas lembrando feliz os dias que se passaram..

postado por Chico 9:05 AM |

Segunda-feira, Agosto 21, 2006

é bonito voir una menina espanhola-catalã hablar espagnol, français, catalon, en la belgica, assim, como je hablo o portuguais, le francês e lo espanhol..

postado por Chico 4:30 PM |

Domingo, Agosto 20, 2006

Muito importante

Oi gente, este e-mail é para dizer que você não deve deixar o seu amor de lado por somente um desejo, pois um dia esse desejo vai te deixar por um amor, é isso ai...

Essa noite, entre meia noite e quatro da manhã teu amor vai descobrir que te ama mais que tudo nesse mundo, e vai se arrepender de tudo que fez de errado, e te perdoar por todos os seus erros, e vocês poderão ser felizes juntos.

Você somente tem que passar esse e-mail para mais 15 pessoas em no maximo 15 minutos, se repassar para 50 pessoas você vai beijar o seu amor ainda essa noite, mas se quebrar essa corrente terá azar no amor por 98 meses...

é isso ai galera não quebrem a corrente....

-








Acho que não devia ter quebrado tantas correntes na minha vida, já acumulei azar no amor por mais de cento e cinquenta anos, quem sabe botando agora isso no meu blog eu possa diminuir um pouco meu debito, talvez eu ainda possa ser feliz no amor antes de morrer...

postado por Chico 4:40 PM |

Sexta-feira, Agosto 18, 2006

Outro desenho lindo e depois quem sabe possa vir a escrever um texto mas agora nao, agora massive attack



Ela desenha sozinha na sala enquanto a professora fala, ela desenha bonito uma roda gigante, um menino, um carrossel, e fica sorrindo um instante o desenho que era ali um pouco assim só , sozinho, sozinho que nem você, como se chama?, não teria coragem de perguntar, vc que contava as figurinhas na hora do recreio, olhava desconfiado e não deixava ninguem olhar, e a merendeira marrom, sempre um todinho e um sanduiche de presunto e queijo, as vezes misto quente, as vezes não sei o que, porque não vi onde você o recreio foi passar, não era todo dia que ficava sentado nesses degraus azuis, jogando ioio, assobiando baixinho enquanto me olhava te olhar, não era todo dia que me sorria desse jeito, que sentava na carteira ao lado, e que observava o desenho bonito que eu tinha feito assim, escondido, e que tirava timida querendo te mostrar, Você desenha bem, Obrigado,eu fiz para voce, olhando, com o braço esticado desenho na mão sorriso no rosto, Obrigado; pegou o desenho e saiu sem dizer mais nada, no dia seguinte a turma toda a sua volta, que ele era o mais legal, o mais legal do mundo, Nossa como você desenha bem, Olha que legal o desenho do pedro, Você quer ser meu amigo?, Eu tambem sei desenhar mas não tão bem assim, Alguem me disse que a Mathilde desenhava mas ela eh chata, fica escondida num canto qualquer e fica chorando sozinha num canto qualquer, ela chora e desenha sozinha num canto qualquer da sala, em baixo da carteira, enquanto a professora fala...

postado por Chico 8:30 PM |

Um desenho Bonito uma propaganda amiga e noticias de viagem



Antes de tudo vale deixar uma publicidade que amigo serve pra isso mesmo
Revista Farnel

Depois vale ressaltar que o Thom é a coisa mais fofa do mundo, e que ele dança igual a mim, se contorcendo, gemendo, e que no fim de Everything In Its Right Place ele estava quase como tendo um ataque epiletico deitado no meio do palco, e eu ali, na frente vendo tudo tao de perto, me contorcendo junto, e soh nao cai no chao porque nao tinha espaço no meio daquelas milhares de pessoas que duvido que pudessem sentir tao profundamente a essencia do Radiohead como eu posso, assim como uma crianca,como essa crianca que sou, ainda mais quando ao lado daquela menina belga que sorri no meu coracao...

e por ultimo queria dizer que fui enganado, ela nao é belga, é francesa, os pais moram na belgica, mas sao franceses; ela nasceu na franca... porem, Tintim já se ocupou de fazer a lavagem cerebral.... tsc, tsc... onde vc estava milou?...

Alors, to be continued...

Esperem pelos novos episódios de Jean-Pierre Esponja e seu companheiro Gerard em busca do dominio mundial...

postado por Chico 8:33 AM |

Terça-feira, Agosto 15, 2006

eu sou assim fico horas no trem brincando de flertar pelo reflexo do vidro... As vezes eu tenho tanta certeza que daria certo, mas se falasse, se quebrasse o ciclo de sorrisos, acho que nao teria mais muita razao pra continuar ali...

postado por Chico 5:37 PM |

Domingo, Agosto 13, 2006

Pequena conclusão sobre a Mescalina, as portas da percepção de Huxley, o santo daime, e a verdade

As portas da percepção, como se precisassemos ultrapassar algo pra chegar à verdade, como se existisse limitação ultrapassável que não a gigantesca limitação expansão infinita não ultrapassável que é a própria existência em si, e só ela pode ser, e só ela-eu-você-tudo é, que realmente não faz diferença, mas não é na distorção interna das situações ─ distorções essas que apenas são outras situações ─ que se encontra a nescessária verdade das coisas, pena que as pessoas sejam tão suscetíveis ao que lhes proporciona brilho, encanto, e não conseguem notar que somos mais que só encanto... na verdade notam, mas o encanto ofusca demais... e daí surgem as iluminações e verdades transcendentais, os misticismos e as buscas por ser um homem de conhecimento, quando na realidade não há maior metafísica, não há como se ter mais conhecimento no mundo do que quando se sente crianças comendo chocolate, ou mulheres assassinando seus maridos, vacas morrendo de fome, atores ganhando oscar, professoras coçando a cabeça porque tambem pegaram piolho, computadores brilhando as olheiras de um obcecado por internet, predios estáticos destruídos pelo último bombardeio, ou mesmo estáticos intactos nas luzes da cidade grande, ou numa folha de árvore qualquer, ou um pedaço de guardanapo sujo, uma bosta de cavalo fedida, uma estrela, a fumaça da poluição, um livro e as palavras desse livro, uma banana, o silêncio, as alucinações de uma erva peyote mescalina portas da percepção, o desejo de trabalhar produzir ganhar dinheiro subir de vida ou mesmo só ter mais que aquele ali de nariz em pé filho da puta, a inveja, o ódio, a decepção, todas as imagens e sensações, tudo, isso é a existência, isso é a beleza da existência, e não, nunca houve-há-haverá portas a serem abertas, verdades a serem reveladas, nada,a verdade, ela está aí, e é, e não há nada que se possa fazer além de existir.

postado por Chico 10:54 AM |

Sábado, Agosto 12, 2006

Chuva


Uma coisa interessante seria dancar sapateado naquele dia chuvoso de paris, que as loucas espanhola-mexicana's foram correndo pela rua e me levaram junto, eu assim meio sem jeito, e fizemos roda e cantamos, uma hora até em portugues, que eu ainda nao sei como elas conheciam a canção, Oh, chuva, eu peço que caia devagar, molhando esse povo de alegria , para nunca mais chorar. Queria que a chuva pudesse ser tao agradavel aqui como foi naqueles segundos magicos de paris, mas chuva em berna é um pleonasmo, e foi assim que disse marilia....

postado por Chico 10:10 PM |

Sexta-feira, Agosto 11, 2006

Incompleto que falta força para conseguir superar as barreiras que a minha repetição esmaga a mim mesmo ou Uma coisa bonita que eu não soube escrever, e desisti de terminar

Era o aniversário dela, a banheira era agua um pouco, e o carrinho mergulhando silencioso submarino, sorriso infantil felino alegre de brincar com seu carrinho na banheira de casa, esticando-se quase tombando pra poder enxergar melhor, que tomba, tomba quieto a cabeça debaixo d'agua, tomba quieto o gato só a cabeça afundada, afogada, e balança os bracinhos curtos iguais aos meus que nao conseguem achar o chão, respiração, bolhas saindo e cabeça mãos pernas criança sem ar, vermelha roxa preto, preto, olhos fechados preto, numa escuridão silenciosa que dura suficientemente para acontecer luz, Luz. E é assim que os animais nascem,as formigas crescem, morrem, carregando a comida ao formigueiro, e formiga carregada pelo chão de areia casa, sala, quarto,e a pequena quieta deitada no seu leito de morte, era o seu aniversário minha irmã querida, era o seu aniversário ali calado ao seu lado no leito de morte, eu vi a morte vindo te levar, eu vi e saí a cabeça d'agua rapido, esquecendo mesmo o meu carrinho, e corri a pedir ajuda para te salvar, falava falava mas ninguém ouvia, gato gordo com garrafa de cerveja, gata velha lavando roupa, e eu tão pequeno não podia te deixar, não, ela te levava, carregava para longe de mim, azul, e eu corria , corria o mais rapido que podia, pelo meio entre as casas e gatos, esquinas, terra batida, estreitas vielas por onde você desaparecia, e o que era aquilo na roupa da senhora ali atrás, o que era aquilo, não podia parar de correr, mas era tão estranho, como se fosse, não, não sei, nunca tinha visto algo assim antes, volta, pára e observa, as senhoras conversando, puxa a estrutura estranha que se abre e deixa o vento sair, esvazia senhora vento de uma vez, esvazia assim num susto aquela senhora que não se sabe bem como podia parar de pensar, talvez por medo, volta a correr, corre , corre a tentar realcançar sua irmã, e a noite descendo como que de súbito, as luzes fracas da estrada acesas, uma solidão amarga incompleta, e a saudade da irmã perdida no aniversário morte de desesperança caída que continua já nem sabe mais porque a correr, mas ali no fundo algo, sim, ali no fundo algo, corre mais forte força ali no fundo algo, sim algo, minha irmã e a morte andando de mãos dadas pela escuridão da estrada, apresso o passo, um pouco mais, e quando vejo, olho o olho minha irmã me olha e pára a morte eu irmã estrada, cansado de tanto correr, chamando pequeno para que voltasse comigo ,que viesse para casa, ela sorrindo quer vir mas a morte não solta, não deixa, não deixa, eu grito, grito, e puxo, puxo ...

postado por Chico 1:51 PM |

Terça-feira, Agosto 08, 2006

Noite de berlim

Eu nao posso falar muito bem o ingles, nao posso falar nem entender nada de alemao, ela era bonita e joelho inchado perna imobilizada, que aperto sem querer e doi e eu peco desculpa e olho com cara de cachorro manso, fome, e ela me abraca baixinho sem jeito, um pouco timida, e eu abraco e sinto seu corpo alemao encostar no meu , sorriso e beijo, e sorriso, e esse foi o mais importante da noite...

postado por Chico 11:01 AM |

Segunda-feira, Agosto 07, 2006

...

postado por Chico 3:44 PM |

Meu nome pisca no msn, assim -


mas esta ocupada no momento...

postado por Chico 2:57 PM |

Domingo, Agosto 06, 2006

Proibido Fumar

Eu queria uma maquina de escrever bem aqui na minha frente, minha mao, meus dedos, assim soh pra passar o tempo, que sou pao dura e nao vou gastar quatro euros numa droga de sudoku, nem quero estourar minha barriga de comida, que estou compulsiva, uma bolota compulsiva que nao sabe parar de comer, e Burger King, Mac Donalds, Febo!-Febo!-Febo!(gritinhos abafados espanhois), qualquer coisa gordura, qualquer coisa hamburguer, qualquer coisa 5 euros ,duas vezes por dia e banha gorda saltando para fora da saia, nao hoje, nao, hoje vou ateh o supermercado, uma salada, isso, essa aqui (2,55 euros), mas soh posso comer as seis da noite porque acabei de comer um pacote de amendoim e acho que isso ja esta bom para o resto do dia, mas falta tanto pras seis, que horas tem mesmo?(11:20am), Ok, nem estou com fome, eh soh ansiedade eu sei, tenho que inventar alguma bobagem pra passar o tempo, alguma dessas bobagem pra esperar na estacao de trem, mas o que?, se ao menos eu conseguisse pensar em algo... ... ... Pensa, vai por favor, nao passaram nem vinte segundos, quem sabe se eu dormisse um pouco? nao estou com sono mas posso tentar, encostar a cabeca no mochilao , eh ateh que eh confortavel, mais do que imaginava, se tivesse com algum sono ate podia dormir direito, mas agora, nem , nem dah, sou muito lesada mesmo, porque nao reservei com antecedencia o bilhete, agora soh 23:41, nao sei se aguento ateh la, falta tanto, e eu estou com tanta fome, argh, que horas tem?(11:21), nao eh possivel que esse tempo nao passe, nao pode ter passado soh um minuto, falta tanto, tanto, bem que podia comer logo a salada, nao nao, soh as seis, , esse relohgio esta andando mais devagar que o normal, olha soh esse ponteiro que lento, tic, tic, tic tic, tic,..uuumm, doooois, treees... ai que saco... essa eh a pior forma de passar o tempo, ficar olhando o relogio soh faz demorar mais, eh verdade, acho que o negocio eh comer logo essa salada, mas bem devagarzinho pra enganar o estomago e o tempo, e depois qualquer coisa fico sem comer a noite, na pior das hipoteses vou ali na rua e fumo um cigarro, mais vale um efizema no pulmao que continuar assim gorda que nem eu sou... mas um big tasty ateh que cairia bem...

postado por Chico 6:07 AM |

Sexta-feira, Agosto 04, 2006

War

Objetivos:

Johnny - 18 territorios com dois exercitos em cada um

George- 24 territorios

Mauricio- europa america do sul e um outro continente qualquer a sua escolha

Chico- Dominar o mundo!

postado por Chico 9:17 AM |

Sexta-feira, Julho 28, 2006

de toi a moià quelq'un, au brésil

Pour cette drôle de barque qu'un jour nous avons prise ne croyant plus qu'en nous et en nos lois habilles,toi et moi qui embarque quittant la terre promise dont les amours se nouent en un destin fragile, pour ce drôle de navire qui fut notre refuge où nos corps bousculés se croyaient immortels, nous attendant au pire affrontant les déluges nos joies miraculées de cris antes éternels; Je te quitte. Pour les subtiles nuances de nos doutes éclairés, le serment de nos coeurs et nos routes bohémiennes, pour nos belles divergences et nos complexités, pour l'infini bonheur de ta peau sur la mienne, pour toutes nos expériences savamment excitées, nos fumés et nos cames, nos jeux électrisants, pour notre adolescence qu'ensemble on a quitté, pour l'homme et pour la femme que nous sommes à présent; Je te quitte. Pour nos puissantes querelles qui nous brûlèrent les ailes, nos tendresses officielles et nos fuites instinctives, pour ces instants mortels de vrai bonheur bordel!, a contempler le ciel claquant d'étoiles furtives, pour ce grand firmament patiemment dessiné, et pour ce ciel vivant où nous nous sommes planqués, pour les nombreux tourments si souvent contournés, et pour tous les suivants où tu vas me manquer; Je te quitte ... Je te quitte...

postado por Chico 6:32 AM |

Terça-feira, Julho 25, 2006

Clochards

Esta é uma frase qualquer, uma frase qualquer e nada, qualquer um, qualquer coisa, escreve-se para qualquer pessoa, come-se de qualquer maneira, murmura-se qualquer grunhido, canta-se qualquer sorriso, e qualquer um, qualquer dois, ou três, mesmo que sejam mais saberão o que tem que fazer, não se escreve qualquer coisa à toa nem que o sentido possa passar desenganado pelas bobagem ditas e repetidas qualquer coisa à toa sempre resta coitada caida, e no fim se percebe triste, qualquer coisa vive, qualquer coisa suja, qualquer coisa imunda de trapos velhos resta no chão sem sentido de uma piada de Paris, qualquer coisa suja e seu cachorro doente morre sem morrer naquela velha piada pixada em qualquer velho muro de qualquer velho prédio nessa velha Paris, essa pequena velha cidade de trapos sujos que resta sozinha com o seu cachorro e dorme sozinha com seu cachorro e grita sozinha com o seu cachorro enquanto espera o tempo passar, enquanto espera o tempo passar e outra coisa suja, outra coisa feia, outra coisa qualquer e o seu cachorro chegam assim sem muito o que dizer, qualquer coisa sobre um cigarro, fogo, sobre acender, e qualquer coisa suja sai de um bolso imundo entre dentes podres na boca de outra coisa qualquer, qualquer coisa velha bebe qualquer coisa suja, qualquer coisa vinho, e sorri a barba nojenta como que para quebrar qualquer idéia gente que qualquer um possa ter sobre a infelicidade de qualquer coisa jovem , qualquer coisa podre, qualquer coisa que se alimente de restos de comida ao lixo, de lixo podre na boca quase sem dentes fedendo o corpo todo e bebendo vinho sem parar, e bebendo vinho rindo para outra coisa feia que abraça ela a garrafa e cospe vermelho imundo o rio senna , qualquer coisa suja disputa a boca de dois cachorros doentes, qualquer coisa nojenta se mistura entre dentes podres nas bocas mortas de outras coisas vivas, qualquer coisa sexo surge entre trapos sujos, qualquer coisa suja de pernas abertas, de gemidos contidos, e qualquer coisa ardida de sujeira assada, qualquer coisa sexo, qualquer textura viscosa, e gozo sujo rapido sujo de qualquer coisa calada, de qualquer coisa que resta parada enquanto outra coisa de prontidão late assustada para o carro escuro que vinha passando a toda velocidade em plena madrugada.

postado por Chico 11:00 AM |

Sexta-feira, Julho 21, 2006

Uhrg, faz calor aqui...

postado por Chico 11:40 AM |

Segunda-feira, Julho 17, 2006

Para não dizer que não falei era uma vez

Mamãe olhou para mim e disse para que eu parasse com isso, que ja passei da idade de brincar com amigos imaginarios, é triste perceber que ela tem razão, que no fundo eu sou uma boba, que eles não estão la, é coisa da minha cabeça sim, mas é tão bom na minha cabeça eles, tão melhor o mundo assim, Totô é meio quieto , timido o pobrezinho, não tem nenhum amigo, igual a mim, fica sempre pulando num pé so e repetindo pra dentro qualquer coisa irracional, é meio doidinho o coitado , mas eu amo ele mesmo assim, que não ligo pro que os outros vão pensar, quando me abraça um sorriso eu sou a menina mais feliz do mundo inteiro, e do sistema solar, e da via lactea, e do universo, e do que tiver depois do universo, e depois, e depois, assim bem grande mesmo que você nem pode imaginar, com o dedão do pé engraçado ele esmaga os bichinhos de luz malvados que ficam querendo pertubar o meu sono, é bom dormir com ele, o unico problema é que quando acordo tenho que ficar limpando as bolinhas de sangue que se espalham pelo meu quarto, porque minha mãe vocês sabem como é, uma vez eu me esqueci de limpar o quarto e quando ela se deparou com o estrago que Totô tinha feito durante a noite- tinha se divertido bastante, nunca tinha o visto matar tantos bichinhos- ficou toda assustada, me levou para o médico e tudo, que ela esta com algum problema doutor, eu acordei e a cama dela estava cheia de manchinhas de sangue acho que ela esta tendo algum sangramento nasal, esta limpando o nariz na fronha, qualquer coisa assim, não mãe, não é nada disso, foi Totô, ele sempre mata os bichinhos de luz, Minha filha isso é sério, pode parar um minuto pelo menos de ficar inventando historias mirabolantes?, Pode ficar tranquila, minha senhora, não ha nada grave, não tem com o que se preocupar, fiz os exames de rotina e ela esta em plenas condições, mas de qualquer forma me ligue se ocorrer outro sagramento, os narizes das crianças são um pouco frageis, é raro mas as vezes ocorrem sagramentos, ela talvez esteja com alguma irritação alergia, preste atenção, mas hoje eu limpo bem a cama toda manhã para não criar problemas, e depois eu sento no chão e fico olhando quieta para o nada, é bom olhar quieta para o nada, você cruza as pernas assim,e fica parada olhando, pode abraçar as pernas desse jeito também, mas eu prefiro assim, ou assim igual a Totô, com os dedinhos mechendo fazendo magica, ou qualquer outra coisa fingindo ser magica, que as luzinhas são bonitas e eu gosto de chamar de magica, gosto, gosto mesmo de olhar para elas assim, fixamente, e olhar pra elas e dizer que olho pro nada, ver meus dedos mexendo e se desfazendo, minhas pernas virando farelo-de-existência-pernas, e eu sorrindo um sorriso isolado, sendo sorriso solitaria, como se num instante passasse a sentir-ser-estar, e que de qualquer forma não fazia muita diferença, que so pra mim isso é divertido...

postado por Chico 1:15 PM |

Escutando no ouvido para estar mais perto ou Bouteille a la mer

Eu perguntei para Lua , o sol não sabia nada, eu mostrei minhas chagas e a Lua zombou de mim.E como o céu também não era assim genial e estava claro que eu não melhorava. Eu disse "que infortunio" e a Lua zombou de mim. Eu perguntei para Lua, se você ainda me queria. Ela respondeu "eu não tenho habito de cuidar de coisas assim", e eu e você, nós estávamos tão seguros que as vezes até nos falávamos que era só uma aventura e que não iria durar muito.

Não tenho nada para te dizer nem mesmo algo para te fazer rir. Por que eu imagino sempre o pior,

o melhor me faz sofrer.


- me manque un truc drolê

postado por Chico 9:31 AM |

Sábado, Julho 15, 2006

...



E foi assim que uma parte pequena de mim partiu para belgica

não é que doa , mas eu queria pelo menos um pouco mais...

postado por Chico 8:59 AM |

Quinta-feira, Julho 13, 2006

La vie ou Un truc merveilleux



C'est la vie, le sucre, la musique, n'importe quoi, même avec des escaflandres, avec un truc électronique, un truc comique, un mec blond, ou autre chose, n'importe quoi, si on était ivre , si on était drogué (par le sucre), si les français sont sadiques, non, n' importe quoi, nous sommes drôles, nous sommes heureux - même si tristes - nous sommes supers, et ce blablabla pour rire et écrire quelques trucs en français, quelques trucs pour dire que la vie est comme ça, comme le sucre, les américaines, mexicaines, la mondialisation, oh, non, la mondialisation, tout le temps la mondialisation, je suis fatigué, mais je suis Brésilien, et je ne laisse jamais tomber!

( je suis trop nul en français , j'ai toujours besoin d'aide)


-revu et corrigé par Mathilde:




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postado por Chico 8:09 AM |

Segunda-feira, Julho 10, 2006

Pas Hongrie, Belgique!

Eu estou descendo a escada, estou com a cabeça cheia de palavras estrangeiras, estou um pouco cansado, estou com as mãos suadas,estou abrindo a porta e é a porta do terceiro andar, estou andando e ouvindo musica, eu ando e ouço musica sempre nesse lugar, estou na cozinha do terceiro andar e penso em preparar algo, estou com fome, e penso que devo aprender melhor o francês e penso que não adianta querer aprender francês se esses espanhois so falam sua propria lingua e que minha companheira de quarto também não se esforça nem um pouco para me ajudar, ela não consegue dizer uma so palavra que não seja em português, mas não, eu não quero, entende, não, não quero perder meu tempo com essa gente nule que me segue e aperta minha bochecha e me diz como estou bonitinho que a titia tem um presentinho pra você, não!, não!, sera que ela não percebe que não quero ganhar roupa?, queria um brinquedo, um jogo, um livro, qualquer coisa menos roupa, sera que ninguem percebe que criança não gosta de ganhar roupa?, sera que não percebem que eu sou uma criança?, sim, eu sou uma criança, não me olhe desse jeito, eu quero ser uma criança, me deixa em paz, não quero crescer, não, nunca!, não quero ser chato e viver nessa redoma de boas maneiras, não quero ser sério e fingir que o que eu digo é importante, quero ser genial, quero ser magico, encantador, quero poder comer danoninho todo dia, e comer chocolate até não aguentar mais, eu quero e faço, que estou na cozinha e estou comendo chocolate e estou comendo chocolate e me sujando todo porque as crianças se sujam todas quando comem chocolate, estou limpando minha boca com o braço e estou sorrindo os dentes todos sujos,e eu sorrio os dentes todos sujos para o nada e como chocolates, sim, e o nada dessas cozinhas francesas é tão engraçado, ele entra assim sem mais nem menos com um laptop na mão e não consegue conectar a internet, fala um pouco comigo e muitos aime bien, muitos aime bien e uns olhinhos azuis sorriso no rosto, e esse modo todo encantador de olhar para baixo e dizer consigo mesma, n'importe quoi, n'importe quoi, que eu nem sei se escrevi corretemente mas eu estou na cozinha e não vou procurar um dicionario agora, estou na cozinha e quero continuar a conversar com ela, estou na cozinha e estou tremendo nem sei porque, la mondialisation peut-etre, os clichês que se espalham sem do nem piedade esmagando toda essa existência banal e fazendo com que a Ana e o Petit chien de Isabelle possa também ser Mathilde e o Petit chat da Belgica, não Hungria, vale ressaltar.

postado por Chico 9:30 AM |

Saldo desse domingo:
12 garrafa de cerveja
5 vinho
19231093132129929 palavras em espanhol
1 pais desolado
8 estrangeiros suicidas
1 americano mongol
1 casa vomitada
1 mexicana

total: 5x4 para Italia nos penaltes!!!

Ps: Sorte que o Baggio se aposentou...

postado por Chico 8:05 AM |

Sexta-feira, Julho 07, 2006

Estrangeirismo

Muito tempo eu não tenho muito informação agora. Uma Lingua diferente é dificil entender, e nao uma duas, tres, quatro, todo mundo fala junto e nos ficamos assim perder, como eu com o computador, que as... como diz isso?, que bate, bate, clac, clac, clac, entende? ah, sim, obrigado, teclas,teee-clas, obrigado, tchau, oi, como vai voce , so isso sei dizer, e repito , repito, que e legal falar com esse sotaque e eu erro sempre o sotaque e , e , e eu nao sei, eu nao sei, risos, ah sim, os espanhois, e nao so espanhois mas mexicanos, chilenos, colombianos, somente isso fala espanhol aqui, tem tambem muito americanos, mas eles sao burros e se nao pedantes, eu nao amo muito eles, amo a francesa antende na foyer, aniela o nome, e ela eh todo o tempo legal eu e , como diz isso?, ah sim , atenciosa, ela lê cortazar ontem e eu fico todo encantado e converso muito com ela, eh bem legal, gosto dela, ela me mostra um guia com varios caminhos para fazer paris, e me diz os melhores , eu gosto conversar com ela, mas melhor é isabella, espanhola, me leva para cortazar cemiterio, para casa cortazar, ela faz filosofia e fala frances muito bem, estuda aqui na paris, sua familia é galicia, ela entende portugues, nao fala mas entende um pouco, eu amo muito, muito, muito ela, vou convidar para teatro hoje, quero ver ionesco, ontem vou ao show sigur ros, é muito legal, melhor show da minha vida, nunca 40 euros vai tao bem gasto, eu sou feliz, amo todo mundo do brasil, mas quero ficar na frança, quero morar aqui, é lindo, muito,muito, e mesmo que eu nao sei falar muito bem é bom, mesmo que eles sao chatos futebol e gritam, gritam, e nao sabem.... comemorar (existe isso?), mas é bom, muito bom, Trop, trop, trop genial, presque incroyable.... Oh, pardon, j'ai parlé en francais, Au revoir!!!

postado por Chico 8:32 AM |

Terça-feira, Junho 27, 2006

Les Deux Moulin



Cafe des Deux Moulin, 15 rue Lepic, 75018 Paris ( Àlgumas quadras do Moulin Rouge).

Quinta feira me encontrem lá se quiserem...

postado por Chico 3:13 AM |

Domingo, Junho 25, 2006

Anna e o petit chien(musica incompleta)

Anna escreveu uma canção
que falava de um balanço azul
e duma menina cor de bílis

Anna nao notava
mas as crianças do parquinho
já faziam filas pares
de crianças ímpares

Anna cantou para a mãe tão cuidadosa
que lhe entregou aquele disquinho
azul perolado quase descascado
azul perolado um pouco arranhado

Oè est le petit chien?
Où est le petit chien?
Où est le petit chien?


Isabelle Coelho

postado por Chico 4:15 AM |

Sábado, Junho 24, 2006

Coisa antiga que senti vontade de postar:

Espera

Permitiria que passassem mais três passageiros, quatro, enquanto consultava um relógio um termômetro e enfiava mais umas cinco batatas na boca.Quatro horas e cinqüenta e sete minutos. Trinta e dois graus, provavelmente trinta e cinco que dez por cento é descontado automaticamente nessa maquina estúpida, ao menos foi o que me disse aquele pedinte argentino da Voluntários da Pátria com quem travei alguma amizade durante o carnaval do ano passado. Não tinha mais dinheiro para bebida, dois ou três amigos, alguns berros aleatórios enquanto um deles falava algo sobre a transição que era comum nessas épocas do ano em que abundavam a bebedeira e o tédio, Acabou a vodka, devem ter comentado e não era de se espantar as repetições e verbalizações do tipo ¿não era de se espantar...¿. Ele apareceu pouco depois com uma latinha cheia de moedas na mão, falando com aquele sotaque forçado ,cantando alguma coisa estranha que não soube identificar e oferecendo um pouco do vinho que carregava numa espécie de cantil pendurado nas costas. As peças de roupa que se amontoavam umas sobre as outras , a crosta de sujeira que deixava a pele amarronzada e o cheiro , sim o cheiro, que se não visse aquela barba suja de vinho e o cabelo grudado, as meninas vestidas de freira do outro lado piscavam para mim, mas eu preferi mesmo a companhia do mendigo, preferi receber esmolas de uns turistas holandeses, preferi dançar trégua e catala , preferi catar comida no lixo e dormir debaixo de uma marquise com um cobertor cinza, sem cor, pinicando no meu braço, que se fosse num dia de domingo , ou não , quem dera algo mais. Mas não, não havia nada mais para lembrar, que nessas horas a memória falha, ainda mais se esperamos alguém, ainda mais se esse alguém chega, ainda mais se a batata frita cai no chão e o refrigerante derrama na roupa e o relógio indica cinco horas e um calor de trinta e sete quarenta graus e a buzina chata do ônibus e o suor pingando na testa e a gritaria da rodoviária e as malas jogadas no chão e ..., arfh, cansei, e mais nada. Respira fundo, recupera o ar, abrindo um sorriso meio de canto, com restos de batatas presos ao aparelho, para Laura, Laurinha, que vinha tão bonitinha ,saltitante até o ônibus, e dois beijinhos, abraço, com um lacinho vermelho na cabeça.
- Oi ,menina.
- Oi!- Sorriso bobo - Está esperando há muito tempo?

A vida toda...

postado por Chico 12:24 AM |

Sexta-feira, Junho 23, 2006

Acordar de manhã e correr na praia

Abro parênteses ( Quando eu corro assim, de mais, e corro, e continuo correndo, cansado, ouvindo musica, de preferência moptop - é bom para correr -, chega um momento em que minhas pernas não sentem mais o chão, o cansaço desaparece, e eu penso sorrindo que essas pessoas matinais da praia de icaraí correndo, caminhando, pedalando, paradas, tão absolutamente alienadas do explendor magnifico em frente aos seus olhos, o tratam como mais uma visão do cotidiano, ai, se elas soubessem ) fecho parênteses

postado por Chico 3:32 PM |

Domingo, Junho 18, 2006

Ela tem as pernas longas, eu as pernas curtas, mas mesmo assim acham que somos irmãos e é impressionante que sempre passo por irmão dessas meninas que me cercam a vida, Petrópolis foi muito bom, reaprendi o sentido dessa cidade,dos seus hotéis baratos e de dormir abraçado numa noite fria...isso enquanto a acompanhava nas compras, mulheres, mulheres...

postado por Chico 8:34 AM |

Segunda-feira, Junho 12, 2006

Das justificativas para um sonho bom

Quatro horas da manhã, bêbado, chega à porta de casa, celular no bolso, na mão, os dedos sobre os botões, e send, telefone no ouvido, escuta chamar uma, duas, três, Alô(por que é que sempre atende com essa voz sonolenta?), Alô, Julia, sou eu, Rafael, estou na porta de casa, não queria acordar mamãe, tem como vir abrir pra mim?, Tá, to indo, desliga o telefone, de volta ao bolso, barulho ao fundo, atenção, ... ,chave na fechadura, girando, clackt, porta abrindo, o rosto cheio de sono da irmã acordada, Oi , cochichando, Oi, respondendo, dois beijnhos, Desculpa te acordar, pode voltar pra cama, Ok, se vira e vai, ele em direção a cozinha, geladeira, abre, olha, nada que preste, forno, abre, nhoque velho, vai isso mesmo, na fome come-se qualquer coisa, e até confesso que agradam-me bastante os nhoques velhos da minha casa, tira a tigela, um prato no armário da esquerda, uma colher na primeira gaveta, e nhoque na colher, no prato, na colher, no prato, na colher, no prato, pronto, só isso está bom, é só para enganar o estomago, prato no microondas, colher na boca, gosto frio de nhoque velho, sorrido lambendo os beiços enquanto o prato gira, piiiiii, abre o microondas, nhoque, come com a colher mesmo pra não sujar mais talher, e todo o prazer inenarrável de saciar a fome, todo prazer inenarrável de preencher um vazio, que bebe um copo d'água para ajudar a digerir, senta num banco e descansa, dez, vinte, trinta, quarenta, cinqüenta segundos, levanta e lava a louça pois não quer ouvir reclamação, um prato, uma colher, e só, tigela de volta ao forno, e agora já pode ir dormir, caminhando passos surdos, sala, corredor, seu quarto, abre a porta com cuidado, o quarto estático, computador, armário, cama, quem está na cama?, fecha a porta com cuidado, novamente corredor, um, dois, três passos, quarto da irmã, mão na maçaneta, gira, porta rangendo de leve, entra rápido e fecha silenciosamente, Julia, você sabe quem é que tá na minha cama?, Hum,(sempre resmungando de sono),que?, onde?, Na minha cama, Ah, sim, é uma prima do papai que veio do Paraná pra passar uns dias aqui no rio(fecha os olhos novamente),Porra, ninguém nem pra me avisar, botam qualquer um na minha cama e nem pra me avisar, Tá Rafa,deixa eu dormir, que tenho aula amanhã cedo(ela sempre tão bonitinha com sono),Mas onde eu vou dormir então?, Se vira, arruma um colchão ai, Posso dormir com você?, Tá, deita aí, mas não me enche mais, eu quero dormir, por favor, se ajeita dando um espaço para o irmão deitar, travesseiro sobre a cara, e tenta voltar a dormir, irmão deitado na cama, se cobre,o pé pra fora do cobertor, encolhe as pernas, todo dentro do cobertor, cobre a irmã com carinho também que o cobertor dá para os dois, e tenta dormir, e tenta incessantemente dormir, mas sua cabeça parece povoada de histórias tolas e ele quer escrever, precisa escrever, e diz isso pra si mesmo como se fizesse diferença, as palavras vem surgindo na cabeça dele e a idéia de que não pode entrar no seu quarto, ligar o computador e escrever freneticamente toda essa vontade transbordando da sua cabeça, vontade transbordando pelos seus dedos, fluindo o corpo todo e voltando sem resposta, começa a roer as unhas, e que se dane, não posso escrever mesmo, tenho que aceitar a minha condição, se ao menos conseguisse usar papel, mas não, estes são para as madrugadas da minha irmã, e a abraça quieto fechando os olhos, tentando dormir.

: As reuniões do clube eram secretas, cinco marmanjos e eu vestido como revolucionário francês, estudante revolucionário francês de 68, cinéfilo, Theo, e esse monte de bobagem que se pode concluir, boina, óculos, e tudo mais, Quem sabe se o novato não consegue soletrar dessa vez, eu era o novato e como todos os novatos não via a dificuldade que podia haver em soletrar aquele nome, Maria, como poderia ser mais simples?, quem é que não consegue soletrar Maria?, Eme, A, Erre, É, não, não, I, não É, Pff, as caras frustradas de que já sabiam que não seria dessa vez , que tinham certeza de que ninguém conseguiria soletrar aquele nome, não assim de primeira, talvez com algum tempo de treinamento conseguissem terminar o Maria, mas ainda assim teria o seu sobrenome Gentil para soletrar, e não, esse é realmente impossível, até hoje não houve alma viva que conseguisse completar tal tarefa, mas sabia que podia, não devia ser tão difícil, treinei um pouco mentalmente enquanto seguia em direção ao tal colégio, a partir daí só me lembro da água na piscina e uniforme-disfarce encharcado, e o desespero de quem vai ser pego que daquele jeito acabariam me descobrindo, corre a um banheiro para se esconder, e de repente a salvação, Companheiro Rafael, ainda bem que te encontrei, estávamos preocupados, mais uma dessas saídas e o destino do clube estaria extremamente ameaçado, vista logo isso, e recebe um outro uniforme, veste, e partem, correndo o máximo que conseguia pelos corredores, tentando acompanhar os passos do companheiro de clube, mas logo se perdem e ele não sabe mais por onde ir, um grupo de alunas saindo da aula, se esconde, entra na primeira sala e fica mudo, Maria Gentil, pensa-mudo, não posso falar, puta que pariu não consigo soletrar o seu nome, e o corpo paralisado estático, ela se aproxima, O que você está fazendo aqui?, Diga?, os dentes travados que não pronuncia uma palavra, ela chega mais perto, mais perto, e quase sem raciocinar puxo-lhe até não haver mais distância alguma, excitação animal entre as pernas, e uma mão na nuca, forçando boca contra boca, resistência mais que beijo, segurando forte e levantando a saia aos poucos, contra a parede, excitação, calcinha entre os dedos, dedos reconhecendo lábios, outra mão nos seios, que tira a camisa já com aceitação, abre o ziper da calça, e pele contra pele, encaixando com cuidado sem falar, resistência com os braços mas nenhuma palavra, e se vê tomada o corpo todo num ir e vir frenético de gemidos contidos, um ir e vir de suor e força, mordidas, beijos, que as línguas já se cruzam numa vontade um do outro, indo e vindo, indo e vindo, com uma insistência continua, uma necessidade completar que não completa, se perpetuando para fora da esfera racional, estendendo-se num prazer-excitação mutuo, que só se completa após um estender eterno num abrir de olhos orgasmo, num abrir de olhos e se deparar com aquele rosa, o prazer do orgasmo pelo corpo, mas que rosa é esse?, acordando o sonho mundo, o sonho corpo, corpo mãos seios, boca, sexo, acordando rosa, cabelo rosa, e os dois irmãos encaixados num orgasmo sonho que fugiu da razão que conhecia este mundo.

postado por Chico 11:06 PM |

Sábado, Junho 10, 2006

Emo sim.

postado por Chico 3:37 PM |

Sexta-feira, Junho 09, 2006

-Preciso de ajuda, nao sei bem de que, nao sei bem pra que, sei que preciso. as coisas vao mudar e tenho medo disso, medo de mudança, medo de ser pior. preciso de um abraço, solidão é coisa da minha cabeça mas dói. Sinto falta de tudo isso que ainda nao vi. vai fazer um ano, um ano que quase nao se reconhece, que mudei tanto, tanto... e nem lembro mais da vida sem essa mudança, ele me fez vazio, me fez nada querendo ser alguém, me trouxe o medo da morte, todos os sonhos dentro de mim, a sua falta de perspectiva se perdeu, ganhou vida, me deu vida. e agora? cadê os sonhos? No momento que o ganhei, me perdi, e agora? cadê o sonhos?!?!


(era desse tipo de honestidade que precisava...)

postado por Chico 10:03 PM |

Quinta-feira, Junho 08, 2006

Uma certeza e o resto é turbilhão de sensações distorções dúvidas, que chorar é bom, e repito isso baixinho quando tento evitar, sentir é bom, e mais uma vez, que dá medo, viver da medo, ainda mais quando não se sabe como fazer, e ninguém está nem ai para você.

postado por Chico 4:37 PM |

Quarta-feira, Junho 07, 2006

(Olha só quem está falando..)

postado por Chico 2:33 PM |

Quinta-feira, Junho 01, 2006

Toda Flor

Dos anos anteriores eu não lembro bem , mas isso não importa, ("Não vou ficar contando aqui a porcaria da minha autobiografia" me lembrou Salinger, e Holden, e me deu ânsia de vômito, e tive que correr para o banheiro, vaso sanitário, e na minha cabeça bulimia, e antigos amores, mas volto que tenho que contar uma história!) mesmo daquele casaco verde meleca, daquelas blusas xadrez que tanto gostava, e de outras coisas que já estou me estendendo demais e ainda nem comecei o que tinha que dizer. Era uma judiazinha bonita com uma flor na orelha que vi um dia passeando na Avenida Paulista apesar de nunca ter ido lá pois não ando muito por essas bandas de São Paulo a qualidade do ar é baixa e sofro de problemas respiratórios desde os três anos e nem que eu quisesse e tentasse eu conseguiria o meu irmão à noite ou de dia mas principalmente à noite pois fica mais evidente que as estrelas não aparecem porque é sempre quente e nublado e o sol se esconde e sabem como é que os cientistas dizem é o efeito estufa sua fé e ela balançava a cabeça e sorria um pouco e a flor que não sei nem como conseguia respirar naquele monte de fumaça que eu não conseguia e que se não fosse um sonho e eu não sabia se não era mesmo um sonho mas se não fosse e eu estivesse realmente ali na frente dela com um livro do Saramago na mão e os indicadores de qualidade do ar piscando vermelho deveria começar a tossir desesperadamente e a cuspir sangue e a vomitar meu pulmão como vomitei a droga do apanhador no campo de centeio no vaso sanitário de uma estação rodoviária e acho que vou acabar vomitando isso do josé saramago também porque meu intestino tem andado sensível e é só degustar algo um pouco mais amargo que começo a cuspir sangue e dar ataques histéricos típicos de mulherzinha que ela acaba tendo que passar a mão na minha cabeça e rir consigo mesma(de mim) e dizer que é só entrar numa loja qualquer vamos ver uns discos que logo-logo você se acostuma com o ar que no inicio é assim mas depois melhora e eu que não conseguia parar de olhar para flor no cabelo dela e também aquele sorriso de monalisa um pouco tímido mas que mostrava uma espécie de carinho e as mãos dadas caminhando felizes pela calçada falando bobagens comendo bobagens e esperar ela na frente de um sebo esquisito e o pombo defecando no meu braço e logo depois o pombo pousando no ombro do moço pintado de prata e estragando toda a encenação mostrando a falta de profissionalismo que se move e espanta o pombo e que ninguém mais vai dar notas ou moedas ao menos ninguém deveria não acho certo gratificar estatuas que se mexem e ela voltando e me emprestando um lenço que tira do bolso e limpa rápido os restos da merda do pombo e contando que foi cantada e rindo do velho tarado sim era um velho tarado e ria mais um pouco me lembrando bukowiski me lembrando um monte de outras coisas e pessoas que não sei quem são mas apareceram e disseram que ia ter uma festa na casa de outra pessoa que disse que estava se mudando e queria festejar a despedida ou a inauguração qualquer coisa pra ter uma desculpa pra reunir os amigos e eu que nem amigo era mas apareci por lá mesmo assim e aquele menino engraçado que me abraçava como se fosse a primeira vez que me via sabendo que já tinha visto ele em outro lugar mas não podendo mesmo dizer onde e pensando que dejá vu e que um dia quando estivesse mesmo dormindo no sofá abraçado com ela e com tudo isso de carinho que nos meus sonhos eu tinha certeza que era amor e que eu fosse para o computador meio cansado depois de uma outra noite de insônia e começasse a escrever aquilo tudo de inútil de inútil de inútil que eu sempre escrevo e fingir que esquecia dos pontos e das virgulas e das coisas todas que me aconteceram pele contra pele suor língua pele suor corpo boca desejo e dizer que depois de tudo a única coisa que não podia esquecer era daquela flor ali no cantinho que não sei como podia respirar que não sei como conseguia continuar viva e tão linda cheia de cor e ouvir um galo cantar e lembrar que está frio que já é de manhã e os galos nessa cidade cantam com uma lagrima só umazinha para dar um tom poético escorrendo no meu rosto.

postado por Chico 11:46 PM |

Quarta-feira, Maio 17, 2006

Deixa eu decidir se é cedo ou tarde....



É tarde...

postado por Chico 10:02 AM |

Terça-feira, Maio 09, 2006

Moptop....

postado por Chico 2:49 AM |

Cansei de discursar para ninguém...(Não, eu não vou terminar o blog, só cansei)

postado por Chico 12:09 AM |

Quarta-feira, Maio 03, 2006

Sonhos estranhos povoam minhas noites...

postado por Chico 12:14 AM |

Terça-feira, Abril 25, 2006

Paternidade

Chico, eu to grávida.

Tu sabe se é meu?

Não sei ,né...

E em todas as vezes abri esse sorriso orgulhoso com a hipótese de ser pai...

Rosa, te amo

Houve uma vez dois verões, uma vez um amor, que mesmo a péssima direção, a canastrice dos atores, o enredo e a trilha sonora bem colocados salvam, e é isso que me faz lembrar minha pequena serelepe toda feliz falando do Juca, do Chico, da Rosa, e é isso que me faz sorrir nessa espécie de catarse-desejo que nunca pagaria 1000 reais pra deixar de ser pai.

postado por Chico 8:52 AM |

Domingo, Abril 23, 2006

Três idéias conto na cabeça:

Primeiro:A vida anarco-punk do rio de janeiro, a idéia é abordar uma personagem que é ícone dentro desse meio, discussões politicas, e inocências filosóficas encatadoras, titúlo: A doce mentira da Senhorita Kaoru

Segundo: O meio cultural e as necessidades musica de uma "elite" intelectual de óculos de aro grosso, i-pods, e muitos livros e musicas para falar. Diálogos, discussões filosófo-literário-musicais,o sentimento de quem vive isso.Título: Continue a nadar, continue a nadar!

Terceiro: ... (depois conto..)

postado por Chico 2:28 PM |

Segunda-feira, Abril 17, 2006

Que acabei pedante e clichê, mas eu gosto de você

Eu te vejo e penso em como é fácil se encantar por bobagem, um instante de conluio, uma cara sorrindo, uma inutilidade recíproca que logo se torna toques, corpo, desejo, uma convulsão reprimida pelo que ainda resta de consciência em mim, mas logo já não resta mais muita coisa, não, que só esse animalismo suado de seios, bocas, sexo, só essa ausência de razão - e digo no sentido puro do termo - só essa ausência de tempo, espaço, essa necessidade corpo responde, e logo o mundo vira sexo, e sexo contra sexo, nessa oposição carnal em que me toma entre as pernas, em que lhe toco o corpo, a boca, e minha alma se funde à sua, lábios, pescoço, seios, mordidas inconstantes, e o seu sexo encaixando no meu, sua pele nua colada a minha, e o suor do ir e vir desesperado representando a minha vontade da sua existência argentina, da sua essência castelhana, dessa inconstância incompleta que vai e vem e nunca termina, nunca termina, e eu preciso de você, preciso de cada instante-você, cada instante terminando em mim, cada pontualidade perfeita que há nesses segundos que eternizo, e a cada gota de existência, em toda unidade do universo-deus, eu quero seu corpo completando o meu.

postado por Chico 9:35 PM |

Terça-feira, Abril 11, 2006

Nobody loves me

Uma boa trilha sonora pode fazer a diferença numa foda , por isso Portishead, espero que não tenha atrapalhado, Ele tinha pau pequeno, achei que não daria conta do recado, (me sorri esse sorriso-fada-rosa), mas deu, nossa, (mãozinha abanando), e como, e eu lembro porque eu amo essa menina, porque eu amo esse jeitinho descontraído de levar a vida, sem os romantismos doentios e desesperados da pequena e serelepe Amélia, nem as preocupações constantes com a opinião alheia da menina dos óculos de aro grosso, só essa carinha de pokemon, esses cabelos rosas, essa certeza bonita de abraçar e beijar e sorrir assistindo o jogo do Botafogo, dormindo juntos em concha, ligados por uma espécie cordão umbilical imaginário, por um sentido superior as minhas divagações, só essa sensação certeza de que tudo está bem, de que tudo estará sempre bem., com meus braços curtos de menino feliz sobre a sua cintura, minha vida pura de menino inteligente colada ao seu corpo, criando toda essa ligação imaginária simbiótica, toda essa ligação umbilical fraterna, tudo isso que de tão mágico e perfeito me remete novamente ao quanto é bom viver.

Um beijo descontraído para você querida, (seguido de um tchau seco e lacônico com um pouco de indiferença e/ou irritação como só os seus conseguem ser)

postado por Chico 12:15 PM |

Quinta-feira, Abril 06, 2006

Porque não custa nada sair da rotina

Antes de tudo volto a dizer que quero absinto checo, dos mesmos que tomavam Rimbaud, Baudelaire, et tous les bhoemes français du belle époque - pardon , est ce que quand je suis heureux , je parle en français, je parle le pire de mon français, lê pire du pire du pire, ok pára de escrever em francês seu idiota, prob..vavelmente ela não vai entender nada disso - E eu escrevo isso pra ela, escrevo pra essa menina que olha a capa do livro na minha mão tentando reconhecer o titulo, Burroughs, Almoço Nu, geração beat, estou numa livraria e vejo essa edição moderna, procurava um Cortazar para Julia, sim aquela dois andares acima, bonita, pontas roxas, sorriso no rosto e filme divertido na televisão, mas não, não tinha o Octaedro, não tinha, e eu saio da estante dos livros que já li mas vale a pena dar de presente, passo pela estante dos que nunca li e não tenho mesmo a menor vontade de ler, chegando assim na dos que sempre disse que li e está chegando a hora de começar a lê-los de verdade, Ali está, é esse mesmo, Burroughs, não precisa nem embrulhar, abro já no caminho e folheio rapidamente, Lembra-me eu escrevendo, lembra-me das desventuras cínicas nos bares de botafogo, lembro que tinha que comprar um hamster, é, sim, tinha me esquecido, nossa, o hamster da Carminha, e pensava no seu sorriso ao receber o presente, e sorrindo sozinho também como se fosse comigo mesmo, olhando no relógio e perguntando por petshops, Lemos Cunha, mas antes do petshop um comentário seria pertinente, você com os amigos andando e conversando era tão bonito, como eu tenho tido prazer em observar os transeuntes de Niterói, os calouros da Uff pedindo dinheiro, as velhinhas e suas muletas, a dona que desmaia na porta do prédio, e os alunos desses diversos colégios com seus uniformes e toda sua adolescência brilhante e encantadora, eu gosto dessa sensação Niterói de existir, gosto disso de todos se conhecerem e ninguém saber quem sou, gosto da coincidência do petshop ser do lado do bar onde você se senta e eu descobri que não tem hamster chinês só sírio e o sírio é grande demais e a Carmen queria um chinês, saio da loja um pouco decepcionado e sento no bar para observar você, para observar você e ligar para um colega argentino, ele cria animais e, bem, ele deve saber onde tem uma petshop decente, uma com peixinhos e tudo, Moreira César, numa galeria que esqueceu o nome, desligo o telefone e penso se vou até lá ou continuo te observando, um, dois, três, quatro, e você se levanta, parece que vai a algum lugar, vou atrás, sigo um pouco sem graça, tentando disfarçar, entra no campo de são bento e eu continuo te acompanhando com os olhos, barraquinha de sorvete, e compra seu sorvete e volta pro bar, não posso voltar também, e já que estou em pé é melhor ir logo ver a coisa do hamster, e vou, vou descendo a Otávio Carneiro até a Moreira César, que caminho por ela toda e o máximo que acho é uma garotinha pequena com uma carinha de rato tão fofinha que quis adotá-la para mim, ela e a mãe tomando suco no Matinata, e eu criança tomando suco no Matinata, morando na Otávio Carneiro e tomando suco no Matinata, e estudando no Abel, e me apaixonando pela Aurélia, ha, quem diria agora ela fazendo Direito na Uerj, e eu Direito na Unirio,eu morando seis anos no rio, dois anos em Petrópolis, mais um no rio com minha irmã , e tanta coisa, tanta coisa para acabar voltando para Niterói, voltar para essa cidade minha que não me reconhece mais, essa cidade em que ando pelas ruas e dou conselho a calouros, sorrio muito que resolvi voltar ao bar, e vocês estão lá, sim, você e seus amigos bebendo... coca-cola, minha nossa vocês vão a um bar beber coca-cola, que coisa bonita de se fazer para vestibulandos, e eu que sempre me ri da irrealidade de malhação e seus suquinhos no gigabyte, olha aonde estava agora, com uma garrafa de cerveja em frente a um grupo de jovens saudáveis da classe média niteroense, falando mal dos outros como qualquer outro grupo de jovens de classe média no Brasil, que sempre gostou da menina mas..., e algo sobre ela ser estranha, pontos de referência, pessoas gordas, enquanto oscilava entre a vontade de continuar lendo meu livro e a diversão de observá-los conversar, acabei decidindo pela segunda opção, os comentários daquela menina loira com namorado eram sempre tão pertinentes que não conseguia conter o riso, de certo já haviam me percebido há muito tempo, mas eu continuava ali, continuava ali assistindo seus diálogos envenenados , observava aquela movimentação toda como um filme, um filme sobre a vida cotidiana dos vestibulandos do Salesiano, com direito a cerveja e um livro para ler caso me sinta muito entediado, em certo momento você se levanta e diz, tenho que ir, mas não vai, senta de novo e age como se nada tivesse acontecido, não entendo bem e me pergunto se já não é o álcool que começava a sentir, o álcool que me deixava alegre e me fazia olhar fixamente para você , me fazia deixar claro que estava olhando para você, só para você, as vezes vacilava o olhar um pouco em sua amiga, mas em geral para você, você mexendo os braços e eu sem entender o que dizia, você atrás da cabeça do menino igual a todos os outros, você segurando sua bolsa e dizendo que agora sim ia embora, e eles todos se levantando e resolvendo ir também, que eu me resigno ao fim do meu filme b de sessão da tarde, a musica do final abaixando e os créditos começando a passar, e eu abro novamente o livro, começo a lê-lo, e fico pensando em tudo que aconteceu no dia, pensando que ao chegar em casa iria escrever isso para ela, escrever para essa menina que olha a capa do livro na minha mão tentando reconhecer o titulo, Burroughs, Almoço Nu, geração beat, e me diz seu nome Carolina, e eu a deixo ir com a esperança de que aceite esse meu humilde convite, esse meu humilde convite para que assista um filme em minha casa esse domingo, e eu deixo meu celular, meu e-mail, blog, orkut, vida, e espero contato, e espero que apareça para me deixar feliz - Sorrio bonito para terminar.

postado por Chico 11:26 PM |

Quarta-feira, Abril 05, 2006

Em busca da fada verde

postado por Chico 11:10 PM |

Hoje a entrada para o Mac é franca, alguém me acompanha?

postado por Chico 3:04 AM |

Segunda-feira, Abril 03, 2006

Olha, eu gosto de assistir filmes, gosto de assistir filmes com as pessoas, gosto de ouvir musica, de ouvir musica e escrever no meu computador, e falar, e ser honesto, e brincar de existir no msn, eu gosto de beber absinto, talvez mais do que deveria, gosto de ler, sim, amo ler, e acho que a felicidade reside em uma dose de alcool, uma tela luminosa cheia de letras e a certeza de que aprendi a ser feliz...

postado por Chico 3:04 AM |

Sábado, Abril 01, 2006

Eu queria que fosse diferente...

postado por Chico 7:44 AM |

Quarta-feira, Março 29, 2006








Rachel.










postado por Chico 6:01 PM |

Domingo, Março 26, 2006

Doente, e não é só a falta de internet, febre e vomitar, e um pouco daquela melancolia que não experimentava há um tempo, vou fazer vinte anos e isso me assusta, estou chorando sozinho de novo como num quarto em petrópolis, lutando contra a carência de uma voz no ouvido esquerdo, uma voz falando bobagens, qualquer coisa pra não desligar o telefone, e não é só a falta de internet, é o medo , medo que tenho do tempo passando, das coisas acontecendo e eu estou aqui parado, chorando sem saber bem o porque, com essa cara de são bernardo pedindo ajuda, mas não quero ajuda, realmente não quero, quero sofrer quieto os meus vinte anos, a doce desilusão de que as coisas sempre vão ser assim...
A febre está alta, a dor de cabeça , acho que vou tentar sair mais por niterói...


ps:(Não pensem que estou mal, não estou, é passageiro, só que precisava explorar esses sentimentos...)

postado por Chico 4:02 AM |